quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Notícias do Songo

Ponte sobre o Rio Lucunga, 1973/75
Habitantes do Songo ganham empreendimentos sociais.

Os moradores do município do Songo, província do Uíge, contam, desde sexta-feira, com uma nova escola do I e II, posto de saúde, residência para equipa médica e ponte sobre o Rio Lucunga, empreendimentos inaugurados pelo governador local, Paulo Pombolo, no âmbito do Programa de Combate à Fome e Pobreza

A escola do I e II ciclos do ensino secundário, construída na vila do Songo, comporta seis salas de aulas, gabinetes do diretor e seu adjunto, secretaria, sala de informática e sala dos professores.
Ainda na vila do Songo, foi erguido um posto de saúde com consultório clínico, farmácia, sala de tratamento, duas salas de internamento, com capacidade de 12 camas, além de uma casa geminada para a equipa médica.
Já na regedoria do Pombo, foi inaugurada uma ponte sobre o Rio Lucunga, destruída há 25 anos durante o conflito armado, com 33 metros de comprimento, 4.5 metros de largura e com capacidade para suportar 50 toneladas.
O ato foi testemunhado pelo diretor da Empresa Nacional de Pontes (ENP), José Henriques, que apelou à população local no sentido de usar da melhor maneira esse bem que vai facilitar a circulação de pessoas e bens na região.
 “É necessário que a população preserve a ponte, visto que o governo se empenhou e investiu muito dinheiro para recuperação do empreendimento que permitirá à população circular melhor e escoar os seus produtos com maior rapidez e segurança para outras zonas da província”, reforçou.
A regedoria do Pombo é composta por sete aldeias e tem uma população estimada em cerca de mil 354 habitantes, maioritariamente camponeses.
In: ANGOP

Nota: A CART 6553 está profundamente ligada a esta ponte, por maus e bons motivos. 
Quando chegámos ao Songo, ainda não havia ponte a ligar as duas margens do rio Lucunga (Songo-Quivuenga). Estavam-se a iniciar os trabalhos preliminares para a construção da mesma e nós participámos ativamente nos mesmos. Estes são os bons motivos.
A morte de um camarada neste local, precisamente por falta da ponte, um trágico acidente ceifou a vida ao nosso camarada José Hermínio Carvalho. Este é o mau motivo. Aproveitamos a oportunidade para prestarmos, à sua memória, sentida homenagem.
Foto: a ponte sobre o rio Lucunga, do arquivo pessoal do autor desta nota.



segunda-feira, 11 de novembro de 2013

sábado, 19 de outubro de 2013

RUÍDOS







                     ANGOLA/PORTUGAL

As relações entre estes dois povos moldaram-se na maceira da vida que fez História.

Aos políticos exige-se a obrigação de estabelecerem laços de confiança reciproca e, se forem inteligentes, mesmo de amizade que facilitem as relações sociais entre os respetivos povos. Aos outros agentes da estrutura do Estado: que façam o seu trabalho, sem serem linguarudos, por forma a não perturbarem o normal funcionamento de quem incumbe a representação do povo, com o objetivo da defesa dos interesses mútuos.
 Não será, pois, qualquer voz de burro (que me perdoem estes simpáticos animais) que perturbará os laços de fraternidade e amizade entre PORTUGAL/ANGOLA.


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

NOTÍCIAS DO SONGO



Soube, através da ANGOP, que o Município do Songo investiu mais de 770 mil Kwanzas num conjunto diversificado de obras que vão melhorar as condições de vida das populações desta terra, que a muitos de nós tanto diz.
De entre outras e certamente muito mais importantes destaco, no entanto, a recuperação do CINE CLUB DO SONGO. Local onde obrigatoriamente, por ser o único sítio de entretenimento que existia, se passavam os serões, nos dias em que havia cinema, e onde nos ligávamos ao Mundo através dos documentários noticiosos da atualidade, antes da projeção do filme. Filmes, que embora naquele lugar longínquo, eram sempre atuais.
Está de parabéns, pois, a Senhora D. Adelina Figueiredo Pinto, administradora Municipal do Songo.


