domingo, 13 de outubro de 2019

AJUDAS DO ESTADO/DO POVO, A QUEM SERVEM?/ OPINIÃO

Imagem retirada da Internet
Agora que as catástrofes, provocadas pelos incêndios, já lá vão (O Diabo seja cego, surdo e mudo), e algum tempo passado sorte os eventos, embora nunca se possa esquecer as tragédias de quem perdeu os seus entes queridos e, também, os que viram arder as suas casas ou fábricas, muito embora estes últimos - bens materiais - já vão estando prontos e entregues (casos à parte).

É altura então de se fazer alguma reflexão sobre a questão dos subsídios, apoios do Estado e donativos solidários do povo para ajudar as pessoas a resolverem as situações dolorosas causadas pelas intempéries.

Algumas questões, pertinentes, que as pessoas vão dizendo à boca pequena, mas que não têm coragem de o verbalizar alto e bom som. Não porque sejamos mais corajosos do que os demais, não. Mas por entendermos que o devemos fazer para ficarmos em paz com a nossa consciência.

Indo diretos ao assunto, não nos parece justo que sempre que acontece uma desgraça provocada por uma qualquer intempérie, mais ou menos trágica, os contribuintes tenham que acorrer a ajudar a solucionar os infortunados a (re)construir as suas casas e ou os seus negócios.

Existem, hoje, formas na sociedade para prevenir estas situações físicas - os Seguros.
Pensamos mesmo que todas as pessoas que tenham bens materiais os devam, obrigatoriamente, segurar. O Mundo é assim mesmo e os fenómenos ambientais ocorrem com alguma regularidade.

Se quando fazemos um empréstimo para comprar casa, somos obrigados a fazer um seguro, pergunto: porque razão isto não é obrigatório para todos os proprietários? Desta forma ficaremos todos em igualdade e, melhor, protegidos sem sobrecarregar ninguém.

A esmagadora maioria das pessoas que possuem propriedade, têm posses para custearem o seguro, e as que não têm posses, que serão uma minoria, a essas sim, o Estado pode e deve pagar-lhe o seguro - aqui justifica-se o subsídio -, nos restantes casos, quer seja habitação, agricultura ou indústria, não. Isto é já um choradinho desbragado e irritante.

Então no que à agricultura respeita, até repugna. Se chove, o Governo tem que dar um subsídio; se não chove, ai, ai, o Governo tem que dar um subsídio; se faz calor, o Governo já está atrasado no apoio aos agricultores, venha de lá esse subsídio; se faz vento, ó Primeiro-ministro, então esse subsídio, vem ou não vem? Irra que nunca ouvimos dizer - tivemos uma boa colheita, toma lá ó Governo, desta vez somos nós a dar um subsídio. T’á quieto, toma lá é um manguito, e venha de lá esse subsídio, subsidio, subsidio... Será que não se arranja um subsídio para subsidiar o subsídio?

Há aqui uma desigualdade de tratamento que nos parece injusta. E julgamos não ser procedente virem com o argumento, bem português, de coitadinhos, porque as intempéries não se podem prevenir ou evitar, é a natureza. Mas os danos por elas provocados - as perdas materiais -, ah, essas podem, sim. Pensamos até que, com esta medida - a obrigatoriedade do seguro, como com os veículos -, se acabava com este espetáculo degradante dos chicos-espertos e dos corruptos, criando-lhes aqui uma barreira à sua ganância avarenta e pegajosa.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

RECORDAR A CART 6553/73

FOTO BASTANTE INFORMAL
A CAMBADA JUNTOU-SE PARA A FOTO E FICARAM BEM. POR SEREM TANTOS (E JÁ NÃO ME LEMBRAR DO NOME DE ALGUNS), NÃO LEGENDO NENHUM. SE ALGUÉM COM A MEMÓRIA MAIS FRESCA DO QUE A MINHA OS IDENTIFICAR (A TODOS), CONTACTE-ME QUE POREI A LEGENDA.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

MAIORIA ABSOLUTA... SIM OU NÃO?

QUER OU NÃO TER A MAIORIA ABSOLUTA?


 É esta a grande questão de jornalistas, comentadores e políticos na atualidade.

Porque, por mil diabos, tem um político de pedir que não votem no seu partido? 

Então, não é legítimo que todos os políticos que concorrem a eleições, desejem que a força política a que pertencem recolha o maior número de votos.

De que vale a um político pedir aos eleitores que lhe deem a maioria absoluta? Nada. Absolutamente nada. Pois que só a soma dos votos expressos é que determina se vai haver ou não a maioria absoluta de um partido, ou de vários partidos.

