sábado, 4 de outubro de 2014

Colheita de café em 2014, no Uíge


Colheita de café estimada em 17 mil toneladas no país
03 Outubro de 2014

Ao falar à Angop no termo de uma visita de constatação de quatro dias na província do Uíge, o responsável disse que os dados da produção do café obtidos a nível do país são animadores.
"Para este ano, estamos a estimar uma safra de cerca de 17 mil toneladas do café mabuba", enfatizou o responsável, para quem a médio prazo, a produção do café em Angola poderá atingir as 50 mil toneladas, acrescentando haver motivação em certas províncias do país para produzir o café.
Relativamente ao cultivo de café na província do Uíge, o diretor-geral do INCA afirmou que produção do café mabuba registou nos últimos anos um salto substancial, passando de 2000 toneladas para mais de 6000 toneladas.
“Hoje estamos a falar numa produção acima das seis mil toneladas, em suma, a produção do café triplicou nos últimos dois anos ”, realçou, acrescentando que isso torna igualmente o seu mercado do produto muito ativo.
Quanto à comercialização, João Ferreira referiu haver empresas muito fortes na comercialização do café a nível da província. “Estamos numa altura em que temos menos café para vender e mais empresas a comprar o café”, observou.
Adiantou que, além das 37 empresas que compram o café na província, há uma grande pressão a partir de Luanda de empresas que pretendem comprar o café no Uíge.
“Nós tivemos boas notícias, o Uíge está com um grande dinamismo”, afirmou, realçando que  três mil das 7.500 toneladas da safra deste ano já foram comercializadas.  
Quanto aos apoios aos produtores do café, frisou que o sector na província tem produzido mudas (plantas) para a sua distribuição aos cafeicultores, assim como presta a assistência técnica aos mesmos.

“Por outro lado, tem havido apoios no domínio de comercialização com entrega de sacos de junta e a província através do plano do governo local e central, tem a sua disposição 11 descasques novas de café”, concluiu.
Em Angola p quilograma do café mabuba é comercializado a 50 kwanzas.
Fonte: Angop
Fotos: Internet


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Notícias da MUCABA


02 Setembro de 2014
Afonso Luviluko, que falava no acto de encerramento da 4ª edição das festividades dos 43 anos da vila de Mucaba, afirmou que o progresso constitui um bem dos cidadãos, mas há necessidade do engajamento de todos para a concretização dos programas gizados para o bem-estar social da população.
Por outro lado, o responsável chamou a atenção da população, principalmente a juventude, para o facto do uso excessivo de bebidas alcoólicas que tem causado tantas desgraças nas estradas e a necessidade de respeito ao Código de Estrada.
Por sua vez a administradora municipal de Mucaba, Piedade Samuel Benze, reconheceu que a região que dirige está a conhecer passos significativos rumo ao progresso, fruto da implementação de programas de impacto social como o combate à fome e pobreza.
“O município possui várias potencialidades agrícolas, económicas e sociais. A agricultura constitui a base fundamental da vida da população, que  desenvolve a produção do café, banana, amendoim, batata-doce e rena, hortícolas e outros", frisou Piedade Benze, destacando as potencialidades da região.
A administradora do Mucaba aproveitou a oportunidade para lembrar que,  no âmbito do programa de combate à fome e pobreza, estão em construção cinco escolas nas localidades de Quitamba, Quiosso, Quinzala-novo, assim como a reabilitação de alguns postos de saúde.
Além destas infraestruturas, disse, estão em construção no município de Mucaba, residências sociais enquadradas no programa habitacional do governo, casas evolutivas, bem como a distribuição de água potável e fornecimento de energia eléctrica à população.
As festas da vila de Mucaba foram marcadas por sessões músico-culturais, actividades políticas e desportivas.
Fonte: ANGOP

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Lançado método "sim eu posso" no combate ao analfabetismo



Sessenta oito facilitadores e quatro supervisores afetos aos municípios do Uíge, Negage, Songo e Quitexe, província do Uíge, vão participar, numa primeira fase, na campanha de implementação do método de alfabetização denominado "Sim eu posso", cuja cerimónia de abertura aconteceu hoje.

