sábado, 13 de julho de 2019

CGD, BURRA?

Ele há deliberações que de tão jumentis que são, nos colocam numa situação de letargia mental, incapazes de reagirmos de imediato; estupefactos pelo absurdo de certos anúncios, prenunciados, por gente iluminada lá  do alto da cátedra que lhes foi outorgada em nosso nome, para que, também em seu nome e ao seu serviço - do povo -, façam a governança da coisa pública.

É espantoso como pessoas que depois de terem dado bastas provas de competência na gestão de serviços da coletividade, às tantas se deixem, não sabemos, mas... toldar por ideias absolutistas, talvez inebriadas pelos elogios se convencem de que tudo podem fazer, porque o nosso dever - o do povo - é cumprir com o postulado e é se queremos, porque antes deles foi o desnorte e depois deles será a desgraça. Será assim?


Ora, nas sociedades e, por maioria de razões nas democracias, nada é assim tão imperativo, há sempre uma outra maneira de se resolverem as questões, fazendo com que o sistema expurgue o que é desajustado e reponha a razoabilidade das coisas; e, é também para isto que servem os assessores, conselheiros, advogados de que estes senhores se fazem rodear e que custam fortunas ao contribuinte, então, já que assim é, façam-os trabalhar e, já agora, ouçam-os.


Ouvirmos o anúncio de que a CGD - Banco Público - deixaria de pagar juros, abaixo de um euro, que nos são devidos porque são resultantes do nosso dinheiro, dinheiro que nós pomos neste banco, que é nosso, para exatamente ganharmos juros e, entre outras coisas, o protegermos dos ladrões. É ou não verdade?


Agora, se ouvirmos dizer que o ladrão roubou o banco, enfim, é mau, é triste, porém como já estamos tão habituados, quase não nos choca; mas que o banco que nós ajudámos a criar, onde depositamos o nosso dinheiro, nos rouba, ah! Cidadãos, ficámos chocados, envergonhados, de tão mal que nos sentimos pelo vexame do roubo. Sim, roubo, porque é disso que se trata, alguém que tira algo de outro, está a roubar, ou isto tem outro nome?


O clamor surdo foi de tal ordem que, felizmente, o bom senso acabou por se impor e a razoabilidade voltou ao sistema serenando-nos.


Que os doutos senhores aprendam que não vale tudo e que não tem que ser tudo a qualquer custo. Disse uma vez o Presidente Sampaio que " há mais vida para além do défice" é de dinheiro que estamos a falar, como então.


É sempre bom que quando somos acometidos por uma má ideia, tenhamos a grandeza da humildade e voltemos atrás, pois assim saímos todos a ganhar.

Tudo está bem, quando acaba bem.
Imagem retirada da Internet

domingo, 30 de junho de 2019

CONVÍVIO - SEVER DO VOUGA, 2019

DÉCIMO ENCONTRO ANUAL - 2009/2O19



Em Sever do Vouga, fomos recebidos pelo nosso anfitrião ALEXANDRINO, coadjuvado brilhantemente pelo seu filho VÍTOR.  Eles (toda a família) foram inexcedíveis e de uma eficiência notável. A vós os nossos agradecimentos.

Cascata em Sever do Vouga, retirada da Internet
AS FOTOS DO ACONTECIMENTO

Da esquerda para a direita a família do Alexandrino: O filho Vítor, o neto Francisco, a nora Ana Rita, a filha Patrícia  e  a esposa Silvina; Glória e o seu marido Marinho; e por último o Alexandrino o nosso anfitrião.

Da esquerda para a direita: Hamilton, o que vê acima de todos nós; Pimenta; Roque e Maria Armanda (esposa); Teresa e seu marido Armindo Pinto; Zé Manel e a esposa Ana Maria.




Da esquerda para a direita a família do A. Monteiro com o filho Lucian e esposa Graciosa , Augusto Romeiro e esposa Lucília (cunhado e irmã respetivamente); por último o Santos e a sua esposa Maria Alice.





Da esquerda para a direita os casais: Olímpia e Toninho; Delfim e a esposa Zulmira; e por último o Jorge Silva.                                                                                                                                                              
Da esquerda para a direita: Neves; Matos Silva; Gomes e Capitão (de pé atrás); Luís Miguel, filho do Manarte- à sua direita e por último o Daniel.

Da esquerda para a direita as famílias: Alves e a esposa Fernanda, a filha Sofia e o neto Zé; Miguel, filho do Mário Pinto e da Lúcia; e por último o Manuel Magalhães (o do Porto).


Aqui fica para a posteridade, a família do Mário Pinto, anfitriões no próximo ano, que nos irão receber em FELGUEIRAS, NO DIA 27 DE JUNHO DE 2020 (ÚLTIMO SÁBADO DO MÊS DE JUNHO). Oportunamente dar-se-ão mais notícias. APONTEM JÁ NA AGENDA.

