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| Bela Vista – Cabo Verde |
segunda-feira, 27 de julho de 2026
domingo, 12 de julho de 2026
O MUNDO JÁ MUDOU. E VOCÊ?
O mundo já mudou. A questão é saber se nós mudaremos a tempo. A imagem que se segue não retrata apenas a miséria de alguns povos; é um aviso. A degradação ambiental, os conflitos e a desigualdade podem transformar o impensável em realidade. O futuro depende das escolhas que fazemos hoje.
A humanidade está a ser destruída e o Apocalipse aproxima-se a passos largos. Estaremos a exagerar? Não. Estaremos a brincar? Muito menos! Estamos apenas a refletir sobre o que está a acontecer nestes dias de canícula sufocante. Talvez por isso sejamos impelidos a pensar nas alterações climáticas e nas consequências que elas já estão a provocar.
O aquecimento global é responsável pelas chuvas torrenciais, secas prolongadas e incêndios devastadores que assolam o mundo. Há quem diga (e entre eles pessoas ditas “importantes”) que estas preocupações são disparates de quem não tem mais nada para fazer ou de quem procura lucro fácil. Tais afirmações valem o que valem, dependendo de quem as profere — dizemos nós. Mas nada como revisitar a História para fazer um pequeno exercício de reflexão.
Sabemos que o Homo sapiens — a espécie humana que surgiu há cerca de 300 mil anos — evoluiu lentamente até aos séculos XVII-XIX. Durante esse período, a humanidade teve a oportunidade biológica de se adaptar às transformações que iam ocorrendo gradualmente. Contudo, com a Revolução Industrial, e em apenas cerca de 250 anos, tudo mudou drasticamente. Passámos de uma evolução pausada para uma evolução quase supersónica. A invenção das máquinas e a sua posterior evolução, movidas a vapor e por combustíveis fósseis — carvão, petróleo e gás natural — resultaram na libertação massiva de dióxido de carbono (CO₂) para a atmosfera, contribuindo para o efeito de estufa, um dos principais responsáveis pelo aquecimento global.
A questão que se coloca é: como reagirá biologicamente o ser humano atual perante as dificuldades de adaptação que esta aceleração impõe? E como se adaptarão as futuras gerações às alterações climáticas já tão evidentes?
Se olharmos para o nosso país, Portugal, há cerca de 40, 50 ou mesmo 60 anos, tínhamos quatro estações bem definidas: primavera, verão, outono e inverno. Na primavera, o clima era ameno; os campos cobriam-se de verde e as flores deslumbravam-nos; os ribeiros corriam incessantemente em direção aos rios. No verão, o céu era azul, o sol brilhava intensamente, o ar era quente e os ribeiros começavam a secar. No outono, as folhas caíam, anunciando as primeiras chuvas, e o ar tornava-se mais frio. No inverno, chovia, nevava e o gelo obrigava-nos a procurar o calor da lareira; o frio era intenso e a roupa parecia nunca ser suficiente.
Hoje, porém, estas fronteiras entre as estações diluíram-se. Parece que temos apenas duas estações: um verão que se prolonga pelo outono e invade o inverno, e um inverno que se estende pela primavera e chega ao verão. Este fenómeno traz consigo consequências dramáticas: tempo seco, incêndios que, impulsionados por ventos fortes e, por vezes, até por tornados, devastam florestas, casas, animais e vidas humanas.
As tragédias sucedem-se em todo o planeta: incêndios catastróficos na Califórnia, na América do Sul, na África Austral, na Ásia, no sul da Europa e até nas regiões do Norte, chegando à Sibéria e à Gronelândia, que também já arde. Temperaturas próximas dos 50 graus Celsius secam nascentes e rios, contribuindo para o degelo dos glaciares, que, por sua vez, faz subir o nível médio dos mares.
Por outro lado, chuvas torrenciais caem com tal violência que as enxurradas arrastam tudo à sua passagem: árvores, casas, automóveis, animais e pessoas.
Se tudo isto não é apocalíptico, então o que será?
Cabe a cada um de nós arregaçar as mangas e começar a mudar hábitos, políticas e atitudes, para evitar aquilo a que os cientistas chamam o ponto de não retorno, sob pena de destruirmos a vida humana tal como a conhecemos na Terra.
P.S.: Republico este texto, trazendo-o novamente para a primeira página, dada a urgência da situação.
Imagem: Internet
A.M.
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THE WORLD HAS ALREADY CHANGED. HAVE YOU?
The world has already changed. The question is whether we will change in time.
The image below is not merely a portrayal of suffering. It is a warning. Environmental degradation, climate change, conflict and inequality are no longer distant possibilities—they are realities shaping our present and threatening our future. The future depends on the choices we make today.
Is Humanity on the Brink?
Humanity is approaching a critical moment. Are we exaggerating? No. Are we joking? Certainly not. We are simply reflecting on the evidence surrounding us, made even more apparent during these days of suffocating heat. Climate change is no longer a prediction for future generations—it is happening now.
