sábado, 7 de janeiro de 2017

SOARES É FIXE!



MÁRIO SOARES

PAZ À SUA MEMÓRIA


AO MAIOR VULTO DA DEMOCRACIA PORTUGUESA,

OBRIGADO


Foto: internete

domingo, 1 de janeiro de 2017

TERRORISMO

O Mundo está nas nossas mãos. Façamos a PAZ.
Esta é a palavra incontornável do ano 2016 e, está aí, para durar.

Há já muitos anos que não ouvia falar tanto de terrorismo como hoje. Estive na guerra colonial em Angola e lá, sim, o terrorismo estava presente em todas as conversas, horas e lugares.
Mas, com vontade e à força, os militares fizeram o 25 de abril e acabaram com a guerra. E, com o fim da guerra, o termo “turra” deu lugar ao guerrilheiro. De então para cá quase deixámos de ouvir falar em terrorismo, só raramente e a propósito de um ou outro avião raptado é que ouvíamos tal palavra.
Hoje, não. O terrorismo é uma realidade global e, tal como no tempo das guerras coloniais, está presente em todas as conversas, horas e lugares. Ainda não chegámos ao ponto de termos a perceção permanente de que o inimigo está a olhar para nós aqui, ali, mais à frente ou acolá. Mas já não falta muito!
Vejamos: a guerra de guerrilha é um tipo de guerra, não convencional, que tem como características principais a grande mobilidade dos seus membros que se misturam com as populações – vivem no meio delas – e dissimulam-se facilmente; uma só pessoa ou pequenos grupos de homens (hoje em dia até crianças são usadas neste tipo de ações), pior ou melhor armados, conseguem combater grandes exércitos com muitos meios militares e rios de dinheiro. As grandes cidades, ocidentais – hoje em dia – são disto um exemplo: polícias e exércitos armados até aos dentes (sendo Paris, para mim, o exemplo mais chocante) e receio bem que isto se reforce e alargue a todo o Mundo se, rapidamente, nada for feito.
Mas, atenção, porque também nos diz a história que a guerra de guerrilha não se vence à força das armas. Só a alteração das políticas e o diálogo podem, na generalidade, pôr cobro a este estado de coisas. Sobram depois os casos mais isolados e pontuais, aí sim, a força resolve-os. Mas também aqui, atenção, é necessário sujar as botas no terreno, não basta atirarem-se bombas do ar, por maior e mais sofisticadas que sejam as esquadras aéreas e as tecnologias.
E para que tudo isto, o que não é pouco, faça sentido e tenha êxito, é igualmente necessário que o outro tipo de terrorismo (que abunda por aí) acabe com a venda de armas aos terroristas e os políticos deixem de fazer discursos hipócritas a acusarem-se mutuamente na ONU, porque se não existirem armas não há guerra.
Termino elogiando o Presidente da Colômbia, Juan Manuel dos Santos (é o melhor exemplo da atualidade do que acima se diz), que ao fim de 50 anos de guerra de guerrilha no seu país e, através do diálogo, acabou com a guerra.
Haja fé e esperança na boa vontade dos homens e o Mundo ‘brevemente’ ver-se-á livre deste flagelo.
Foto: Internet