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O mundo ocidental entrou em ebulição, acicatado pelo xerife-mor.
Trump ordena aos seus militares a invasão da Venezuela e a prisão do Presidente — não sabemos se legítimo ou ilegítimo, isso cabe exclusivamente ao povo venezuelano averiguar e decidir. De seguida, afirma que poderá fazer o mesmo à Colômbia, Cuba, México, Irão, Canadá e Gronelândia, acrescentando mesmo: “iremos fazê-lo a bem ou a mal, quer gostem, quer não gostem”.
Perante este cenário, o mundo político acobarda-se e dobra-se à vontade de quem proclama: “quem manda sou eu”.
Assim, os três grandes consolidam o domínio das suas áreas de influência, quase em tom de escárnio: a China, a Rússia e, claro está, a América.
Quanto à Europa, que em tempos receou o federalismo e um exército comum, permanece em silêncio — com exceção da Espanha. Falta-lhe força, falta-lhe estratégia e, por isso mesmo, não é ouvida nem tida em conta. Não conta.
As diferenças de linguagem entre os três grandes são reveladoras: à invasão da Ucrânia, Putin chamou “operação militar especial”; à invasão da Venezuela, Trump chamou “operação brilhante”; à ameaça sobre Taiwan, Xi afirma que “nunca renunciará ao uso da força”.
Não conhecemos pessoalmente nenhum destes homens, mas aquilo que dizem e fazem conduz-nos inevitavelmente a uma palavra: loucura. E quando a loucura ocupa o poder, os perigos multiplicam-se.
Eles avançam. Nós observamos. Até quando, Senhor, até quando?

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