Global warming is driving more frequent and intense heatwaves, torrential rainfall, prolonged droughts and devastating wildfires across the globe. Yet there are still those—including some influential public figures—who dismiss these concerns as exaggeration or misinformation. Such opinions are only as credible as the evidence supporting them. History, however, tells a very different story.
Homo sapiens, which emerged around 300,000 years ago, evolved gradually over thousands of generations. Until the Industrial Revolution, environmental changes occurred slowly enough to allow biological and social adaptation. Over the past 250 years, however, technological development powered by coal, oil and natural gas has transformed the planet at an unprecedented speed. The massive release of carbon dioxide (CO₂) and other greenhouse gases has intensified the greenhouse effect, accelerating global warming and disrupting Earth’s climate systems.
The question we must ask is no longer whether the climate is changing. It is whether humanity can adapt quickly enough to the pace of these changes—and whether future generations will inherit a world capable of sustaining the quality of life we have long taken for granted.
The transformation is visible almost everywhere. In Portugal, only a few decades ago, the four seasons followed a familiar rhythm. Spring brought mild temperatures, green landscapes and flowing streams. Summer offered warmth and sunshine. Autumn marked the return of rain and cooler days, while winter brought cold weather, snow in the mountains and abundant rainfall.
Today those seasonal boundaries have become increasingly blurred. Summers are longer, hotter and drier. Winters are shorter and often interrupted by unusual heatwaves. Extended droughts create ideal conditions for increasingly destructive wildfires, while extreme weather events become more frequent and unpredictable.
Across the world, catastrophic fires have devastated California, South America, Southern Africa, Southern Europe, Asia and even regions once considered too cold to burn, including Siberia and Greenland. Temperatures approaching 50°C dry up rivers, reservoirs and agricultural land, while glaciers continue to melt, contributing to rising sea levels.
At the same time, warmer oceans and atmosphere generate more intense storms and torrential rainfall, triggering flash floods that sweep away homes, infrastructure, vehicles, wildlife and human lives within minutes.
If this is not a warning, what is?
Every one of us shares responsibility for the future. Governments, businesses and individuals must rethink the way we produce, consume and care for our planet. Scientists continue to warn that we are approaching tipping points beyond which many environmental changes could become irreversible.
The world has already changed.
The only question that remains is whether we are willing to change before it is too late.
P.S. This article is being republished because its message is more urgent today than when it was first written.
Image: Internet
**A.M.
quarta-feira, 8 de julho de 2026
«E esta, hein?»
segunda-feira, 29 de junho de 2026
segunda-feira, 18 de maio de 2026
CONVÍVIO 2026 / 2027
Foi muito bom estarmos juntos mais uma vez.
Conversámos muito, recordámos a nossa juventude e constatámos, entre risos, que o tempo não perdoa… estamos mesmo velhotes!
Um grande abraço ao nosso anfitrião, Plácido Pinto, e ao seu filho, Rui, que nos proporcionaram um dia muito agradável e inesquecível.
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O Armindo no seu melhor estilo
Para o próximo ano, o anfitrião eleito foi o Armindo e, claro… no Porto, carago! Fica já marcado: 26 de junho de 2027, o último sábado de junho.
Até lá, um grande abraço para todos!
quarta-feira, 13 de maio de 2026
ATÉ SEMPRE 1º OLIVEIRA
quinta-feira, 23 de abril de 2026
segunda-feira, 13 de abril de 2026
BLASFÉMIAS A JESUS
sexta-feira, 10 de abril de 2026
O PACOTE LABORAL
Andou bem a UGT (União Geral de Trabalhadores) em dizer não à Revisão Geral do Trabalho na Concertação Social.
Mais ainda: deveria recusar liminarmente participar neste fórum enquanto a CGTP-IN for afastada — a isto chama-se solidariedade entre trabalhadores.
Já agora, importa perguntar sem tibiezas: quem é o governo para decidir quem pode, ou não, representar os trabalhadores?
É assim, com estes tiques de arrogância, controlo e exclusão, que os poderes começam a resvalar para o autoritarismo.
Imagem: Internet
segunda-feira, 23 de março de 2026
A PROPÓSITO DA PÁSCOA…
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| O pão – imagem do autor |
Lembro-me da minha última visita aos nossos vizinhos marroquinos.
Desta feita, mais precisamente, às cidades imperiais do Reino de Marrocos.
Vindos de Marraquexe, onde assentámos arraiais, entrámos em Rabat, que logo nos impressionou pela limpeza das ruas e dos espaços públicos, primorosamente cuidados. Iniciámos o périplo pelo Mausoléu de Mohamed V, mesmo em frente à Torre Hassan, na praça Yacoub Al Mansour.
Seguimos depois para a Kasbah dos Oudaias, fortaleza e bairro histórico do século XII, debruçado sobre a foz do rio Bou Regreg, onde este se entrega ao Atlântico.
Logo à nossa direita, ao entrar pela porta principal — a Grand Bab Oudaïa —, deparámo-nos com um pequeno forno comunitário. Dois padeiros amassavam e coziam pão, distribuindo-o, com naturalidade, a quem por ali passava.
