segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

UÍGE DE LUTO


Foto da net

A tragédia abateu-se sobre o povo do Uíge.
Às famílias enlutadas e aos uigenses em geral, os nossos pêsames e a nossa solidariedade.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

PUTOS SEM PAIS


As crianças são como as flores,
têm que ser cuidadas



“...  Os meus pais morreram quando eu tinha quatro anos, o meu pai na guerra civil contra a UNITA e a minha mãe, logo a seguir, de doença. Os meus irmãos desapareceram e eu fiquei sozinho no Cazenga (o meu bairro). Um dia ouvi os vizinhos dizerem que a polícia vinha buscar-me para um orfanato! Não sabia o que queria dizer essa palavra e pensei que me iam prender. Aterrorizado, fugi e acabei num outro bairro. Mais tarde, soube que era o Prenda. Extenuado, adormeci debaixo de um alpendre de uma casa. A dona acordou-me ao outro dia, de manhã bem cedinho, e perguntou-me:

– O que fazes aqui, rapaz?

– Acordei estremunhado, mas com a insistência da senhora, contei-lhe o que me tinha acontecido e a senhora generosamente acolheu-me. Acabei a engraxar sapatos no aeroporto até que um dia a mãezinha, assim passei a chamar a senhora, disse-me que tinha que ir para a escola para aprender a ler e a escrever, para ser um homem! E, quando fiz sete anos, pegou-me na mão e levou-me à escola para me inscrever. Como não tinha documentos e só sabia que me chamava Ambrósio, não pude ser inscrito! Ficou combinado que quando levasse os papéis me fariam a inscrição. Não sei como, mas uns dias depois, a mãezinha já tinha o meu Registo e disse-me que o meu nome era: Ambrósio da Silva Prenda! Voltou a levar-me à escola e, desta vez, a matrícula consumou-se.”.

O táxi já havia parado à porta do hotel, mas Ambrósio continuou a narrar a sua história de vida ao cliente.

 Passei a ir à escola de manhã e à tarde ia engraxar sapatos, o pouco dinheiro que conseguia entregava-o à mãezinha, ela era já muito velhinha e tinha grande dificuldade em andar. Fiz a sexta classe. Nessa altura, a mãezinha já estava muito doente e eu pensei que tinha de mudar de vida, necessitava de ganhar mais dinheiro para a comida e para os medicamentos da mãezinha e, assim, acabei a lavar carros! Aos quinze anos a mãezinha morreu.
Como os seus três filhos haviam morrido na guerra, fiquei com a casa e a viver sozinho. Com tanto lidar com carros, acabei por acalentar a vontade de aprender a conduzir; fui guardando algum dinheiro e quando fiz dezoito anos tinha o necessário para tirar a carta de condução. Depois, fui pedindo às pessoas que lá punham os carros, a lavar, se me davam emprego como motorista, até que, um dia, um senhor dono de um táxi me convidou para trabalhar com ele e a partir daí nunca mais fiz outra coisa, isto é, ainda consegui concluir o nono ano...”.

Esta é uma história de vida que acaba bem. Mas, a verdade é que a esmagadora maioria das crianças de ninguém, não acaba assim.

Há uma horda imensa de crianças que vagueia, sobretudo, pelas cidades à procura de sustento, sem ninguém que lhes dê teto, colo, carinho, alimento, que lhes transmita os valores da humanidade, que os leve à escola, que lhes trate um arranhão ou, simplesmente lhes dê um beijo. E, por não terem ninguém, nem direito ao registo civil têm. Vivem em pequenos grupos, procurando trabalhos que lhes renda algum dinheiro para comerem uma refeição, por eles cozinhada e, não poucas vezes, os adultos que lhes encomendam as tarefas, no fim do trabalho feito, não lhes pagam e ainda os escorraçam. Assim vivem estas crianças. Escorraçadas por todos e até pela polícia que os devia proteger; atiradas para as periferias onde, para se abrigarem do frio da noite, improvisam um teto com sacos de plástico cheio de furos e onde, inúmeras vezes, os mais novos são violados pelos mais velhos.