Assinalamos com um grande abraço de satisfação e alegria, a presença, pela primeira vez, das famílias do A. Monteiro e do Mário Pinto. 

Aos que por motivos vários não podarem estar presentes um abraço especial e lá vos esperamos, a todos, no próximo ano.

PS: O José Ribeiro não pode estar presente por motivos profissionais, em França, mas mandou-nos uma foto de quando tínhamos "vintes" para o reconhecermos e um abraço. promete estar no próximo ano.

JOSÉ RIBEIRO

De nós, para ti, companheiro, um abraço com muita saudade.  

quarta-feira, 12 de junho de 2019

AH! AH! AH!

Esta e outras
 ah! ah! ah! mais impudente da elite galardoada de Portugal. Ela define bem a canalhada que, engalanada com as condecorações impostas pelos mais altos magistrados da nação, meteu a mão ao bolso, largo e pródigo, mas pouco cheio, do Zé português. Tenho ganas de despejar sobre eles todo o meu vocabulário de impropérios, mas, como sou do povo e suas senhorias são ricos comendadores, engulo em seco e comporto-me como deve ser.

 Lê-se que ao todo já lá vão 22 mil milhões de euros! Isto que dizer que da minha, pobre algibeira, já voaram dois mil euros! E da sua também.

O que é que um povo espoliado pode querer desta gentalha?

- Que seja posta a trás das grades? É pouco, pois continuamos de bolsos vazios.
- Que sejam achincalhados na praça pública? É pouco, pois eles não têm pinta de vergonha.
- Que sejam deportados? É pouco, pois foi o que eles fizeram ao nosso dinheiro e era juntar a fome com a vontade de comer.
Que o Estado lhes arreste todos os bens, sim, até as peúgas, e os faça trabalhar, por exemplo: na limpeza das matas e na reflorestação do país - todos os dias até cumprirem a pena que lhes é devida (Deus queira que eu não esteja a ser anjinho) - para amealharem e juntarem ao do arresto, e, assim, restituírem algum do que nos devem.

Depois do desabafo, pergunto: como é possível estarmos tão desprotegidos ao ponto de nos deixarmos ficar nas mãos de uns tantos espertalhões sem que ninguém se tenha apercebido? Como é possível que um Estado seja tão vulnerável? Senhores Legisladores, por favor, trabalhem com inteligência e olho aberto daqui para a frente, porque o que lá vai, já foi.

E nós, povo distraído, crente, ingénuo, aprendamos a lição - que a pagámos caro - e sejamos mais exigentes nas escolhas que, a todos os níveis, doravante façamos, para bem de nós e dos nossos futuros.
Imagem: Internet




segunda-feira, 10 de junho de 2019

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Sr. Rio, Sr. Rio!

Agora que a eleições já lá vão, posso, sem qualquer tipo de constrangimento, verter para o “papel” o meu pensamento acerca de assuntos políticos.

Sou compelido, é-me difícil não o fazer, a escrever sobre a maior cambalhota, em dupla, a que já assisti por alguém a que me fui habituando, aos poucos, a respeitar pela sua maneira diferente de fazer política: honesto, verdadeiro, escrupuloso, rigoroso, determinado mesmo quando remava contra a maré, enfim, um homem sério e com ética. E, de repente, olhe só, tudo foi para o espaço! Fez em alguns penosos minutos, o que a maioria dos políticos costuma fazer em anos: igualou-os e até os ultrapassou com a mesma cara de desfaçatez com que a outra Senhora - a que queria ser Primeira-ministra -, alegremente, o acompanhava na arriscadíssima pirueta, e mostraram-se, nas pantalhas, insistindo à exaustão e despudoradamente num disparate a que o país inteiro assistia, sorrindo, sabendo ser o contrário do que diziam. Resultado, olhem o que aconteceu: caíram ambos para os mínimos.

Que, de uma vez por todas, os políticos aprendam que os portugueses não são burros. Irra… já irrita, essa mania que os senhores têm de que nos conseguem enganar sempre que vos apetece.

E sim, basta de disporem da coisa pública como se não tivesse dono. Tem, sim. É do povo. E o povo deu-vos um sinal de que está atento e farto de bancas-rotas. Já lá vão três em 45 anos! Chega, basta, não queremos mais.

Aprendam, gente.

Imagem retirada da Internet

   

segunda-feira, 1 de abril de 2019

FUNDAÇÃO DO SONGO -ABRIL!

