segunda-feira, 1 de abril de 2019

FUNDAÇÃO DO SONGO -ABRIL!

EM JEITO DE HOMENAGEM AO PIONEIRO E FUNDADOR DO SONGO

Porque foi no mês de abril (não há registo do dia) de 1921, que um jovem ambicioso, determinado, corajoso e trabalhador se fez ao caminho (calcula-se que na companhia de alguns autóctones por si contratados para o ajudarem) por entre matas e estepes, atravessando montes, vales, rios e ribeiros e chegou, já muito depois da hora do almoço, a um planalto para lá da Serra do Uíge, junto a um Rio que nascia um pouco mais a cima, num lago que se formava da água que brotava da terra. Olhou à sua volta e na imensidão de terra plana não havia viva alma nem nenhuma edificação, apenas capim e alguma vegetação. Decidiu que seria ali que ele iria viver. Deitou de imediato mãos à obra (literalmente), pois abril era tempo de chuvas ainda e urgia ter abrigo; e com a ajuda dos homens que havia contratado, por volta das dez horas do dia seguinte já tinha construído a casa onde se abrigar e guardar a mercadoria que transportava consigo. Estava no Reino do Congo, bem ao norte de Angola. Este homem era ANTÓNIO CORDEIRO DE OLIVEIRA, que assim se tornara, há 99 anos, pioneiro e fundador do SONGO, lugar que batizara com o nome do Rio Songo que lhe regava as terras e matava a sede.

Este homem, com os predicados que se lhe apontam, era bem o retrato dos milhares de outros que se aventuraram em terras de Angola e com os indígenas fizeram um país imenso que vai de Cabinda ao Cunene. Aliás, como o afirmou o próprio quando lhe quiseram fazer uma estátua, ele não a aceitou e, em alternativa, propôs que se fizesse antes um monumento aos Pioneiros do Songo de várias raças, como acabou por ser feito e ainda se perpetua no lugar onde foi edificado.


A primeira casa de António Cordeiro de Oliveira, terá sido muito parecida com esta que retirei da Internet. (casa de pau a pique). Não, não estou a brincar, é um estilo de casa africana.

Às gentes desta terra, aqui fica um poema do Cancioneiro Popular do Songo:

" Pequenina e graciosa                                 (Songo)
A linda vila do Songo
É mesmo um botão de rosa
Neste jardim, que é o Congo.

Trabalhemos juntos                                        (Refrão)
De alma e coração
Somos o orgulho
Da circunscrição.

Diziam que eu era pobre                                (Bembe)
Em tempos que já lá vão
Mas, afinal, tenho cobre
Mesmo debaixo do chão.
Trabalhemos juntos...                                      (Refrão)

Muito alta e sobranceira                                  (Serra da Canda)
Vejo o Uíge e vejo o Songo
Dou passagem p'ra fronteira
Sou o flagelo do Congo.

Trabalhemos juntos...                                      (Refrão)

Muitas vacas, muitas vacas                             (Toto)
Com um Cid Adão por pastor
Tenho água e tenho luz
A atestar o meu valor.

Trabalhemos juntos...                                      (Refrão)

Tenho saudades do passado                             (Ambriz)
Em que eu fui um primor
E o Mestre António, coitado,
É que foi meu fundador.

Trabalhemos juntos...                                      (Refrão)

Hoje o café deu o pio                                      (Angola e a crise dos anos 1930)
E eu ando a piar também
O que eu fui e o que eu sou,
Só Deus sabe e mais ninguém!

Trabalhemos juntos...                                      (Refrão)

Leve p'ra bem longe o demónio,
Esta crise do dialho
E diz agora o Mestre António:
«Mas p´ra que foi tanto travalho!»"
(Autor desconhecido)

Dados, poema e fotos retirados do livro "ANGOLA/Colonização Descolonização" de Fernando Paula Vicente - Major General.

terça-feira, 19 de março de 2019

MOÇAMBIQUE SOS

MOÇAMBIQUE
A uma catástrofe responde-se com medidas institucionais e com a solidariedade entre as pessoas. Temos em relação aos moçambicanos laços culturais e de amizade de há longos anos, cinco séculos.
E, como sabemos, são nas horas amargas que se conhecem os amigos. Sejamos, mais uma vez, generosos e ajudemos os nossos irmãos em sofrimento, por exemplo, através da plataforma da Cruz Vermelha Portuguesa, acessível a partir do MULTIBANCO.