Ainda estamos para ver um político vir a público apelar para que só lhe deem 5, 6, 20 ou 39 por cento dos votos. Isto não faz sentido nenhum. É absurdo. Assim como o é virem, os políticos, a público pedirem para que não se dê a maioria a um determinado partido, é ridículo e contraditório. Amanhã, numa outra conjetura e eleição, irão estar a pedir exatamente que os eleitores lhes deem o maior número de votos ou até mesmo a tal 'maioria absoluta'.

Não entendo a pertinência de tal insistência, não porque não tenha importância um qualquer partido ter ou não maioria absoluta, mas porque quem decide essa questão é o eleitor no momento em que deposita o seu voto na urna.

Esta paranóia, não é à partida estarem a admitir a derrota? Mas se é, o que anda esta gente a fazer na política, ou nos media?

Este tipo de atitudes, a par de outras, faz com que os eleitores se desmotivem e muitos acabem por não exercer o seu direito/dever democrático de votar.

Já agora que falamos em eleições, permitam que façamos um apelo: votem, votemos todos para que uns poucos não decidam por todos nós. É com o voto que o povo tem o verdadeiro poder nas mãos e podemos realmente dizer:  «Quero este e não aquele».

Pois, nós, o povo, é que somos soberanos, e isto, só a Democracia o permite. Vote em quem quiser, mas vote. Vote sempre. 

E quanto à maioria absoluta, sim ou não? A decisão final é sua, ponto final parágrafo.

PS: Este post já havia sido publicado, mas apaguei-o sem querer, assim, e porque continua atualíssimo, volto a colocá-lo. 

sábado, 24 de agosto de 2019

PCP - BEM PREGA FREI TOMÁS...



PCP DESPEDE TRABALHADOR!

Não acredito, ponto parágrafo.

Li - já atrasado, é verdade -, no passado dia 05/06/2019, no SAPO 24 - segundo a Lusa e o ECO, “O PCP foi esta quarta-feira condenado pelo Tribunal de Trabalho de Lisboa a reintegrar o funcionário Miguel Casanova, disse À Lusa fonte ligada ao processo judicial. Segundo a mesma fonte, na sentença considera-se “ilícito o despedimento do trabalhador”, por “não ter havido motivo para o despedimento do posto de trabalho” e “condena-se o réu a reintegrá-lo nas mesmas funções que exercia” antes do conflito laboral.”
Esta medida reporta-se ao acontecido em maio de 2018, mas, só agora, o Tribunal terá proferido a decisão.

Eu li, mas não acreditei que isto tivesse acontecido, voltei ao princípio e reli o texto, e lá estava com todas as letras. Este PCP/Partido Comunista Português, o campeão na defesa dos direitos dos trabalhadores, o Partido da Classe Operária despediu um trabalhador! Mas, a ser verdade, como é possível que nenhum sindicato, partido político ou os grandes comentadores das televisões não tivessem erguido a sua voz, como o fizeram com tanta veemência, olhem, por exemplo, no caso daquela funcionária da corticeira, Cristina Tavares. Ainda se lembram do ruído que os sindicatos, bloquistas e, claro, o PCP fizeram? Mas desta vez e em relação a este trabalhador - Miguel Casanova -, nada nem pio! Será que este trabalhador não é trabalhador? Não terá ele os mesmos direitos que os outros trabalhadores? Ou há trabalhadores de primeira e de segunda? Não sei, e como não sei, gostaria que alguém explicasse este silêncio.

Mas, nem de propósito, como o diabo tem duas mantas, uma que tapa e a outra que destapa, o mesmo Sapo trazia numa coluna ao lado a informação de que “A Corticeira Fernando Couto desistiu de impugnar a multa de 6.120 euros aplicada pela Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) relativamente à violação de regras de segurança e saúde no trabalho, informou hoje fonte judicial.” E mais à frente diz que “O Tribunal de trabalho da Feira julgou na segunda-feira totalmente improcedente a impugnação judicial da contraordenação instaurada à empresa pela ACT por assédio moral a Cristina Tavares, mantendo a coima de 31.110 euros.” (…). Trago este caso à colação porque enquanto os Sindicatos e o PCP andavam na rua a apoiar esta trabalhadora e bem, em casa, olha, despediram o Casanova, que ironia, não é? Mas pior, o Casanova terá afirmado que o PCP tomou esta atitude por ele discordar “da atual solução política que viabilizou” a “geringonça”! Pois é, mais uma calinada na moral, na ética e nos princípios.

Este silêncio, ensurdecedor, não fará corar de vergonha os sindicatos, partidos e comentadores? Ou eles têm medo de alguma coisa?

No que respeita ao PCP, não há nada que admirar, ele é apenas igual a todos os partidos comunistas do mundo, quando estão numa posição dominante, eles, mandam e bico calado.