O que serão estas crianças quando crescerem?

Não sendo adivinho, e salvo um milagre que acontecerá em raríssimas exceções, a uma ou outra criança, isto para ser otimista, vão ser bandidos sem escrúpulos que matarão, roubarão, violarão e por aí adiante.

Depois vêm as autoridades e prendem-nos  (quando não os matam) e, agora sim, já têm instituições para os acolher. Metem-nos em prisões, na maior parte das vezes, com um número excessivo de pessoas, muitas mais do que as vagas para que esses lugares foram planeadas.
Penso que os governos, quando fazem os orçamentos de estado, deviam fazer estimativas do número de pessoas que em cada ano poderão vir a encontrar-se nestas condições, e orçamentarem as verbas necessárias para responderem humanamente a estas situações. Ao não o fazerem, criam as condições para esta calamidade que está a invadir as cidades: os extremismos e outras coisas terminadas em ismos por esse Mundo.
       
Dir-me-ão que sou pessimista, porque o mundo não é todo assim. Pois, felizmente que não é. Mas a verdade é que o mundo está cheio destas crianças e urge alterar este estado de coisas, se queremos sonhar com um mundo melhor amanhã. E queremo-lo certamente.

O cliente do táxi
 ____

Foto: internet
A frase da foto, penso que não é inédita, desconheço o autor

sábado, 7 de janeiro de 2017

SOARES É FIXE!



MÁRIO SOARES

PAZ À SUA MEMÓRIA


AO MAIOR VULTO DA DEMOCRACIA PORTUGUESA,

OBRIGADO


Foto: internete

domingo, 1 de janeiro de 2017

TERRORISMO

O Mundo está nas nossas mãos. Façamos a PAZ.
Esta é a palavra incontornável do ano 2016 e, está aí, para durar.

Há já muitos anos que não ouvia falar tanto de terrorismo como hoje. Estive na guerra colonial em Angola e lá, sim, o terrorismo estava presente em todas as conversas, horas e lugares.
Mas, com vontade e à força, os militares fizeram o 25 de abril e acabaram com a guerra. E, com o fim da guerra, o termo “turra” deu lugar ao guerrilheiro. De então para cá quase deixámos de ouvir falar em terrorismo, só raramente e a propósito de um ou outro avião raptado é que ouvíamos tal palavra.
Hoje, não. O terrorismo é uma realidade global e, tal como no tempo das guerras coloniais, está presente em todas as conversas, horas e lugares. Ainda não chegámos ao ponto de termos a perceção permanente de que o inimigo está a olhar para nós aqui, ali, mais à frente ou acolá. Mas já não falta muito!
Vejamos: a guerra de guerrilha é um tipo de guerra, não convencional, que tem como características principais a grande mobilidade dos seus membros que se misturam com as populações – vivem no meio delas – e dissimulam-se facilmente; uma só pessoa ou pequenos grupos de homens (hoje em dia até crianças são usadas neste tipo de ações), pior ou melhor armados, conseguem combater grandes exércitos com muitos meios militares e rios de dinheiro. As grandes cidades, ocidentais – hoje em dia – são disto um exemplo: polícias e exércitos armados até aos dentes (sendo Paris, para mim, o exemplo mais chocante) e receio bem que isto se reforce e alargue a todo o Mundo se, rapidamente, nada for feito.
Mas, atenção, porque também nos diz a história que a guerra de guerrilha não se vence à força das armas. Só a alteração das políticas e o diálogo podem, na generalidade, pôr cobro a este estado de coisas. Sobram depois os casos mais isolados e pontuais, aí sim, a força resolve-os. Mas também aqui, atenção, é necessário sujar as botas no terreno, não basta atirarem-se bombas do ar, por maior e mais sofisticadas que sejam as esquadras aéreas e as tecnologias.
E para que tudo isto, o que não é pouco, faça sentido e tenha êxito, é igualmente necessário que o outro tipo de terrorismo (que abunda por aí) acabe com a venda de armas aos terroristas e os políticos deixem de fazer discursos hipócritas a acusarem-se mutuamente na ONU, porque se não existirem armas não há guerra.
Termino elogiando o Presidente da Colômbia, Juan Manuel dos Santos (é o melhor exemplo da atualidade do que acima se diz), que ao fim de 50 anos de guerra de guerrilha no seu país e, através do diálogo, acabou com a guerra.
Haja fé e esperança na boa vontade dos homens e o Mundo ‘brevemente’ ver-se-á livre deste flagelo.
Foto: Internet



quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

PAZ À SUA ALMA

CART 6553

É COM GRANDE PESAR E  PROFUNDA TRISTEZA, QUE ACABO DE SABER QUE O NOSSO CAMARADA, FURRIEL CHAMBEL, JÁ PARTIU.


domingo, 18 de dezembro de 2016

TEMPO DE NATAL


Presépio angolano, retirado da net
É NATAL
Quadra em que as pessoas tendem a ser mais humanas, digo “tendem”, porque há muita gente que se esqueceu de que são humanos: as guerras, os egoísmos, a malvadez pululam por aí.

Este tempo que vivemos, é tempo de Advento, que que dizer tempo de espera. Espera da vinda do Senhor (menino Jesus). Deus enviou-nos o seu Filho para redimir o homem do mal.
Como cristão (sou católico), creio profundamente que a Fé é capaz de mover montanhas e, é por isso, que acredito no poder da transformação do homem e da sua capacidade de perdoar e esquecer o motivo da "ofensa" para alterar este estado de coisas.

Votos de um Santo e Feliz Natal e que o próximo ano de 2017, traga com ele um apaziguamento entre os povos (todos os povos) das nações de todo o Mundo.


sábado, 19 de novembro de 2016

FRANCISCO DE ANGOLA


Foto da internet
Este blogue não costuma, por princípio, tratar de questões de política pura e dura. Muito menos de se imiscuir na política de outros povos. Mas há momentos na vida em que uma pessoa não pode virar a cara para o lado e fazer de conta que não se passa nada e que tudo está bem.
Sentimo-nos naturalmente perturbados com o programa “A Grande Reportagem” da SIC, no telejornal das 20h, do dia 17/11/2016, “UM PAÍS RICO COM 20 MILHÕES DE POBRES”.
Não somos daqueles que veem só o lado mau das coisas, pois que, como em tudo na vida há sempre os dois lados, o bom e o mau.
À cabeça, quero começar por reconhecer o muito que os angolanos fizeram depois de alcançarem a paz em 2002. E tudo isto depois de duas guerras terríveis e consecutivas que duraram 41 anos (14 de Guerra Colonial e 27 de Guerra Civil)! Já aqui temos elogiado as melhorias das condições de vida que se verificam em alguns estratos do povo angolano e sabemos também que “Roma e Pavia, não se fizeram num dia”.
Aqui chegados, lembramo-nos do Aloquete (trabalhador do nosso Quartel em 1974, no Songo), quando lhe perguntámos o que pensava, ele, sobre o futuro de Angola (que, eu, com os meus tenros 22 anos, ingénuo, acreditava que ia ser radioso)? E, como resposta, ele, futurou: “Ó furriel, os ricos vão ficar mais ricos e poderosos, os pobres vão continuar a ser pobres”! Infelizmente, assim é, velho Aloquete, foste premonitório. Ao vermos o grito de desespero e de revolta do Francisco que, serenamente, nos diz: “prefiro morrer a calar-me”; ou daquele outro, “todos os santos dias, eu, vejo o meu povo a sofrer! Porquê? Se somos um país rico!”; e ainda aquele outro que com um ar de desespero diz: “Vivo na rua, como na rua, faço tudo na rua. Quando criança queria ser como o Cristiano Ronaldo, médico, mas… apenas consegui transformar-me num deficiente.” (não temos a certeza de ter citado corretamente porque o fizemos de cor, mas o sentido era este)!
Uma coisa, eu, sei Francisco: quando um povo é sujeito à fome, à falta de emprego, à falta de acesso aos cuidados de saúde, à tirania da corrupção, da injustiça e da repressão, aguenta algum tempo, mas não o tempo todo. E quando o povo perde o medo, atenção, corruptos e tiranos porque o desespero leva-o inexoravelmente à revolta e a gritarem:
 “Ontem apenas
fomos o povo a chorar
na sarjeta dos que, à força,
ultrajaram e venderam
 esta terra, hoje nossa.”
e “… como ela, somos livres,
somos livres de voar.”
(Ermelinda Duarte)
Assim foi connosco portugueses e com o povo chileno e tantos, tantos outros; veja-se o que se está a passar com os nossos irmãos brasileiros! O povo, sempre, mas, sempre vencerá. Porque a soberania é do povo e é o povo que decide em última instância o que quer para si. E quem não entender isto, terá o fim que merece.
Um abraço solidário, Francisco.