Post Scriptum: agora que os holofotes se apagaram sobre as regiões devastadas pelas tempestades (2) que se abateram há uns meses em duas regiões diferentes, que bom seria não nos esquecermos que há muita gente que ainda continua sem nada. Nada mesmo.
Lembremos-nos que, amanhã, podemos ser nós a estar envolvidos numa situação destas e continuemos a ser solidários e generosos. 
Um bem-haja pela vossa generosidade. 
Imagem retirada da Internet

domingo, 24 de fevereiro de 2019

IMAGENS, DE HOJE, A RECORDAR A CART 6553/73


Aí está o homem! O nosso Magalhães (o do Porto - é o que está de t-shirt branca), todo perfilado, na hora em que lhe fora imposta a medalha.








Com direito a guarda de honra e tudo, como manda o RDM! Parabéns, camarada.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

MEDALHA DE CAMPANHA







Anverso e reverso da

Medalha Comemorativa das Campanhas nos termos do artº 46 do Dec. Lei 316/2002 de 27 de Dezembro. 

Todos os MILITARES que estiveram em campanha têm direito a esta medalha.


A pedido do Manuel Magalhães (o do Porto), que a recebeu numa cerimónia realizada na Invicta, há já algum tempo, aqui fica a medalha e o respectivo impresso para que quem estiver interessado possa proceder em conformidade.



________


EXMO SENHOR GENERAL CHEFE DO ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO (nome)__________________________________________________________, (estado civil) _____________, filho de ___________________________________ e de ________________________________________________, residente em (morada actual)__________________________________________________________ (código Postal)_________-______ (localidade)______________, nascido a (data) ______________, na freguesia de ________________, concelho de _____________________, portador do Bilhete de Identidade nº _______________, de (data de emissão) ______________ do Arquivo de Identificação de ______________, tendo cumprido serviço militar de (data de incorporação) ___________________, até (data de disponibilidade) _________________, tendo sido agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas. Consequentemente vem requerer a V. EXª que lhe seja feita entrega física da Medalha Comemorativa das Campanhas nos termos do artº 46 do Dec. Lei 316/2002 de 27 de Dezembro. Pede deferimento (localidade), __________________, _____ de _____________ de _______ ____________________________________________________ 

(assinatura)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

BOM SENSO OU FALTA DELE...

Nestes tempos em que os Enfermeiros querem tudo e mais um par de botas, é inevitável não pensarmos neles e em algumas coisas que no passado, por eles foi feito, e que hoje estamos a verificar que talvez tenha sido um erro.

Ouvem-se alguns dirigentes sindicais clamarem que os enfermeiros têm o Mestrado e que auferem menos do que outras pessoas com a mesma qualificação. Pois bem, hoje (pelo que se disse no parágrafo anterior), a habilitação exigida para o desempenho da função de enfermeira/o é a Licenciatura em Enfermagem. Mas tempos houve em que apenas se requeria que soubessem ler e escrever! E é desse tempo que vem o prestígio e respeito por esta nobre profissão. Claro está que os tempos evoluíram e, com isso, os métodos, os processos e, naturalmente, a necessidade da adaptação desta classe profissional para responderem à complexidade das novas práticas profissionais. No entanto, o enfermeiro não é um médico, e o que é exigido a estes profissionais leva a pensar que qualquer pessoa com um Curso Técnico Profissional de Enfermagem (Décimo Segundo Ano de Escolaridade) seria o bastante e suficiente para o desempenho desta prática. Porém, a falta de força do Estado e a demagogia dos políticos, lá atrás, trouxe-nos aqui, e, agora, temos os enfermeiros ou parte deles a querem igualar-se aos médicos!

