sábado, 8 de dezembro de 2018

TRÁS-OS-MONTES, A MINHA OUTRA PAIXÃO

A fonte da aldeia onde o povo se abastecia de água
Quantos montes recheados de fragas, rios e ribeiros temos que ultrapassar para cá chegar... Quem lhe pôs o nome − Trás-os-Montes − sabia o que estava a fazer! Terra natal de duas (das três) mulheres que mais amo: a minha mãe que era de Vilar de Maçada, Alijó, e a minha mulher que é de Travanca, uma pequena aldeia que se funde com Macedo de Cavaleiros - zona da terra quente transmontana.

Como nasci em Lisboa, não tarda há setenta anos, na Maternidade Alfredo da Costa, e vivi a minha infância e o início da adolescência no centro do triângulo Lumiar, Ameixoeira e Charneca do Lumiar; hoje, conhecido por Vale Grande na Alta do Lumiar, lugares que conheço como as palmas das minhas mãos, ou melhor, conhecia, porque agora está tudo mudado, deixei de ter ‘terra’! Não só, porque o dizem os migrantes que arribaram à capital: «os lisboetas não têm ‘terra’», como pelo progresso, o tal desenvolvimento citadino, como está demonstrado.

Travanca − levado pela mão da minha mulher, quando nos casámos − acolheu-me e acabou por me adotar sem reservas (bem ao jeito das gentes transmontanas), por isso, agora sinto que voltei a ter a tal ‘terra’! Estou em casa. E sempre que por cá ando e ando bastas vezes ao ano, sinto-me emocional e fisicamente equilibrado, sinto-me muito bem, melhor do que lá por baixo onde vivo os outros dias.

Aqui ocupo o meu tempo num naco de terra, afastado do casario e com vistas para a Serras de Bornes e de Pinhovelo. Onde só o som do campo se faz ouvir; apressadamente poderia dizer o silêncio, mas, escutando com mais atenção, o balir de uma ovelha intercalado pelo som do chocalho que canta a cada movimento do ruminante; um melro aqui, uma coruja ali, uma poupa rabuda mais além e aquele tordo em cima, que num qualquer galho cantam ou esvoaçam de árvore em árvore, ou ainda, o restolhar de um coelho que foge, ou de uma cobra que se esgueira no rasto  do rato;  o vento que sopra, com maior ou menor intensidade, às vezes frio de deixar o queixo a bater e a fazer doer as orelhas −  porque as mãos já as vestira com luvas, não se dera o caso de as frieiras atacarem −, faz ondular os ramos, trazendo-nos à memória as ondas do mar que aqui não há. Verde por todo o lado e a Serra de Bornes além, talvez a uma légua, mais coisa menos coisa, salpicada de pequenas aldeias: Vilar do Monte e um pouco mais a norte Castelãos, Vale Bem Feito e Bornes a sul; tudo pintado em cima por um céu, hoje, azul, porque ontem estava com uma bruma branca que nos impedia de enxergar o que quer que fosse, para qualquer lugar que olhássemos. E os cheiros? Ah, os cheiros! No inverno um ar lavado; na primavera uma fragrância de terra, estevas, rosmaninho e giestas; com o verão dá-se a autonomia de todos estes cheiros que se impõem cada um por si. Um regalo para o olfato, carvalho.

Por cá, sinto-me estar no umbigo do Mundo ou, se acharem por melhor, no fim do dito, tanto se me faz; o que conta é o bem-estar que sinto, em equilíbrio e harmonia comigo e com o ambiente, só perturbado pelo ronco esporádico do helicóptero do 112 que, ali ao lado, tem a sua base, quando sobe para ir em socorro de alguém e deixa tudo descontextualizado por alguns minutos apenas.