Discursando na cerimónia de abertura, a representante do diretor provincial da educação, Alexandre Canica António, referiu que o método "sim eu posso" adaptado à realidade angolana consiste na combinação de cartilhas, uma para o educador e outra para o aluno, assim como de vídeo-aulas, facilitando a aprendizagem da escrita e leitura.
"Acreditamos que o protocolo de cooperação assinado pelo governo angolano, a esse propósito com a Cuba, vai contribuir para o sucesso do método, para que até 2017 se possa declarar Uíge território livre do analfabetismo", augurou
Para o responsável, a alfabetização é um dos instrumentos poderosos para a erradicação da pobreza e garante a melhoria das condições de vida, enaltecendo ainda o engajamento do Presidente da Republica, José Eduardo dos Santos, nesse sentido.
Alexandre Canica António exortou igualmente aos facilitadores e superiores do programa, assim como outros autores diretos e indiretos, para maior empenho e dedicação na aplicação desse instrumento bastante valido contra o analfabetismo.
Para o êxito do processo prevê-se, numa primeira fase,  a abertura de 900 salas de alfabetização, a nível da província.
Fonte: ANGOP em 15 Agosto de 2014
 


sexta-feira, 25 de julho de 2014

Parabéns Songuenses


54º ANIVERSÁRIO DA VILA DO SONGO

Segundo noticiou a ANGOP, a vila do Songo deu início às comemorações do seu 54º aniversário, ontem, dia 24/07/2014, à meia-noite, com fogo-de-artifício a que se seguiu uma vigília ecuménica das várias congregações religiosas existentes nesta terra, onde os fiéis agradeceram a Deus por esta efeméride.
O programa das festividades prolonga-se até ao próximo Domingo dia 27/0/02014 com vários eventos: exposição fotográfica, feira de livros e outra agropecuária, um encontro de quadros e inaugurações de várias infraestruturas; um show de gospel seguido de um jantar de gala encerrarão as festividades deste ano.
Parabéns a todos os songuenses, residentes e não residentes, e naturalmente a nossa singela homenagem aos pioneiros -fundadores desta terra de que tantos gostamos.
Foto de 1974, do arquivo pessoal do autor




domingo, 6 de julho de 2014

Encontro-convívio - CART 6553 - 2014

PARA VER MAIS CARREGUE AQUI:
Passados quarenta anos, este grupo de amigos, digo bem, amigos, juntaram-se, em mais um convívio, desta feita, como já vem sendo hábito, aliás, com alguns familiares: esposas, filhos, netos e amigos, que deram mais brilho e acrescentaram mais alegria a esta festa. A festa da amizade. Amizade, este substantivo feminino, forjado na camaradagem em quadro de guerra, onde um homem se atirava para a frente do combate, sem hesitar um segundo, a fim de proteger o companheiro do lado, muitas vezes sem 
saber de quem se tratava.
Esta camaradagem estabeleceu laços tão fortes e inquebrantáveis entre nós, que quando nos vemos, por mais anos que possamos ter estado afastados, quando nos reencontramos é como se nos tivéssemos visto ontem, ou hoje de manhã. É uma amizade pura, limpa, cristalina. Dir-me-ão: igual a tantas outras. É verdade. Porém, esta é diferente de todas as outras.
Agrupámo-nos na estação de Aveiro e de seguida embarcámos nos moliceiros que, docemente, deslisaram pelas águas da ria e, desta forma tão aprazível, o timoneiro nos foi guiando e contando um pouco da história desta cidade maravilhosa, a que muitos chamam a Veneza de Portugal, e para nos abrir o apetite ofereceu-nos os tradicionais ovos-moles regados com vinho do porto – outra maravilha do nosso país. Por fim, atracámos junto da vetusta Fábrica Jerónimo Pereira de Campos, hoje, O Centro Cultural e de Congressos, do Município, onde almoçámos.
Como habitualmente homenageámos os camaradas que deste mundo se libertaram e com este singelo ato se iniciou o repasto.
Um forte abraço à Comissão aveirense que tão bem nos recebeu:
Silva, Fernando
Neves, Carlos
Santos, Alexandrino
Costa, Carlos
Santos, Alberto

Bem-haja camaradas.

Nota: o próximo convívio ficou agendado para último sábado, 27 de junho de 2015, na região de Coimbra. Será nosso anfitrião o ex-furriel Gomes.

domingo, 18 de maio de 2014

Casas para os Funcionários Públicos


Fotografia: Valter Gomes | Uíge

Pois é, lá dá-se. Cá tira-se!!!
Parabéns songuenses.
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FUNCIONÁRIOS BEM INSTALADOS NO SONGO

Funcionários do sector da Agricultura e dos serviços de Correios de Angola no município do Songo, província do Uíge, passaram a estar melhor instalados, depois de na segunda-feira serem alojados em duas casas do tipo T3.
Construídas no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural e de Combate à Pobreza, as casas, mobiladas e equipadas com eletrodomésticos e outros utensílios pessoais, vão dar mais conforto e comodidade aos funcionários.
O vice-governador para o sector técnico e infraestruturas do Uíge, Afonso Luviluco, reiterou o compromisso do Governo em continuar a melhorar as condições de vida da população.