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

DESMINAGEM NA REGIÃO DO UIGE



Congratulemo-nos com esta notícia. Ela, só por si, certamente que enche os nossos corações de alegria. As minas são engenhos de mutilação e morte terríveis. Elas são invisíveis, sem cheiro e quando enterradas sem mapa de localização (pior ainda quando abandonadas a esmo num qualquer território) tornam-se num flagelo medonho.
Aplaudimos  e incentivamos a INAD/Uíge a continuar este abnegado trabalho até à erradicação total deste pesadelo.
Para que conste, hoje e no futuro, quando as Forças Armadas Portuguesas entregaram Angola ao seu povo não deixaram um único engenho destes no território. Este terrível pesadelo aconteceu aquando da guerra civil que se seguiu à independência desta grande Nação.
Aproveito a oportunidade para homenagear um camarada que nos deixou cedo, faleceu pouco tempo depois de termos regressado de Angola. O Ribeiro era o especialista de minas e armadinhas da nossa Companhia e, que me lembre, enquanto estivemos no Songo foi chamado três vezes a desativar minas, fê-lo com perícia e abnegação. É, pois, também ele, merecedor deste nosso aplauso.
Foto: retirada da Nete.
A.M.
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Fonte: ANGOP em 29/08/2013

Cinco mil 227 engenhos não detonados, localizados num perímetro de 87 hectares a Sul do município de Bungo, 81 quilómetros da capital da província do Uíge, foram destruídos hoje, quinta-feira, pela brigada local do Instituto Nacional de Desminagem.
Na cerimónia, o responsável do departamento provincial do INAD/Uíge, José André disse que o trabalho foi realizado com êxito, durante o primeiro semestre do corrente ano, na referida área, num perímetro de 98 metros quadrados. Nessa área estavam minas antipessoais, projéteis e mais de três mil munições de diverso calibre.
Revelou que durante o período em referência o INAD trabalhou em colaboração com a terceira Brigada de Desminagem Mecânica da Casa Militar da Presidência da República, sita em Negage. Esta desmatou uma extensão de 248 mil 895 metros quadrados de terra, destinados à reserva fundiária do Estado.
Revelou ainda que no Uíge a brigada de desminagem do INAD já liberou, desde 2012, 16 áreas minadas com 11 mil e 826 engenhos não detonados, nos municípios do Uíge, Negage, Bungo, Bembe, Lucunga e outras ainda em prospeção.
Disse ainda que o processo de localização, remoção e destruição de minas e outros engenhos explosivos prossegue nas vilas de Bungo, Bembe e Lucunga.
Como perspetiva, anunciou, a brigada vai deslocar-se ainda este mês ao município do Bembe com o mesmo propósito, para desminar duas reservas fundiárias do Estado previstas para a construção de infraestruturas, a ser entregue à respetiva administração municipal em Novembro do corrente ano.
No Município de Negage foram entregues à administração local do Estado 172 hectares de terra desminadas em duas fases, pela terceira equipa mecânica, o que possibilitará igualmente o crescimento da cidade do Negage,  sita ao Nordeste da capital da província do Uíge.



sábado, 3 de agosto de 2013

A RECORDAR A CART 6553/73

SILVA 
E, PORQUE NÃO?

Este espaço pertencia ao Aquartelamento do Songo (1973/75), inserido numa zona operacional do Norte de Angola.
Mas hoje quero falar de outra coisa: repare-se no aprumo do Militar, da cabeça aos pés: lavado, escanhoado, engraxado impecavelmente ataviado. Esta maneira de estar e de se apresentar não era exclusivo do Silva (o jovem da fotografia, soldado do terceiro pelotão da CART 6553), era assim que a generalidade dos Militares se apresentavam naquele tempo, em qualquer circunstância, neste caso em teatro de guerra.
As Forças Armadas (FA) incutiam então nos jovens um conjunto de valores: civismo, disciplina, coragem, responsabilidade, rigor no cumprimento dos deveres, poder de decisão, sentido do coletivo – camaradagem – em vez do individualismo, para além, claro está, dos valores da Pátria e outros. Valores estes que, passado o período do SMO, iriam ser também determinantes para que estes homens, agora mais bem formados, possam interagir na sociedade.  
É lamentável que hoje não saibamos aproveitar convenientemente os meios que temos ao nosso dispor. As FA, para além do treino específico de caris estritamente militar, eram uma verdadeira escola de formação do indivíduo. Os valores que as FA, no então Serviço Militar obrigatório (SMO) transmitia e, estou certo, ainda hoje transmite aos jovens o que mais nenhuma outra instituição, na nossa sociedade, o faz com tanta eficiência.