É bom que vamos estando atentos e não nos iludamos com os amanhãs que cantam.

PS: é claro que os órgãos de comunicação social noticiaram o caso, mas não é deles que falo, entenda-se.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

SINAIS DOS TEMPOS... SERÁ?

Imagem retirada da Internet

Há certos períodos do tempo em que as coisas parecem estar ao contrário — de cabeça para baixo e de pernas para o ar: a verdade é mentira e a mentira é verdade; o bem é o mal e o mal é o bem; quem atira a primeira pedra é vítima e quem se defende é agressor; o justo passa por injusto e o injusto pelo seu contrário. Enfim, e por aí fora.

Vem isto a propósito de alguns desconchavos que estão a ocorrer, nestes dias ensolarados e quentes, no nosso cantinho lusitano.

O líder do PSD, Rui Rio, antes e depois de ter sido eleito, tem sido sistemática e violentamente atacado, não pelos outros partidos — o que seria normal e até expectável —, mas pelos seus próprios pares. Alguns têm-se comportado como verdadeiros vilões, numa permanente tentativa de lhe fazer a «folha».

Agora, porém, que o líder do partido — PSD, literalmente «partido», diga-se — tem a oportunidade de escolher a equipa que, com ele, irá fazer oposição ao futuro Governo, se não forem eles próprios a formar Governo, eis que o batalhão do bota-abaixo passa para outra frente: através dos media e, muitas vezes, com a ajuda destes, tenta fazer chegar à opinião pública a ideia de que o verdadeiro vilão é o próprio líder.

O que é que está mal nesta equação?

Não será justo que alguém que tem estado sujeito a um combate político sem tréguas — oposição cerrada, facas longas, traições e não sei que mais — tenha o direito de escolher aqueles com quem quer trabalhar e de afastar quem, reiteradamente, lhe tem demonstrado falta de lealdade?

Ou somos nós que estamos a ver o filme ao contrário?

Ou será que isto faz simplesmente parte dos tempos?

«Traição e rebelião — haverá divisões e lutas até dentro de famílias.» (Mateus, 24). Estão lembrados?

Em época de incêndios, aconselha o bom senso que se fale pouco e se atue mais. Mas não será igualmente justo que uma pessoa, mesmo sendo Ministro, depois de ter sido atacada — para não dizer difamada —, venha a terreiro repor aquilo que entende ser a verdade dos factos?

No que respeita à Proteção Civil, existe uma hierarquia de responsabilidades. A primeira linha de defesa pertence, nos termos da lei, às autarquias: limpeza de caminhos, abertura de aceiros, meios de combate aos incêndios, ativação da Proteção Civil local e demais medidas de prevenção e resposta.

Perante a gravidade de uma ocorrência e a impossibilidade de lhe fazer face com os meios disponíveis, o responsável local solicita a intervenção da autoridade superior, regional ou distrital. E esta, por sua vez, se considerar que não dispõe dos meios necessários, solicita apoio nacional.

Há, portanto, uma cadeia de responsabilidades. E, na sua base, estão os autarcas.

Por tudo isto, embora se reconheça que um governante deve manter contenção verbal, não nos parece incompreensível que venha a terreiro — utilizando, aliás, os mesmos meios de comunicação de quem o atacou — para repor a verdade dos factos.

O que também não entendemos é a razão pela qual alguns jornaleiros — alguns, muitos, demais — e certos comentadores de pantalha andam numa azáfama permanente a tentar convencer-nos de que o direito não é o «direito», mas o seu avesso.

É difícil não ver neste frenesim mediático uma forte componente ideológica. Há profissionais da opinião que parecem ter esquecido que a sua principal função deveria ser informar, investigar e questionar com independência e rigor. Ser jornalista não deveria significar ser militante de uma causa, de um partido ou de uma visão particular do mundo.

O jornalista deve ser mediador da palavra, não seu dono; deve ajudar o cidadão a compreender os factos, não dizer-lhe previamente aquilo que deve pensar.

Talvez por isso o descrédito que hoje atinge os políticos esteja, pouco a pouco, a atingir também aqueles que se apresentam como seus julgadores ou intérpretes. Quando a confiança desaparece, desaparece também a autoridade.

E não será por acaso que os media tradicionais atravessam enormes dificuldades. Cada vez menos pessoas compram jornais, e uma das razões para isso poderá precisamente estar no crescente sentimento de que, em vez de informação, lhes estão a vender uma determinada interpretação da realidade.

E, no que aos fogos diz respeito, há ainda outro facto que nos causa enorme perplexidade.

