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| Desenho: Francisco |
E AO PAPA LEÃO XIV
PAI, PERDOA-LHES,
PORQUE NÃO SABEM O QUE FAZEM —
FALAM SEM CONSCIÊNCIA DO QUE DIZEM.
Aqui postaremos assuntos relacionados com a CART. 6553/73, Portugal, Angola e o Mundo.
Andou bem a UGT (União Geral de Trabalhadores) em dizer não à Revisão Geral do Trabalho na Concertação Social.
Mais ainda: deveria recusar liminarmente participar neste fórum enquanto a CGTP-IN for afastada — a isto chama-se solidariedade entre trabalhadores.
Já agora, importa perguntar sem tibiezas: quem é o governo para decidir quem pode, ou não, representar os trabalhadores?
É assim, com estes tiques de arrogância, controlo e exclusão, que os poderes começam a resvalar para o autoritarismo.
Imagem: Internet
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| O pão – imagem do autor |
Lembro-me da minha última visita aos nossos vizinhos marroquinos.
Desta feita, mais precisamente, às cidades imperiais do Reino de Marrocos.
Vindos de Marraquexe, onde assentámos arraiais, entrámos em Rabat, que logo nos impressionou pela limpeza das ruas e dos espaços públicos, primorosamente cuidados. Iniciámos o périplo pelo Mausoléu de Mohamed V, mesmo em frente à Torre Hassan, na praça Yacoub Al Mansour.
Seguimos depois para a Kasbah dos Oudaias, fortaleza e bairro histórico do século XII, debruçado sobre a foz do rio Bou Regreg, onde este se entrega ao Atlântico.
Logo à nossa direita, ao entrar pela porta principal — a Grand Bab Oudaïa —, deparámo-nos com um pequeno forno comunitário. Dois padeiros amassavam e coziam pão, distribuindo-o, com naturalidade, a quem por ali passava.
E foi ali, naquele gesto simples, que me ocorreu a Páscoa.
A partilha do pão.
Uma Santa e Feliz Páscoa
E O CALOR JÁ CHAMUSCA O MUNDO…
GOLFO PÉRSICO
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| Imagem: Wikipédia |
Nós, por cá, em Portugal, sabemo-lo — e como o sabemos. Quando encostamos o carro num posto de abastecimento, vemos como o nosso dinheiro voa ao mesmo ritmo que o combustível escorre para o depósito (e isto para não falarmos dos preços dos alimentos que seguem a mesma escalada silenciosa).
Em consequência, o nosso Cérbero oblitera-se e um chorrilho mudo põe as orelhas do inquilino de São Bento a arder.
Um ou outro que escapa é audível do outro lado do Atlântico e põe o velho louro que anda entretido com a sua “fúria épica” vermelho de raiva.
Entretanto por cá, onde a vida aperta no dia-a-dia, a pergunta impõe-se persistente, teimosa: até quando? Até quando teremos de sofrer as consequências destes tolos que nos (des)governam?
O PRESIDENTE DE PORTUGAL
NO SEU MELHOROBRIGADO POR NOS TER REPRESENTADO COM TANTA DIGNIDADE
Imagem: Internet
Se tiverem paciência
Vão ficar admirados
E a saber mais!
https://rotinasinteligentes.blogspot.com/2026/02/boecio-entre-as-rajadas-do-euro-e-as.html
De: Rotinas Inteligentes
Encontrei isto por acaso!
Se quiseres matar saudades, vai em frente, carrega e… boa viagem.
Obrigado Laranjeira
Abraço
DEPOIS DO COMBOIO DE TEMPESTADES, CHEGA A FATURA
Prevenção não é sorte. É governação.
Ninguém evita uma catástrofe natural.
Mas um país prevenido sofre menos quando ela chega.
Prevenção não é retórica — é planeamento, prudência financeira e visão estratégica.
Em 2023, o Governo de António Costa terminou o ano com um excedente orçamental de 1,2% do PIB — cerca de 3,2 mil milhões de euros, segundo o INE, tendo os dados finais apontado para um valor superior, acima dos 4 mil milhões. Existiu, portanto, margem orçamental.
Hoje, vários especialistas estimam que os estragos das intempéries possam rondar os quatro mil milhões de euros.
A coincidência numérica é, no mínimo, expressiva.
Entretanto, o atual Governo — da AD, liderado por Luís Montenegro — optou por avançar com medidas de impacto orçamental significativo num contexto político particularmente sensível. É legítimo perguntar se a prioridade deveria ter sido consolidar essa margem, reforçando a capacidade de resposta a imprevistos como o que agora enfrentamos.
Quando se falava em “contas certas”, falava-se precisamente disto: capacidade de resistência quando o inesperado acontece.
Hoje, essa promessa enfrenta um teste sério.
Impõe-se a pergunta: estarão as “contas certas” preparadas para absorver um choque desta dimensão sem derrapar?
Mas o problema não se resume só às finanças públicas.
Surge agora a rotura de um dique e o consequente alagamento dos prumos que suportam o tabuleiro da A1, na zona de Coimbra. Alguns técnicos referem possível falta de previsibilidade aquando da construção da autoestrada, nomeadamente na proteção estrutural dos pilares.