E, assim, por aqui me divirto a cuidar de umas oitenta ou noventa oliveiras − pois já as acrescentei ao herdado −, ora a tirar-lhes os ladrões, ora a podá-las ou a esticar as redes para lhe colher os valiosos frutos negros que me dão o azeite com que rego as batatas e os grelos e com ele, amassa a minha mulher o pão que há de envolver com as carnes que, depois de cozidas nos potes de três pernas, à lareira, as desfaz, juntando-lhe uma porção de alhos e salsa picados, outra de colorau e uma pitada de picante, e que darão, ao passarem pelo fumeiro, as famosas alheiras… Ah, a gastronomia popular… natural, rica e substancial, bem-adaptada a estas gentes de trabalho, e já me cresce a água na boca ao pensar no que se come no dia do mata-porco. Junta-se a família e os amigos, logo pela manhã cedo, acende-se a fogueira, põe-se o pote com água ao lume e passa-se a manhã a matar e a amanhar o dito. Ao almoço comem-se os rojões, carne da barriga e única que se come antes das quarenta e oito horas seguintes, tempo em que o porco está pendurado de cabeça para baixo a escorrer e a secar as carnes, só depois é desmanchado. O sangue cozido e partido em quartos é temperado com azeite e alhos picados; e a tradicional sopa da matança - pão amolecido em água quente onde se misturam alhos aquecidos em azeite - uma verdadeira delícia que nos consola e enche a alma.

Entretenho-me, pois, a tratar destas árvores antiquíssimas, maravilhosas e tão generosas que, para além de tudo o que foi dito, ainda nos regalam com a lenha com que nos aquecemos nos gélidos invernos que, como se diz por estas bandas, «aqui temos nove meses de inverno e três de inferno» e, ao crepitar no lume, ainda nos regala com o delicioso cheiro do madeiro. Estas valiosíssimas árvores são de grande longevidade. Em Israel, por exemplo, no Monte da Oliveiras existem algumas da era de Jesus Cristo e em Portugal, perto de Lisboa, em Santa Iria da Azóia, há-as com 2 850 anos, é obra!

E por aqui me fico, pois que o salpicão na brasa já mistura o cheiro com o do caldo e a barriga já me ronca… A natureza é bem mais generosa connosco do que aquilo que nós merecemos, colaboremos com ela, para nosso bem. 

Título de Fátima Consciência
Foto da Internet




sábado, 1 de dezembro de 2018

A RECORDAR: PESSOAL DA CART 6553/73

QUE MAÇARICADA É ESTA?!!! Riam-se à vontade, só podem, mesmo.


Para onde vão eles? Bando de 'feijões verdes! Olhai que caras de C... Carriço e outros! Maldizentes, já estavam a pensar em asneira... Sois terríveis, carago.
Um forte abraço a todos.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

A I GRANDE GUERRA

Imagem retirada da Internet
O ARMISTÍCIO, CEM ANOS PASSARAM!

Seria imperdoável passarmos ao lado desta data, 11 de Novembro de 1918, sem nos associarmos às homenagens que se realizam um pouco por toda a Europa, aos militares da 1ª Grande Guerra e em particular aos mortos e estropiados em combate.

Como portugueses, não esquecemos os que combateram na Flandres (Bélgica) e França, Angola, Moçambique e os que estiveram de prontidão na Metrópole, Madeira, Açores e Cabo Verde.

No que se refere a números existem várias fontes e não são coincidentes, mas querendo que os nossos leitores fiquem com uma ideia, decidimos publicar um excerto - quadricula - de um artigo muito completo e, pensamos, bem fundamentado, aconselhando-se vivamente a sua leitura - do sr. Tenente-coronel PilAv João José Brandão Ferreira, na Revista Militar, Nº 2553 - de outubro de 2014:
… “Entre mortos, feridos e inutilizados perdemos, em França, 14.623 homens e, em África, cerca de 21.000.
No total, foram mobilizados entre 150.000 a 160.000 homens, dos quais: 55.000 para França; 50.000 para África; 12.000 para os Arquipélagos e o restante na Metrópole.