Não seria melhor concentrar esforços em descobrir, deter e responsabilizar os incendiários, em vez de se andar permanentemente a procurar culpados entre os governantes e os autarcas?

E, pior ainda, não será profundamente injusto transformar em alvo de críticas aqueles que estão na linha da frente — os bombeiros, os militares da GNR e das Forças Armadas —, homens e mulheres que tão abnegadamente dão tudo o que têm e, por vezes, até a própria vida, para nos defenderem e protegerem os nossos bens das catástrofes que nos atingem?

É fácil falar quando se está sentado numa cadeira, diante de uma televisão, a comentar o trabalho de quem, naquele preciso momento, está a entrar num incêndio.

Atenção, nós, povo: não nos deixemos enganar pelos falsos arautos, sejam eles políticos, comentadores ou pretensos donos da verdade.

Sejamos resilientes. Pensemos. Meditemos antes de agir.

Mas não fiquemos indiferentes.

Ajamos, sempre, com discernimento


quarta-feira, 17 de julho de 2019

A RECORDAR O PESSOAL DA CART 6553/73





Da esquerda para a direita: Mário Pinto, Pedro, Manarte e Sousa.
Há coisas que só a juventude consegue fazer: transformar momentos adversos em momentos de alegria, esta é uma delas, como se vê por este rosto sorridente de quem faz 22 anos! Julgamos não nos enganarmos, se dissermos que, aqui, se comemorava o aniversário do Pedro. Que se ergam as taças em brinde - sim, agora somos mais finos, taças e não canecos!!! -, por muitos anos cheios de saúde.
Repomos este post para homenagearmos o nosso camarada Mário Pinto, força amigo, um abraço especial e rápidas melhoras.
PS: se alguém reconhecer o camarada que está de perfil à direita do Mario Pinto, que entre em contacto para incluirmos o seu nome.

sábado, 13 de julho de 2019

CGD

Ele há deliberações que de tão jumentis que são, nos colocam numa situação de letargia mental, incapazes de reagirmos de imediato; estupefactos pelo absurdo de certos anúncios, prenunciados, por gente iluminada lá  do alto da cátedra que lhes foi outorgada em nosso nome, para que, também em seu nome e ao seu serviço - do povo -, façam a governança da coisa pública.

É espantoso como pessoas que depois de terem dado bastas provas de competência na gestão de serviços da coletividade, às tantas se deixem, não sabemos, mas... toldar por ideias absolutistas, talvez inebriadas pelos elogios se convencem de que tudo podem fazer, porque o nosso dever - o do povo - é cumprir com o postulado e é se queremos, porque antes deles foi o desnorte e depois deles será a desgraça. Será assim?


Ora, nas sociedades e, por maioria de razões nas democracias, nada é assim tão imperativo, há sempre uma outra maneira de se resolverem as questões, fazendo com que o sistema expurgue o que é desajustado e reponha a razoabilidade das coisas; e, é também para isto que servem os assessores, conselheiros, advogados de que estes senhores se fazem rodear e que custam fortunas ao contribuinte, então, já que assim é, façam-os trabalhar e, já agora, ouçam-os.


Ouvirmos o anúncio de que a CGD - Banco Público - deixaria de pagar juros, abaixo de um euro, que nos são devidos porque são resultantes do nosso dinheiro, dinheiro que nós pomos neste banco, que é nosso, para exatamente ganharmos juros e, entre outras coisas, o protegermos dos ladrões. É ou não verdade?


Agora, se ouvirmos dizer que o ladrão roubou o banco, enfim, é mau, é triste, porém como já estamos tão habituados, quase não nos choca; mas que o banco que nós ajudámos a criar, onde depositamos o nosso dinheiro, nos rouba, ah! Cidadãos, ficámos chocados, envergonhados, de tão mal que nos sentimos pelo vexame do roubo. Sim, roubo, porque é disso que se trata, alguém que tira algo de outro, está a roubar, ou isto tem outro nome?


O clamor surdo foi de tal ordem que, felizmente, o bom senso acabou por se impor e a razoabilidade voltou ao sistema serenando-nos.


Que os doutos senhores aprendam que não vale tudo e que não tem que ser tudo a qualquer custo. Disse uma vez o Presidente Sampaio que " há mais vida para além do défice" é de dinheiro que estamos a falar, como então.


É sempre bom que quando somos acometidos por uma má ideia, tenhamos a grandeza da humildade e voltemos atrás, pois assim saímos todos a ganhar.

Tudo está bem, quando acaba bem.
Imagem retirada da Internet

Pensamento à volta de uma chávena de café:

Deus criou o universo e pôs-nos neste planeta, e este dá-nos tudo o que necessitamos para darmos consistência à vida. Se Deus nos deu tudo, ...