
Ultimamente, temos ouvido Sua Excelência o Presidente da República a apadrinhar
a ideia de que o Estado deve dar incentivos aos 'media' ou, por outras
palavras, nós, os contribuintes portugueses, temos que pagar, através dos
nossos impostos (Orçamento Geral do Estado), os Órgãos de Comunicação Social. É
um direito, democrático, que lhe assiste. Mas também nos assiste a nós,
cidadãos, o mesmo direito. Como contribuintes, já pagamos a RTP e a RDP.
Podíamos entrar na demagogia e apontar o dedo aos ordenados de luxo e alto
luxo, Chorudos que as vedetas, por exemplo, da TV recebem, mas não queremos ir
por aí e, menos ainda, nem sequer nos passa isso pela cabeça, que isto se deva
ao facto da notoriedade que, Sua Excelência alcançou por ter sido
trabalhador ou comentador nos mais diversos Órgãos da Comunicação Social.
Devemos, isso sim, afirmar contundentemente que não é legítimo obrigarem-nos a
pagar às empresas, falidas ou a falir, privadas (já basta o escândalo que foi,
e ainda o é, de termos que pagar a banca que os 'banqueiros' estouraram);
ocorre-nos até perguntar: onde estão os liberais defensores de: 'menos estado
na economia'?
Aliás, estas empresas decadentes encontram-se nesta situação por
sua única e exclusiva responsabilidade; tinham o dever e até mesmo a obrigação
de saber que as pessoas não são estúpidas, burras e que, ao fim de algum
tempo, descobriam que estavam a ser ludibriadas, deixando de comprar essas
publicações, depois de tantas mentiras, falsas notícias, arrogância, e falta de
competência, mais cedo ou mais tarde, isto viria inexoravelmente a acontecer.
A democracia necessita de comunicação social livre e
independente. Mas isto só se consegue se ela não tiver o 'rabo' preso a nenhum
poder; com verdade, responsabilidade, competência e a humildade de quem
necessita do dinheiro do consumidor/leitor, e só deste, para exercer a sua
atividade. Façam-no e verão como a situação se inverterá.
Não pagamos, não queremos pagar, e não pagaremos. Temos de
deixar de ser trouxas e termos coluna vertebral. Basta desta mania
quase 'doentia' de que o Estado é uma 'vaca onde todos vão mamar' e o povo tem
que pagar tudo, até os negócios privados. Irra que é demais.
Pós-escrito: manda a verdade dizer que há algumas raras
exceções que não se podem misturar nesta amálgama de tontices que grassam por
aí na área da CS, mas, ainda assim, e mesmo a estes, não queremos dar-lhes o
nosso dinheiro, dinheiro que não é dos governos e, com todo o respeito, nem do
Sr. Presidente.
imagem da Internet