E foi ali, naquele gesto simples, que me ocorreu a Páscoa.
A partilha do pão.
Uma Santa e Feliz Páscoa
terça-feira, 17 de março de 2026
O MÉDIO ORIENTE ARDE
E O CALOR JÁ CHAMUSCA O MUNDO…
GOLFO PÉRSICO
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| Imagem: Wikipédia |
Nós, por cá, em Portugal, sabemo-lo — e como o sabemos. Quando encostamos o carro num posto de abastecimento, vemos como o nosso dinheiro voa ao mesmo ritmo que o combustível escorre para o depósito (e isto para não falarmos dos preços dos alimentos que seguem a mesma escalada silenciosa).
Em consequência, o nosso Cérbero oblitera-se e um chorrilho mudo põe as orelhas do inquilino de São Bento a arder.
Um ou outro que escapa é audível do outro lado do Atlântico e põe o velho louro que anda entretido com a sua “fúria épica” vermelho de raiva.
Entretanto por cá, onde a vida aperta no dia-a-dia, a pergunta impõe-se persistente, teimosa: até quando? Até quando teremos de sofrer as consequências destes tolos que nos (des)governam?
sábado, 7 de março de 2026
PROFESSOR MARCELO
O PRESIDENTE DE PORTUGAL
NO SEU MELHOROBRIGADO POR NOS TER REPRESENTADO COM TANTA DIGNIDADE
Imagem: Internet
quinta-feira, 5 de março de 2026
ANTÓNIO LOBO ANTUNES
quarta-feira, 4 de março de 2026
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
sábado, 21 de fevereiro de 2026
COMO O SABER NÃO OCUPA LUGAR
Se tiverem paciência
Vão ficar admirados
E a saber mais!
https://rotinasinteligentes.blogspot.com/2026/02/boecio-entre-as-rajadas-do-euro-e-as.html
De: Rotinas Inteligentes
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
RECORDAR O SONGO – ATUAL
Encontrei isto por acaso!
Se quiseres matar saudades, vai em frente, carrega e… boa viagem.
Obrigado Laranjeira
Abraço
sábado, 14 de fevereiro de 2026
ASSIM VAI PORTUGAL/TEMPORAL
DEPOIS DO COMBOIO DE TEMPESTADES, CHEGA A FATURA
Prevenção não é sorte. É governação.
Ninguém evita uma catástrofe natural.
Mas um país prevenido sofre menos quando ela chega.
Prevenção não é retórica — é planeamento, prudência financeira e visão estratégica.
Em 2023, o Governo de António Costa terminou o ano com um excedente orçamental de 1,2% do PIB — cerca de 3,2 mil milhões de euros, segundo o INE, tendo os dados finais apontado para um valor superior, acima dos 4 mil milhões. Existiu, portanto, margem orçamental.
Hoje, vários especialistas estimam que os estragos das intempéries possam rondar os quatro mil milhões de euros.
A coincidência numérica é, no mínimo, expressiva.
Entretanto, o atual Governo — da AD, liderado por Luís Montenegro — optou por avançar com medidas de impacto orçamental significativo num contexto político particularmente sensível. É legítimo perguntar se a prioridade deveria ter sido consolidar essa margem, reforçando a capacidade de resposta a imprevistos como o que agora enfrentamos.
Quando se falava em “contas certas”, falava-se precisamente disto: capacidade de resistência quando o inesperado acontece.
Hoje, essa promessa enfrenta um teste sério.
Impõe-se a pergunta: estarão as “contas certas” preparadas para absorver um choque desta dimensão sem derrapar?
Mas o problema não se resume só às finanças públicas.
Surge agora a rotura de um dique e o consequente alagamento dos prumos que suportam o tabuleiro da A1, na zona de Coimbra. Alguns técnicos referem possível falta de previsibilidade aquando da construção da autoestrada, nomeadamente na proteção estrutural dos pilares.
Convém recordar que a construção da A1 ocorreu durante um governo da AD, então liderado por Cavaco Silva.
Também no plano da organização do Estado surgem interrogações. O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, afirmou recentemente que “faltam níveis intermédios” na resposta às catástrofes, não apenas ao nível da Proteção Civil, mas também na coordenação política.
Ora, esses níveis intermédios existiram. Foram eliminados durante outro governo da AD, liderado por Pedro Passos Coelho.
Não se trata de culpar o vento ou a chuva.
Trata-se de perceber se as opções tomadas ao longo dos anos — financeiras, estruturais e organizativas — reforçaram ou fragilizaram o país.
A AD governou no passado.
A AD governa no presente.
E quando se governa, herda-se — mas também se responde.
No fim, porém, há uma verdade desconfortável:
a responsabilidade última é sempre nossa.
Somos nós, os cidadãos — detentores da soberania — que escolhemos.
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Ao celebrarem mais um aniversário da sua independência o povo angolano está de parabéns. Com a chegada do advento da paz, depois ...
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JANELA DO CAPÍTULO DO CONVENTO DE CRISTO OBRA-PRIMA DO ESTILO MANUELINO Foto do autor


