O CEP tinha perdido, até 6 de Abril de 1918 (antes da ofensiva do Lys):
Baixas            Homens
Mortos            1.044
Feridos            2.183
Gaseados        1.594
Acidentados       403
Prisioneiros        102
Desaparecidos      94
Total                5,420                                                                  

Baixas na Batalha de La Lys:

               Mortos    Prisioneiros    Total            
Oficiais      29               270           299
Praças       369            6.315        6.684
Total         398           6.585         6.683

Total do CEP (entre junho de 1917 e Novembro de 1818):

              Mortos    Feridos    prisioneiros                        Total
Oficiais      74          256               299                               600
Praças    2.085       4.968           6.408                          13.462
Total      2.160       5.224            6.678                         14.062     

A Marinha (não inclui doença):

              Mortos    Feridos    Prisioneiros    Total

Oficiais        8            5                   1                14
Sargentos     5            5                                     10
Praças      142           90                                   232
Total        155          100                 1               256

Perdemos ainda cerca de 100.000 homens por invasão ou subversão dos territórios africanos.”
No fim da guerra desfilámos em Paris com uma Companhia e Bandeiras, comandada pelo Major Ribeiro de Carvalho.” …

(CEP) - Corpo Expedicionário Português


quarta-feira, 7 de novembro de 2018

GREVES E MAIS GREVES - UM PAÍS DE TRETAS

Vivemos num país onde as corporações asfixiam, por excesso, o bem-estar geral do povo. É assim.

E as corporações que mais poder têm, pior são. Os exemplos são bastos: Órgãos de soberania, Transportes públicos, Professores, Enfermeiros, Médicos e, claro, a Função Pública, as Polícias e as Forças Armadas, pasma-se!
As corporações no nosso país têm uma forma de atuar que, não o sendo, se assemelham de alguma forma ao terrorismo contra o Estado.

Os juízes decidem fazer greve! (E com que requinte o fazem: esmiúçam a Lei, bem ao jeito, aliás, dos espertos da jurisprudência e aí está), por 21 dias, intermitentes, durante um ano! Isto é, sempre que ocorra um acontecimento relevante na Nação, e a que eles sejam chamados a proferir um despacho para se oficializar esse evento, como por exemplo: eventualmente as eleições que se aproximam? O que é que os sindicalistas fazem: metem o papel e decretam greve! É. E depois dizem-se soberanos e até reivindicam mais independência! Bom, por este andar ainda vamos acabar por ver o Primeiro-ministro e o Presidente da República a fazerem greve, reivindicando mais dinheiro por ganharem menos que os Juízes! Porque não? São titulares de cargos soberania, são portugueses, logo têm tanto direito quanto estes.

Os transportes públicos: há um grande evento no país que faz com que muita gente se tenha que deslocar, como por exemplo: Natal, Páscoa ou, eventualmente, a web Summit, o que é que fazem os sindicatos: greve, pois claro. Há que prejudicar a economia e a reputação do país. Porque com isso perde o Governo. Pensam eles! Não perdemos todos? O Estado não somos todos nós? Abramos a pestana, gente.

Os professores, sempre que se aproximam as reuniões para avaliarem os alunos, os exames ou as revisões destes e, porque querem ganhar mais e fazer menos (não é isto que eles dizem quando reivindicam mais ordenado e menos horas de trabalho?), zás, metem o papel e decretam greve.
O setor da saúde: médicos, enfermeiros e afins, porque querem ganhar mais e fazer menos, zás, metem o tal papel e fazem greve! Com o objetivo, anunciado, de fazerem parar os blocos operatórios, por enquanto das cirurgias e consultas programadas, daqui a algum tempo, logo se verá?

A Função Pública, bom, aqueles sindicalistas, com aquelas caras que sempre lá estiveram, que nunca fizeram nada de relevante para o bem do país a não ser marcar greves e fazerem manifestações, porque querem ganhar mais (do erário público) e fazer menos, zás, metem o papel e decretam greve (às sextas-feiras e outros dias também).

As Polícias, os seus sindicatos/sindicalistas (são mais do que a chuva e tudo a ganhar do Estado, “dados da Direção Nacional da PSP, em 2017 o total de 3680 dirigentes e delegados tiveram mais de 36 mil dias de folga”. in Diário de Notícias-Valentina Marcelino, em 04 de abril 2018), porque querem ganhar mais e fazer menos, zás, fazem uma manifestação. Aqui e porque se trata de forças de segurança do Estado a coisa é um bocadinho pior, porque para além de fazerem greve, ainda têm comportamentos desviantes, arruaceiros e de desobediência à autoridade, com invasão da escadaria (parte integrante da Assembleia da República), o que é um atentado à ordem pública.