Considero ser uma pena que demagogicamente se tenha acabado com o SMO. Mas, como diz o povo “enquanto há vida há esperança” quem sabe, se um dia destes um dos nossos líderes, num ato de coragem e com poder de decisão, volte a recolocar o SMO, naturalmente estruturado e adequado ao tempo atual.

domingo, 30 de junho de 2013

ASSIM FOI O NOSSO ENCONTRO 2013

Estação da Campanhã, os comboios iam chegando e o pessoal ia-se abraçando, a receber-nos estava o Buraquinho, um dos membros da Comissão organizadora que, atarefado, lá ia consultando a lista de inscrições e assinalando os que chegavam. Às 11h rumamos à Areosa, onde, no Grelhador, o Carriço era o anfitrião; e, claro, lá estava o Magalhães e o Vieira também eles da Comissão organizadora, e foi então a apoteose final do reencontro com os que para lá se dirigiram diretamente. Seguiu-se o repasto, as chamadas entradas: uma mesa bem servida com várias iguarias e uma variada e farta paleta de bebidas e, assim, se foi dando energia ao físico e mais alegria ao convívio.
Já sentados à mesa, um de nós tomou a palavra e, como sempre, pediu um minuto de silêncio para homenagear os que deste Mundo partiram.
Depois de algumas palavras de lamento pela ausência de um punhado de camaradas que, por variadas razões, das suas vidas privadas, não puderam comparecer; destacamos a ausência do nosso Capitão por se tratar de quem é. Uma vez Capitão sê-lo-á sempre.
– Meu Capitão, uma andorinha não faz a primavera, não é verdade? O nosso abraço a si e aos restantes camaradas ausentes e lá vos esperamos no próximo ano – último sábado de junho, dia 28, de 2014, em AVEIRO – onde a nova Comissão: Neves, Alexandrino, Oliveira e Fernando M. Silva organizarão o encontro.
Abrilhantaram este evento as esposas de alguns dos nossos camaradas, filhos e nertos, bem-haja a todos por nos terem honrado com a vossa presença.
Um talentoso jovem fez a animação musical e quando já se tomava café fomos surpreendidos com os cantares de um Grupo que nos maravilhou com um reportório variado do melhor folclore da nossa cultura popular.
Trata-se da Associação Folclórica «Cantarinhas da Triana» fundada a 18 de Setembro de 1961, com sede no Lugar da Triana – Freguesia de Rio Tinto no Concelho de Gondomar e que tem como atual Presidente o nosso Ferreira “O Carriço”.
No resumo do historial que, gentilmente me foi entregue, podemos ler que a origem deste nome «As Cantarinhas da Triana» “está ligado a uma fonte local, a Fonte dos Cortiços, hoje completamente degradada e seca, esta fonte era um dos pontos de encontro dos habitantes. Ali se ia buscar água com uns cântaros característicos, que mais tarde seriam apelidados de «Cantarinhas».
Mas a atividade do grupo, cuja entrega ao ideal folclórico passou a ser mais vincada, a partir de 1977, ficou mais enriquecida com a pesquisa etnofolclórica que realizou. Renegando as formas adulteradas de folclore, os elementos do grupo optaram por um trabalho de recolha e execução, nomeadamente de trajes e cantares, danças e tocatas da região a que pertencem.
Neste momento as «cantarinhas da Triana» orgulham-se da reconstituição, entre outros, dos seguintes trajes: Aguadeiros, Noivos, Domingar, Feira, Lavradeira Rica, Missa, Palhoça, Capotes, Mordomos, Romaria, Fiandeira, Leiteira, Lavradores abastados e Caseiro.
O Grupo é composto por cerca de 50 elementos, e do seu reportório destacam-se as seguintes danças: Vira Vareiro, Triana, Vira Mandado, Malhão, Vira Velho, Senhor da Pedra, Rusga Maiata, Regadinho”.
Não tivemos conhecimento de toda a agenda deste Grupo, mas soubemos que irão atuar no próximo dia 31 de agosto de 2013, em Alenquer. Lá estaremos e desde já o convite para que apareçam e se deliciem com os cantares e dançares do melhor folclore que há no nosso país.
Às «Cantarinhas da Triana» o nosso muito obrigado por com o vosso saber, a vossa carolice e a vossa boa vontade se terem juntado a nós e nos deliciado com o vosso/nosso folclore.

E assim fizemos uma festa.








Resta-nos desejar que no próximo encontro esteja ainda mais gente.
Um abraço e até AVEIRO.
Nota: as restantes fotos serão publicadas, neste Blogue, num próximo post pelo Rui Pinho.


Transportes para ex-combatentes

  https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/lei/52-2026-1160130309