domingo, 11 de outubro de 2026

Está escrito no firmamento

O plano da América trumpista vai ao encontro de tudo o que Putin deseja.


É estranho — é até bizarro — que o invasor de um país soberano seja recompensado pela própria atrocidade que cometeu.

Que Trump era amigo e admirador de Putin já sabíamos, e isso foi propagandeado aos sete ventos pelo próprio.

Que ambos são hábeis em manipular as emoções das pessoas, também estamos cansados de saber.


A passadeira vermelha no Alasca, o caloroso cumprimento — com palmadinhas nas mãos e largos sorrisos — mostraram ao mundo o quão próximos são. A boleia no carro presidencial dos EUA ao seu congénere russo serviu para acertarem a agenda sobre o futuro da Ucrânia, longe das câmaras e dos microfones. Ali, sim, discutiu-se tudo o que havia a decidir — tudo o resto é folclore para entreter o povo.


E a chantagem — à bela maneira do senhor do “eu quero, eu posso” — dirigida a Zelensky, com o ultimato “até quinta-feira tem de aceitar”, revela bem como as exigências de Putin ecoam através de Trump. Um ultraje que deveria merecer uma resposta firme do mundo livre.”


E a Europa tem de se fazer respeitar, sob pena de sucumbirmos aos pés destes: um ditador e outro pró-autocrático.

Nota: trago este post à primeira página pela sua atualidade.


quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Lembrete/aviso de António Costa

Nestes dias, ouço políticos de praticamente todas as áreas partidárias — governantes, oposição, comentadores e Comunicação Social — falar constantemente das dificuldades em dar resposta aos problemas das pessoas.


O Governo e a AD repetem, vezes sem conta, que não existe margem orçamental para as propostas da oposição. E avisam que, se forem obrigados a concretizá-las, serão as oposições as responsáveis por um eventual agravamento do défice das contas públicas.


Mas há uma coisa que me espanta: parece que ninguém se lembra do aviso de António Costa.


Para não ser acusado de sectarismo, resolvi perguntar à IA:


«António Costa avisou que o excedente orçamental acumulado serviria para fazer face aos tempos de crise que viessem. Verdade ou mentira?»


A resposta foi clara: verdade.


No seu discurso de despedida, em 27 de março de 2024, António Costa, ao referir-se ao excedente orçamental de 2023, afirmou:


«É preciso ter excedente para se poder não ter quando for necessário.»


E explicou a razão: há sempre imprevistos e crises, sendo necessário deixar margem de manobra financeira ao Governo que vier a seguir.


Recordou, entre outras situações, os incêndios de 2017, a pandemia de COVID-19 e a crise inflacionista provocada pela guerra na Ucrânia.


Ou seja, a ideia era simples: em tempos de maior estabilidade, acumula-se margem financeira para poder utilizá-la quando chegarem tempos difíceis.


É uma lógica que me parece difícil de contestar.


Por isso, fica a pergunta:


Se havia um excedente precisamente para que o Estado tivesse margem de manobra quando surgissem novas dificuldades, onde está essa margem agora?


Ou será que, afinal, o problema não é apenas a falta de dinheiro, mas também a forma como se escolheu gastá-lo?


Fica o lembrete.


Em resumo: O governo gastou à grande (esbanjou) e, agora que o tempo das vacas magras está no horizonte, está desorientado sem saber o que fazer.

Está escrito no firmamento

O plano da América trumpista vai ao encontro de tudo o que Putin deseja. É estranho — é até bizarro — que o invasor de um país soberano seja...