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| Travanca, Macedo de Cavaleiros Trás-os-Montes |
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
OLHA QUE DOIS…
A desfaçatez de Putin — e agora também a de Trump
Vladimir Putin veio agora dizer que, se a Europa enviar militares para a Ucrânia, isso significará uma guerra contra a Rússia.
É difícil imaginar maior desfaçatez.
Afinal, o que tem a Rússia feito desde que invadiu a Ucrânia? Não está Putin a travar uma guerra num país europeu? Não tem enviado tropas para combater e matar ucranianos? E não recorreu a militares da Coreia do Norte para reforçar as suas forças no campo de batalha?
Então, quando Putin envia soldados estrangeiros para combater na Ucrânia, isso não é uma escalada da guerra. Mas se os europeus enviarem militares para ajudar a defender a Ucrânia, já será uma declaração de guerra contra a Rússia?
Que extraordinária inversão da realidade.
Estamos perante o líder de um regime que desencadeou uma guerra de agressão e que, ao longo destes anos, tem atingido cidades e infraestruturas civis, deixando atrás de si mortos, feridos e milhões de pessoas obrigadas a abandonar as suas casas.
E é este homem que agora pretende apresentar-se como vítima de uma eventual escalada?
Não. A Europa não pode aceitar esta narrativa.
Mas eis que surge agora Donald Trump com uma afirmação que, embora partindo de uma posição diferente, não deixa de causar perplexidade.
Trump veio dizer que Zelensky tem de parar de atacar as refinarias e as instalações russas de produção de diesel, porque esses ataques estão a provocar uma escassez de combustível e a “prejudicar o mundo”. (Reuters)
Ora, estamos perante uma guerra de agressão iniciada pela Rússia contra a Ucrânia.
A Ucrânia está a ser atacada no seu território, as suas cidades e infraestruturas energéticas são regularmente atingidas e a Rússia utiliza a sua poderosa indústria petrolífera para financiar e alimentar o esforço de guerra.
É, portanto, legítimo perguntar: o que se esperava que a Ucrânia fizesse?
Que combatesse com uma mão amarrada atrás das costas?
Que aceitasse ser bombardeada, enquanto lhe dizem que não deve atingir as infraestruturas que sustentam a máquina de guerra russa?
É difícil compreender esta lógica.
Putin diz à Europa: “Se ajudarem militarmente a Ucrânia, estão a fazer guerra à Rússia.”
Trump diz à Ucrânia: “Podem combater, mas não atinjam as instalações russas de combustível.”
E, no meio de tudo isto, quem continua a sofrer e a morrer é o povo ucraniano.
Não se trata de defender que todos os alvos são legítimos ou que qualquer ataque deve ser justificado. Trata-se de reconhecer uma coisa muito simples: uma guerra não pode ser analisada ignorando quem a começou.
A Rússia invadiu a Ucrânia.
A Ucrânia está a defender-se.
E um país que luta pela sua sobrevivência não pode ser permanentemente pressionado para combater segundo regras que não são aplicadas ao agressor.
A paz é, naturalmente, o que todos desejamos.
Mas uma paz justa não pode significar a recompensa da agressão nem a rendição de quem foi atacado.
Viva uma Ucrânia livre.
Viva uma Europa democrática.
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
Pensamento à volta de uma chávena de café:
Deus criou o universo e pôs-nos neste planeta, e este dá-nos tudo o que necessitamos para darmos consistência à vida.
Se Deus nos deu tudo, o que fazemos nós com tamanha dádiva?
Imagem: Internet
terça-feira, 1 de setembro de 2026
LEMBRETE
Uma data que não devemos esquecer.
Manter viva a memória de todos aqueles que viveram, sofreram e morreram durante aquele terrível conflito é também uma forma de recordar o valor da paz.
Nestes tempos novamente tão conturbados, que a História nos sirva de memória e de ensinamento.
Imagem: Internet
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