Convém recordar que a construção da A1 ocorreu durante um governo da AD, então liderado por Cavaco Silva.
Também no plano da organização do Estado surgem interrogações. O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, afirmou recentemente que “faltam níveis intermédios” na resposta às catástrofes, não apenas ao nível da Proteção Civil, mas também na coordenação política.
Ora, esses níveis intermédios existiram. Foram eliminados durante outro governo da AD, liderado por Pedro Passos Coelho.
Não se trata de culpar o vento ou a chuva.
Trata-se de perceber se as opções tomadas ao longo dos anos — financeiras, estruturais e organizativas — reforçaram ou fragilizaram o país.
A AD governou no passado.
A AD governa no presente.
E quando se governa, herda-se — mas também se responde.
No fim, porém, há uma verdade desconfortável:
a responsabilidade última é sempre nossa.
Somos nós, os cidadãos — detentores da soberania — que escolhemos.
PARABÉNS PORTUGUESES
Hoje, no World Economic Forum:
Trump disse que não vai usar “a força” em relação à Gronelândia.
A Europa e o mundo registaram.
Discursos longos não são sinónimo de clareza.
Os de Trump lembram os de Fidel Castro: redondos e intermináveis.
E volta à memória a frase do rei Juan Carlos, na Cimeira Ibero-Americana:
¿Por qué no te callas?
É este o critério. Tudo o resto é ruído.
Compatriotas, chegou a hora da verdade.
Há dois candidatos. Dois caminhos. Sem zonas cinzentas.
Ou quem assume estes valores e se compromete a respeitá-los e a fazê-los cumprir.
Ou quem os usa como máscara para os deturpar e subverter — “três Salazares”, lembram-se?
Portanto, caros eleitores, acabou o tempo dos taticismos. É tempo de coragem.
De todos, todos, todos.
Ou Seguro, ou André.
A democracia não se relativiza. Escolhe-se. Com o voto.
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| Imagem criada pela IA |
O mundo ocidental entrou em ebulição, acicatado pelo xerife-mor.
Trump ordena aos seus militares a invasão da Venezuela e a prisão do Presidente — não sabemos se legítimo ou ilegítimo, isso cabe exclusivamente ao povo venezuelano averiguar e decidir. De seguida, afirma que poderá fazer o mesmo à Colômbia, Cuba, México, Irão, Canadá e Gronelândia, acrescentando mesmo: “iremos fazê-lo a bem ou a mal, quer gostem, quer não gostem”.
Perante este cenário, o mundo político acobarda-se e dobra-se à vontade de quem proclama: “quem manda sou eu”.
Assim, os três grandes consolidam o domínio das suas áreas de influência, quase em tom de escárnio: a China, a Rússia e, claro está, a América.
Quanto à Europa, que em tempos receou o federalismo e um exército comum, permanece em silêncio — com exceção da Espanha. Falta-lhe força, falta-lhe estratégia e, por isso mesmo, não é ouvida nem tida em conta. Não conta.
As diferenças de linguagem entre os três grandes são reveladoras: à invasão da Ucrânia, Putin chamou “operação militar especial”; à invasão da Venezuela, Trump chamou “operação brilhante”; à ameaça sobre Taiwan, Xi afirma que “nunca renunciará ao uso da força”.
Não conhecemos pessoalmente nenhum destes homens, mas aquilo que dizem e fazem conduz-nos inevitavelmente a uma palavra: loucura. E quando a loucura ocupa o poder, os perigos multiplicam-se.
Eles avançam. Nós observamos. Até quando, Senhor, até quando?
UM PRESIDENTE-REI, SERÁ?, NÃO!
Adenda: com memória e memória e memória; e ainda e também.
PS: CÓPIA DE ROTINAS INTELIGENTES (blogue)
TODOS A VOTOS
A fragmentação do voto só serve os interesses da direita. E, pior do que isso, pode acontecer uma de duas coisas: que ganhe a direita ou, ainda mais grave, a extrema-direita.
Atenção, eleitores:
Nunca como hoje a concentração de votos foi tão decisiva.
Pensemos bem antes de votar.
Imagem: Internet
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| Imagem: IA |
Digam a Putin que querem ser felizes — mas não a todo o custo.
Digam-lhe que não querem ver os vossos filhos morrerem ou ficarem estripados numa guerra que não escolheram.
Que não querem ver vizinhos mortos, estropiados, desalojados, sem casa, sem futuro.
Digam-lhe que não aceitam ver cidades destruídas por armas que ele manda construir, gastando rios de rublos que, esses sim, poderiam fazer o povo feliz: em escolas, hospitais, cultura, dignidade.
Digam-lhe que querem paz.
Paz, paz, paz — não só para os russos, mas também para os ucranianos, palestinianos, israelitas, sudaneses e todos os povos do mundo.
A felicidade não nasce da força, nem do medo, nem das ruínas.
Nasce do respeito pela vida.
Sejam felizes com todos os povos do planeta — nunca contra eles.
Desenho: Francisco E AO PAPA LEÃO XIV PAI, PERDOA-LHES, PORQUE NÃO SABEM O QUE FAZEM — FALAM SEM CONSCIÊNCIA DO QUE DIZEM.