Quer isto dizer que não é bom os enfermeiros serem Licenciados, Mestrados ou Doutorados? Claro que não. Até pela simples razão que onde cabe o mais, cabe o menos. Que bom seria que os nossos varredores de rua fossem Licenciados, Mestrados ou Doutorados, desempenhariam eles a sua nobre função de trabalhadores da higiene pública melhor que os atuais? Pensamos que não. Mas era muito bom e sinal de que o nosso país tinha atingido um patamar educacional extraordinário e o nível de vida de todos nós, e não só de alguns, era muito melhor. Porém, o que é, é, e não vale a pena entrarmos em devaneios irresponsáveis que só nos podem conduzir a um beco sem saída, onde, aliás, já estivemos várias vezes, só depois do 25 de Abril, já lá vão três... pensamos que já chega.

E mais, o Estado não pode ficar refém de qualquer tipo de corporação profissional, sindical ou política. E se a Lei da greve já não dá resposta - por força dos novos meios tecnológicos que hoje existem - ao equilíbrio que se exige na relação de forças entre patrão/trabalhador, pois bem, que se altere. Imagine-se o que seria a partir de agora, todas as corporações profissionais do país, desatarem a utilizar o mesmo método, seguido pelos enfermeiros - crowdfunding[1] - e, com este esquema, fazerem greves sem fim à vista, ilimitadas. Já pensámos nisto, verdadeiramente, e com a atenção que o caso exige?

É bom que os políticos e sindicalistas sejam responsáveis nesta matéria e não demagógicos se não querem que o povo, amanhã, farto desta bagunça, onde milhares de doentes a necessitarem de ser operados e, por egoísmo de alguns, o não conseguem com graves prejuízos, inclusivamente o de continuarem vivos, venha a revoltar-se e a manifestar-se contra a Lei da greve e a pedir o fim deste direito absolutamente imprescindível num estado democrático e de direito.

Como na vida não há verdade absoluta, que haja bom senso e respeito pelas pessoas.





[1]Financiamento colaborativo de uma entidade, de um projeto ou de uma iniciativa, por meio da angariação de contribuições monetárias provenientes de vários investidores individuais, realizada tipicamente pela internet e redes sociais” - In Dicionários infopédia, Porto Editora.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

RECORDAR CART 6553/73


O 'dono' desta viatura todo-terreno é, como se pode ver, o SÁ! O crachá da equipa, é de todos nós conhecido e os figurantes desta cena são, da esquerda para a direita, Manel - cozinheiro, Manarte - mecânico, ao volante o Silva - mecânico, nas costas do Silva, por estar de lado, não consigo identificar - se alguém o reconhecer mande-me um e-mail -, o Lima (entretanto falecido) de guitarra em punho dava musica ao pessoal. O cachorro que, pela pinta, parece gostar do ambiente.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

DURA LEX, SED LEX



 
Será que os senhores Magistrados se esqueceram  do que isto quer dizer?

É que a avaliar pelas últimas tomadas de posição desta corporação da Justiça - anunciam-se greves e demissão -, instalou-se a dúvida! Ou será que a onda avassaladora de greves que varre o País nos últimos tempos é mesmo viral e todos vamos ter que padecer de tal maleita?

Há anos que ouvimos as Magistraturas propalarem aos sete ventos, em alto e bom som que não querem que outros, nomeadamente os políticos, intervenham na suas Magistraturas. E bem. Até aqui estamos todos de acordo. A independência dos vários Órgãos de Soberania é um ditame da nossa Constituição que nos vincula a todos enquanto sociedade democrática.

Mas parece que o bichinho da arrogância bolorenta, a fazer lembrar outros tempos, se entranhou no ego destes senhores e, vai daí, subiram ao púlpito do seu poder e mergulharam sem escrúpulos, senso e ética no poder de outro Órgão de Soberania - o Legislativo - a quem incumbe, segundo a mesma Constituição da República, fazer a Lei que a todos vincula. Mesmo àqueles a quem compete fazer cumprir a Lei -, também, aos senhores Magistrados.


Assim é, mesmo, meus senhores, A LEI É DURA, MAS É A LEI.

Imagem da Internet

INSTANTÂNEOS DA NATUREZA

Bela Vista – Cabo Verde