As Forças Armadas e os vários casos: o caso das messes, o caso dos Comandos (os mortos), o caso de Tancos (roubo das armas ou não? Recuperação ou não das mesmas… O imbróglio é grande e estranhíssimo). Parece que todos querem ganhar mais e vai daí zás, fazem destas! 
O que é que esta gente quer, que o Primeiro-ministro lhes faça a vontade, pagando do seu bolso tudo o que reivindicam! Ou descapitalize os cofres públicos e, assim, atirar-nos, outra vez, para a banca rota? É que já lá vão três! Haja tento e ordem na República, caramba.

Por tudo isto, pensamos que vivemos num país de tretas onde os legisladores, por falta de coragem/medo e de os não terem pretos, no sítio, não fazem o que devem: governar-nos. Já deviam ter acertado a Legislação para pôr cobro a este sistemático saltar a vedação do aceitável de tantos desvarios e desmandos. Ao não atuarem, o que vai acabar por acontecer, aqui, no nosso cantinho à beira mar, é mais cedo ou mais tarde aparecer um Trump/Chávez/ Bolsonaro/Jinping e outros que por aí andam e, o que é pior, os que acabarão por chegar, atrás destes, com o carimbo de Hitler/Mussolini ou Salazar. Temos que ter muito tino na cabecinha e muita cautela, gente.

Quer isto dizer que não concordamos com o sindicalismo e a greve, não. Claro que não. O que gostaríamos era que estes direitos fossem usados com inteligência, parcimónia e ponderação e só em último recurso e não com a vulgaridade com que estão a ser manipulados por estes profissionais do sindicalismo, pagos com o dinheiro de todos nós.

Haja tino na mioleira e decência nas atitudes e nos atos, atenção à saturação.
Imagem:Internet

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

PEDIDO AOS QUE VIVERAM NO SONGO - ANGOLA


A todos os songuenses (pioneiros, menos pioneiros ou descendentes), que tenham fotos dessa época e que queiram fazer o favor de me enviar uma ou outra com uma legenda que as identifique, um conto, um relato, enfim, uma história, eu comprometo-me a publicá-las no nosso blogue e, quem sabe, um dia possamos fazer uma exposição, motivo para um agradável convívio.
Com os nossos agradecimentos, um abraço.
sampaio.magalhaes@hotmail.com

terça-feira, 30 de outubro de 2018

E QUE MESTRE… EM 433 PALAVRAS!

…"Poucos meses depois de terminar o meu mandato, ganhei a convicção de que o primeiro-ministro, com a cumplicidade do PCP e do BE, era mestre em gerir a conjuntura política, em capitalizar a aparência de 'paz social' e em empurrar para a frente os problemas de fundo da economia portuguesa: a não ser que algo de muito extraordinário acontecesse, o seu Governo completaria a legislatura".

A ser assim – e quem somos nós para pôr em causa tão ilustre sábio –, há que reconhecer que o atual Primeiro-ministro aprendeu, e bem, com o narrador ilustríssimo. Um verdadeiro mestre na arte de ganhar eleições. E que mestre…

Quais foram as reformas de fundo que o comentador, enquanto Primeiro-ministro – 12 anos, fez para livrar Portugal de eventuais futuras crises económicas? Terá sido a troca da nossa agricultura e a frota pesqueira por um punhado de euros? Ou o aumento exponencial aos quadros técnicos da função publica? Ou ainda, permitir que os funcionários do Estado comprassem anos para se aposentarem mais cedo? E por aí fora…

Já que Sua Excelência com estes textos – mostra que gosta de escrever e isso é bom –, puxa também pela nossa língua, aqui vai: nota-se na sua escrita um sabor amargo, quezilento, com laivos de rancor (sempre contra os que não são da sua cor política), dá ideia de estar mal com a vida – política, pensamos nós –, mas sem razão, já que sempre disse não ser político, mas fez politica ao mais alto nível durante 24 anos! Não parece que a vida lhe tenha corrido mal? Não se entende, pois, este azedume!

