sábado, 3 de agosto de 2013

E, PORQUE NÃO?

Este espaço pertencia ao Aquartelamento do Songo (1973/75), inserido numa zona operacional do Norte de Angola.
Mas hoje quero falar de outra coisa; repare-se no aprumo do Militar, da cabeça aos pés: lavado, escanhoado, engraxado impecavelmente ataviado. Esta maneira de estar e de se apresentar não era exclusivo do Silva (o jovem da fotografia, soldado da CART 6553), era assim que a generalidade dos Militares se apresentavam naquele tempo, em qualquer circunstância, neste caso em teatro de guerra.
As Forças Armadas (FA) incutiam então nos jovens um conjunto de valores: civismo, disciplina, coragem, responsabilidade, rigor no cumprimento dos deveres, poder de decisão, sentido do coletivo – camaradagem – em vez do individualismo, para além, claro está, dos valores da Pátria e outros. Valores estes que, passado o período do SMO, iriam ser também determinantes para que estes homens, agora mais bem formados, possam interagir na sociedade.  
É lamentável que hoje não saibamos aproveitar convenientemente os meios que temos ao nosso dispor. As FA, para além do treino específico de caris estritamente militar, eram uma verdadeira escola de formação do indivíduo. Os valores que as FA, no então Serviço Militar obrigatório (SMO) transmitia e, estou certo, ainda hoje transmite aos jovens mais nenhuma outra instituição, na nossa sociedade, o faz com tanta eficiência.

Considero ser uma pena que demagogicamente se tenha acabado com o SMO. Mas, como diz o povo “enquanto há vida há esperança” quem sabe, se um dia destes um dos nossos líderes, num ato de coragem e com poder de decisão, volte a recolocar o SMO, naturalmente estruturado e adequado ao tempo atual.

1 comentário:

  1. Concordo.
    Creio, no entanto, que o conceito de serviço militar obrigatório carece de ser ajustado aos dias que correm,imprimindo-lhe um forte dimensão de serviço cívico.
    Tenho dúvidas que os políticos (a maior parte dos quais não prestou serviço militar) ou os chefes militares (a maior parte dos quais tem uma muito fraca cultura cívica)tomem a iniciativa.
    Vale a pena saber como outros países pensam e agem... Ou será que (originalidade portuguesa!) preferimos apenas continuar a ter o maior índice de generais por metro quadrado e um número bastante original de submarinos parados?

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