sexta-feira, 11 de novembro de 2016

11 DE NOVEMBRO

foto internet


"Perguntem às aves que cantam,
aos regatos de alegre serpentear
e ao vento forte do sertão:"
António Jacinto (poemas de 1961)



A TERRA PROMETIDA
Já lá vão mais de 40 anos (precisamente 41 anos) e ainda lhe sinto os cheiros: da terra, da savana, da mata, dos cafezais, dos rios e ribeiras, das mangas, dos mamões e dos abacaxis.
Quando deitado, não sei se durmo ou sonho, mas sei, isso sim que, de vez em quando, vejo a Lua com um tamanho desmesurado e uma cor que me aconchega e conforta; outras vezes, fecho os olhos e lá está aquele Sol cor de laranja, afogueado, na linha do horizonte, derradeiramente a arder por pouco mais tempo.
Recosto-me no sofá, encosto a cabeça e de pálpebras cerradas, de repente, vejo o Sol abrasador desaparecer; as nuvens negras tomarem de assalto o firmamento e o ribombar dos trovões largarem raios e coriscos por todo o lado; a água a cair em catadupas e a terra ressequida (como o rosto desidratado e sulcado pelas rugas das pessoas muito idosas) a engolir toda aquela tormenta com tanta sofreguidão que, logo, logo, se engasga e deixa que  se espraie num turbilhão pelo imenso sertão e, sem cerimónia, tudo arraste até encontrar as artérias caudalosas que a guia até ao Oceano Atlântico.

Este meu estado de espírito, diz-me a razão, é fruto do meu estado emocional, mas, diz-me mais: que se eu estiver num local tranquilo em contacto com a natureza, afastado de todo o stress destas vidas agitadas que levamos, hoje em dia, temos a oportunidade de pensarmos e  de encontrarmos respostas para as quais até agora não tivemos tempo. Uma vez aí (nesse meio-ambiente), o meu eu liberta-me para pensar mais com a emoção e este facto é para mim libertador. 

Ora o Songo, onde vivi 18 meses, é uma pequena vila situada num planalto entre as serras do Uíge e da  Mucaba, a norte do Uíge/Angola, perfeitamente inserido na natureza onde tudo estava em harmonia (guerra à parte). Será talvez por isso, que sinto, hoje, que esta é também a minha terra prometida (pois que dos angolanos o é  naturalmente)? Sim, porque quando me transporto (em pensamento) para lá, eu, sinto-me bem, sinto-me tranquilo, sinto-me em paz, sinto-me fortalecido capaz de fazer muitas coisas. Tudo. Nem que este "tudo" seja apenas olhar para os fenómenos da natureza, que lá se revelam de uma forma invulgarmente exuberante.

foto da internet
Vem, isto, a propósito do dia 11 de novembro, a Independência de Angola.
Dia em que o povo português transferiu para o povo angolano a soberania do território que vinha administrando há quinhentos anos.
Durante todos estes anos, os dois povos, foram caldeando relações, amizades e culturas que se tornaram indissolúveis.
Por tudo isto, quero dar os parabéns a todos os angolanos em geral e aos songuenses em particular, com um abraço fraterno.
Preservem a vossa independência, e estimulem a vossa democracia, para o bem comum.




sábado, 29 de outubro de 2016

PENSÃO A EX-COMBATENTES DO SONGO!!!