Ah! Outra ideia que passa dos seus amargurados textos é que soube sempre o que aí viria! Sim, é verdade. Mas sempre à posterior. É! E, isto, o Senhor esquece-se de acrescentar. Ser vidente depois das coisas acontecerem, já a nossa avozinha o era e nós herdámos-lhe o feito; e o que os seus escritos mostram, é que V. Ex.ª também o terá herdado de alguém? Nisto até coincidimos.
Bom, e agora só nos resta ficar a aguardar os próximos capítulos do seu azedume. Contra quem? Logo se saberá, quando? "Nos outros dias e às quintas também".

PS: A propósito destas mordiscas, e como não estamos à altura de dar lições de sentido de Estado a tão alta individualidade, socorro-me das palavras de Sua Excelência o Presidente da República que disse: “Não comento, não comento, não comento. Não comento por uma questão de princípio. Não comento agora e não comentarei até ao fim da minha vida ex-primeiros-ministros, ex-Presidentes, futuros Presidentes, futuros primeiros-ministros”.
Imagem: Internet



domingo, 14 de outubro de 2018

RECORDAR PESSOAL DA CART. 6553/73

Da esquerda para a direita: MANARTE, MAGALHÃES (do Porto), PEDRO E ALVES. 
Que elegantes que eles eram!
No comboio e com mala! Um fim de semana em perspetiva
Estariam eles a jogar para ver quem ia para Angola?
O Magalhães que desculpe o corte, mas foi mau posicionamento do fotografo.




domingo, 30 de setembro de 2018

AFORTUNADO RIO!





Rio conhecido por rápido e rebelde, hoje domado pelo homem!








As três pontes para lá ficaram e navegando para montante, a cada curva sinuosa o deslumbre d’uma paisagem esplendorosa!












Outra contracurva se segue, e uma moldura diferente faz apertar o coração, de tanto generoso espectar!






O Douro bonançoso agora deixa a jangada moderna ser engolida pela gigante parede de cimento, que logo a regurgita lá em cima.








E ela volta a dançar vaidosa, nas curvas e contracurvas de outros quadros verdejantes, sem a vista enfastiar a estes navegantes.






E um pouco mais acima, entalados nas vertentes de socalcos vigorosos, onde as fragas encorpadas de xistos mostram porque mandam os de lá.






Em Barca d’Alva se detém, junto à ponte onde se ligam Beira Alta e Trás-os-Montes, pois que além são já águas de Castela e Leon. 

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

A RECORDAR CART 6553/73

QUEM O VIU E QUEM NOS VÊ!

O MANARTE COM AS MÃOS NA MASSA


Tratávamo-lo por Muxagata! Talvez por se ter apresentado como sendo desta terra, do Concelho de Foz Côa?

Depois de terminar a comissão em Angola, servindo o país na CART 6553/73, no Songo, voltou à sua terra natal onde trabalhou, casou e teve filhos: criou-os, educou-os, casou-os e vieram os netos; agora até já vai ser visavô!
Que viva muitos anos com saúde, para poder contemplar esta fase mais calma da vida a vê-los crescer.  

terça-feira, 11 de setembro de 2018

PARABÉNS ANGOLANOS!

Assistimos (pela televisão) ao discurso de tomada de posse do cargo de líder do MPLA, do Presidente João Lourenço. E que discurso: curto, direto e sem bajulações. Em três palavras disse ao que vem: combater a corrupção, o despotismo e a bajulação, mesmo que para isso tenha de correr com pessoas do MPLA de cargos que agora ocupam. Exortou, ainda, os camaradas a trabalharem para o bem do povo e a não se servirem do partido para ocuparem cargos que lhes permitam beneficiar dos bens que a todos pertencem, isto é, ao povo.
Como seria bom ouvir os nossos políticos, em especial os que costumam deter as rédeas do poder, dizerem e a porém em prática intenções como estas. – João Lourenço já deu provas de que o irá fazer, mesmo –; o nosso PIB subia alguns 6%, só com esta medida higiénica.
Como povo que somos, congratulamo-nos e dirigimo-nos ao povo irmão angolano, dando-vos os parabéns e desejando que o vosso Presidente consiga, com a vossa ajuda, levar por diante estas boas práticas, a bem de todos vós.