EM JEITO DE HOMENAGEM AO PIONEIRO E FUNDADOR DO SONGO

Porque foi no mês de abril (não há registo do dia) de 1921, que um jovem ambicioso, determinado, corajoso e trabalhador se fez ao caminho (calcula-se que na companhia de alguns autóctones por si contratados para o ajudarem) por entre matas e estepes, atravessando montes, vales, rios e ribeiros e chegou, já muito depois da hora do almoço, a um planalto para lá da Serra do Uíge, junto a um Rio que nascia um pouco mais a cima, num lago que se formava da água que brotava da terra. Olhou à sua volta e na imensidão de terra plana não havia viva alma nem nenhuma edificação, apenas capim e alguma vegetação. Decidiu que seria ali que ele iria viver. Deitou de imediato mãos à obra (literalmente), pois abril era tempo de chuvas ainda e urgia ter abrigo; e com a ajuda dos homens que havia contratado, por volta das dez horas do dia seguinte já tinha construído a casa onde se abrigar e guardar a mercadoria que transportava consigo. Estava no Reino do Congo, bem ao norte de Angola. Este homem era ANTÓNIO CORDEIRO DE OLIVEIRA, que assim se tornara, há 99 anos, pioneiro e fundador do SONGO, lugar que batizara com o nome do Rio Songo que lhe regava as terras e matava a sede.

Este homem, com os predicados que se lhe apontam, era bem o retrato dos milhares de outros que se aventuraram em terras de Angola e com os indígenas fizeram um país imenso que vai de Cabinda ao Cunene. Aliás, como o afirmou o próprio quando lhe quiseram fazer uma estátua, ele não a aceitou e, em alternativa, propôs que se fizesse antes um monumento aos Pioneiros do Songo de várias raças, como acabou por ser feito e ainda se perpetua no lugar onde foi edificado.


A primeira casa de António Cordeiro de Oliveira, terá sido muito parecida com esta que retirei da Internet. (casa de pau a pique). Não, não estou a brincar, é um estilo de casa africana.

Às gentes desta terra, aqui fica um poema do Cancioneiro Popular do Songo:

" Pequenina e graciosa                                 (Songo)
A linda vila do Songo
É mesmo um botão de rosa
Neste jardim, que é o Congo.

Trabalhemos juntos                                        (Refrão)
De alma e coração
Somos o orgulho
Da circunscrição.

Diziam que eu era pobre                                (Bembe)
Em tempos que já lá vão
Mas, afinal, tenho cobre
Mesmo debaixo do chão.
Trabalhemos juntos...                                      (Refrão)

Muito alta e sobranceira                                  (Serra da Canda)
Vejo o Uíge e vejo o Songo
Dou passagem p'ra fronteira
Sou o flagelo do Congo.

Trabalhemos juntos...                                      (Refrão)

Muitas vacas, muitas vacas                             (Toto)
Com um Cid Adão por pastor
Tenho água e tenho luz
A atestar o meu valor.

Trabalhemos juntos...                                      (Refrão)

Tenho saudades do passado                             (Ambriz)
Em que eu fui um primor
E o Mestre António, coitado,
É que foi meu fundador.

Trabalhemos juntos...                                      (Refrão)

Hoje o café deu o pio                                      (Angola e a crise dos anos 1930)
E eu ando a piar também
O que eu fui e o que eu sou,
Só Deus sabe e mais ninguém!

Trabalhemos juntos...                                      (Refrão)

Leve p'ra bem longe o demónio,
Esta crise do dialho
E diz agora o Mestre António:
«Mas p´ra que foi tanto travalho!»"
(Autor desconhecido)

Dados, poema e fotos retirados do livro "ANGOLA/Colonização Descolonização" de Fernando Paula Vicente - Major General.

terça-feira, 19 de março de 2019

MOÇAMBIQUE SOS

MOÇAMBIQUE
A uma catástrofe responde-se com medidas institucionais e com a solidariedade entre as pessoas. Temos em relação aos moçambicanos laços culturais e de amizade de há longos anos, cinco séculos.
E, como sabemos, são nas horas amargas que se conhecem os amigos. Sejamos, mais uma vez, generosos e ajudemos os nossos irmãos em sofrimento, por exemplo, através da plataforma da Cruz Vermelha Portuguesa, acessível a partir do MULTIBANCO.

Post Scriptum: agora que os holofotes se apagaram sobre as regiões devastadas pelas tempestades (2) que se abateram há uns meses em duas regiões diferentes, que bom seria não nos esquecermos que há muita gente que ainda continua sem nada. Nada mesmo.
Lembremos-nos que, amanhã, podemos ser nós a estar envolvidos numa situação destas e continuemos a ser solidários e generosos. 
Um bem-haja pela vossa generosidade. 
Imagem retirada da Internet

CONVÍVIO 2026

  Confirmem a vossa comparência :  962 445 168 O ANFITRIÃO  Plácido Pinto