CRISTIANO RONALDO
Na hora da saída da Seleção Nacional do maior jogador de todos os tempos de Portugal, ouço a generalidade das pessoas agradecer ao desportista por tudo aquilo que ele nos deu.
A mim, enquanto português, não me deu nada. Construiu, isso sim, uma carreira extraordinária em benefício próprio, conquistando fama, prestígio e fortuna. Nada a criticar, tudo a louvar.
Outra coisa, porém, é reconhecer o enorme legado de prestígio global que deixou a Portugal: a projecção do nome do nosso país no mundo, a profissionalização e a exigência que introduziu na mentalidade desportiva nacional, bem como a demonstração de que é possível ser o melhor do mundo partindo de um pequeno país.
Penso que todo este capital de prestígio não deve ser desperdiçado. Pelo contrário, deveria ser canalizado para funções estratégicas ao serviço de Portugal, seja na diplomacia desportiva, na consultoria, como embaixador de grandes causas e candidaturas internacionais, ou noutras áreas em que possa colocar o seu conhecimento, experiência e influência ao serviço do país.
Cristiano Ronaldo construiu uma carreira à escala mundial. Cabe agora a Portugal saber aproveitar o enorme potencial internacional que essa carreira representa.

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