quinta-feira, 5 de novembro de 2026

O incontornável desportista internacional

CRISTIANO RONALDO 


Na hora da saída da Seleção Nacional do maior jogador de todos os tempos de Portugal, ouço a generalidade das pessoas agradecer ao desportista por tudo aquilo que ele nos deu.

A mim, enquanto português, não me deu nada. Construiu, isso sim, uma carreira extraordinária em benefício próprio, conquistando fama, prestígio e fortuna. Nada a criticar, tudo a louvar.

Outra coisa, porém, é reconhecer o enorme legado de prestígio global que deixou a Portugal: a projecção do nome do nosso país no mundo, a profissionalização e a exigência que introduziu na mentalidade desportiva nacional, bem como a demonstração de que é possível ser o melhor do mundo partindo de um pequeno país.

Penso que todo este capital de prestígio não deve ser desperdiçado. Pelo contrário, deveria ser canalizado para funções estratégicas ao serviço de Portugal, seja na diplomacia desportiva, na consultoria, como embaixador de grandes causas e candidaturas internacionais, ou noutras áreas em que possa colocar o seu conhecimento, experiência e influência ao serviço do país.

Cristiano Ronaldo construiu uma carreira à escala mundial. Cabe agora a Portugal saber aproveitar o enorme potencial internacional que essa carreira representa.

Até sempre Cris!

Imagem criada pela IA

domingo, 11 de outubro de 2026

Está escrito no firmamento

O plano da América trumpista vai ao encontro de tudo o que Putin deseja.


É estranho — é até bizarro — que o invasor de um país soberano seja recompensado pela própria atrocidade que cometeu.

Que Trump era amigo e admirador de Putin já sabíamos, e isso foi propagandeado aos sete ventos pelo próprio.

Que ambos são hábeis em manipular as emoções das pessoas, também estamos cansados de saber.


A passadeira vermelha no Alasca, o caloroso cumprimento — com palmadinhas nas mãos e largos sorrisos — mostraram ao mundo o quão próximos são. A boleia no carro presidencial dos EUA ao seu congénere russo serviu para acertarem a agenda sobre o futuro da Ucrânia, longe das câmaras e dos microfones. Ali, sim, discutiu-se tudo o que havia a decidir — tudo o resto é folclore para entreter o povo.


E a chantagem — à bela maneira do senhor do “eu quero, eu posso” — dirigida a Zelensky, com o ultimato “até quinta-feira tem de aceitar”, revela bem como as exigências de Putin ecoam através de Trump. Um ultraje que deveria merecer uma resposta firme do mundo livre.”


E a Europa tem de se fazer respeitar, sob pena de sucumbirmos aos pés destes: um ditador e outro pró-autocrático.

Nota: trago este post à primeira página pela sua atualidade.


quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Lembrete/aviso de António Costa

Nestes dias, ouço políticos de praticamente todas as áreas partidárias — governantes, oposição, comentadores e Comunicação Social — falar constantemente das dificuldades em dar resposta aos problemas das pessoas.


O Governo e a AD repetem, vezes sem conta, que não existe margem orçamental para as propostas da oposição. E avisam que, se forem obrigados a concretizá-las, serão as oposições as responsáveis por um eventual agravamento do défice das contas públicas.


Mas há uma coisa que me espanta: parece que ninguém se lembra do aviso de António Costa.


Para não ser acusado de sectarismo, resolvi perguntar à IA:


«António Costa avisou que o excedente orçamental acumulado serviria para fazer face aos tempos de crise que viessem. Verdade ou mentira?»


A resposta foi clara: verdade.


No seu discurso de despedida, em 27 de março de 2024, António Costa, ao referir-se ao excedente orçamental de 2023, afirmou:


«É preciso ter excedente para se poder não ter quando for necessário.»


E explicou a razão: há sempre imprevistos e crises, sendo necessário deixar margem de manobra financeira ao Governo que vier a seguir.


Recordou, entre outras situações, os incêndios de 2017, a pandemia de COVID-19 e a crise inflacionista provocada pela guerra na Ucrânia.


Ou seja, a ideia era simples: em tempos de maior estabilidade, acumula-se margem financeira para poder utilizá-la quando chegarem tempos difíceis.


É uma lógica que me parece difícil de contestar.


Por isso, fica a pergunta:


Se havia um excedente precisamente para que o Estado tivesse margem de manobra quando surgissem novas dificuldades, onde está essa margem agora?


Ou será que, afinal, o problema não é apenas a falta de dinheiro, mas também a forma como se escolheu gastá-lo?


Fica o lembrete.


Em resumo: O governo gastou à grande (esbanjou) e, agora que o tempo das vacas magras está no horizonte, está desorientado sem saber o que fazer.

O incontornável desportista internacional

CRISTIANO RONALDO   Na hora da saída da Seleção Nacional do maior jogador de todos os tempos de Portugal, ouço a generalidade das pessoas ag...