Afonso Luviluco reprovou a atitude de muitos jovens, sobretudo dos automobilistas que conduzem sob o efeito do álcool, excedem a velocidade e provocam acidentes, nos quais tem morrido muita gente nas estradas da província. 
As vias estão a ser melhoradas, salientou, para permitir que as populações andem comodamente e cheguem aos respetivos destinos sem grandes dificuldades, e não para servir de locais da morte.



Outras ações
A administradora municipal do Songo, Adelina Pinto, anunciou que, além das residências, no ano passado, foram construídos 18 estabelecimentos de ensino e 12 postos de saúde nas diversas localidades. Apesar disso, reconheceu que ainda existem várias dificuldades em algumas localidades do município, sobretudo onde as vias de comunicação apresentam níveis elevados de degradação, mas garantiu que estão a ser envidados esforços para ultrapassar esta situação. A administradora destacou o sector da Agricultura como aquele que dá mais garantias de sustentabilidade económica aos habitantes locais, uma vez que as 56 associações de camponeses da circunscrição produzem grande parte dos alimentos que abastecem os mercados rurais da região.
 Estes esforços que o Governo tem feito para a melhoria das condições de trabalho e o nível social dos quadros também foram reconhecidos pelo secretário provincial da UNTA-Confederação Sindical do Uíge, Sebastião Mutango. Mesmo assim, acrescentou, ainda há muito por se fazer, razão pela qual o Executivo deve adotar políticas mais conclusivas e transparentes, que possam combater a pobreza e o desemprego das populações.
In: Jornal de Angola de 8/5/2014

sábado, 5 de abril de 2014

25 DE ABRIL DE 1974 – 40 ANOS DEPOIS

e as balas foram substituídas por cravos
O QUE RECORDAS?
Eu recordo:
  • Que estava na guera no norte de Angola.
  • Os mortos – no caso particular da CART 6553 o José Hermínio Carvalho†;
  • Os estropiados;
  • Os traumatizados;
Honra a estes verdadeiros Heróis. 
  • Os meus camaradas de armas;
  • Aqueles abraços: o que eu e o Comandante da FNLA, Vuna Vioka, demos no Povo Penda (norte de Angola);
  • E, com emoção, quando à voz de destroçar, os soldados de ambas as forças correram uns para os outros de braços abertos e se abraçaram como irmãos que se reencontravam, cheios de saudades, depois de tanto tempo terem estado de costas voltadas; e pensei incrédulo: como foi possível um regime caduco e podre, a cair aos bocados, governar durante 38 anos e não se ter apercebido da inevitabilidade do que acabara de acontecer; e que nos obrigou a pegar em armas para alcançarmos o que pretendíamos. E só o advento do 25 de ABRIL DE 1974 possibilitou aos povos irmãos – da metrópole e das colónias – por fim, silenciarem as armas, derrubarem a ditadura e alcançarem a Liberdade, a Independência, e a Democracia. 
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Aquele Inverno
 
   Letra e musica: Miguel Ângelo, Fernando Cunha
   Intérprete: Delfins/Resistência
   
   Há sempre um piano
um piano selvagem
que nos gela o coração
e nos traz a imagem
daquele Inverno
naquele Inverno

Há sempre a lembrança
de um olhar a sangrar
de um soldado perdido
em terras do Ultramar
por obrigação
aquela missão

Combater a selva sem saber porquê
e sentir o inferno de matar alguém
e quem regressou
guarda a sensação
que lutou numa guerra sem razão...
sem razão... sem razão...

Há sempre a palavra
a palavra 'nação'
os chefes trazem e usam
p'ra esconder a razão
da sua vontade
aquela verdade

E para eles aquele Inverno
será sempre o mesmo inferno
que ninguém poderá esquecer
ter que matar ou morrer
ao sabor do vento

Perguntei ao céu: sera sempre assim?
poderá o Inverno nunca ter um fim?
não sei responder
só talvez lembrar
o que alguém que voltou veio contar...
recordar...
recordar...
Aquele Inverno
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  40 Anos depois (…), valeu a pena.
Honra aos Militares de Abril.
Viva o 25 de Abril. 

INSTANTÂNEOS DA NATUREZA

Bela Vista – Cabo Verde