CART. 6553
Não, não estou a delirar, é mesmo isto.
Não era este o post que tinha pensado para hoje! Mas, ao passar os olhos pelas “notícias do Songo”, dei com esta preciosidade:
Não é que os antigos combatentes de lá, do Songo, beneficiam uns, e estão a caminho de beneficiarem outros, isto é, de se corrigir um erro, recebem uma pensão pelo facto de o serem (ex-combatentes)! Ah! Songo! Songo!

Abstenho-me de fazer outro tipo de comentários para que, alguns, não digam que sou antipatriota. Leiam, camaradas de armas, a notícia que aqui transcrevo:


ANGOP
28 Outubro de 2016 | 15h57 - Actualizado em 28 Outubro de 2016 | 15h57
Uíge: Mais de 200 antigos combatentes beneficiam de pensão no Songo

Songo - Duzentos e 10 Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, do município do Songo, a 40 quilómetros a norte da cidade do Uíge, estão a realizar prova de vida para doravante beneficiaram de pensão.
Songo - Duzentos e 10 Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, do município do Songo, a 40 quilómetros a norte da cidade do Uíge, estão a realizar prova de vida para doravante beneficiaram de pensão.
O cadastramento dos candidatos à pensão começou nesta quinta-feira e está a ser orientado por uma equipa do ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria que se deslocou ao município do Songo com este propósito.
Em declarações hoje, sexta-feira, à Angop, o director provincial dos antigos combatentes e veteranos da pátria do Uíge, Garcia de Carvalho Fanana, que acompanha os trabalhos, deu a conhecer que o sector que dirige controla a nível do município do Songo, 370 pensionistas que já recebem as pensões, associados com os dos municípios de Ambuíla, Bembe e Mucaba.
“Desta vez, a prova de vida é articulada tanto para os pensionistas como para os pré-candidatos ao recenseamento. São nossos elementos que trataram os processos há um tempo a esta parte, mas por várias razões não estão no processo de pensão”, explicou.
Acrescentou que durante o processo que decorre sob orientação superior, vai se destrinçar os pensionistas dos restantes municípios para cada grupo seja controlado na sua área de jurisdição, a julgar pelo crescimento vertiginoso de candidatos em todos os municípios da província.
Manifestou a intenção de no mês de Janeiro de 2017, se implementar os projectos ligados a agricultura e alfaiataria, com a plantação de grandes quantidades de bananal, mandioca, cana-de-açúcar, gergelim, feijão e outros com o apoio de uma máquina de lavoura, tendo em vista a contribuir na diversificação da economia e angariar  fundos para os pensionistas.
Anunciou igualmente, que os pensionistas do município do Songo poderão ser contemplados com habitações logo que a situação económica e financeira do país conheça melhorias.

O município do Songo é um dos 16 municípios da província do Uíge, contém 2.800 quilómetros de extensão, divididos por uma comuna, 13 regedorias e 81 aldeias e conta com uma população de 62.632 habitantes, segundo os dados do Censo de 2014.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

UM HUMANISTA NA ONU


imagem da internet
Porque sou cidadão do mundo, europeu, português e católico, não posso deixar de registar (hoje) este acontecimento tão importante para a Organização das Nações Unidas. Porquê? Pela transparência e clareza da eleição a Secretário-Geral desta Instituição. Cumpriu-se o prometido!
Pela primeira vez, na história deste areópago, a “porca da política”, que sempre andou por lá, esteve ausente. Embora à última hora “ela” tenha feito uma tentativa de vir emporcalhar o processo, mas, por fim,vingou o bom senso e ganhou a transparência e a Democracia.
Estou orgulhoso por este SENHOR, António Guterres, engenheiro de formação, ter sido o vencedor, e, logo, por aclamação, para Secretário-Geral da ONU! A primeira prova foi ganha com distinção.
Todos temos consciências que a parte mais difícil vai começar a partir do próximo dia 1 de janeiro de 2017. Mas, para além de todos os dramáticos problemas que o Senhor Secretário-Geral vai encontrara em cima da sua banca de trabalho, seja-nos permitido fazer-lhe um apelo: Não se esqueça dos povos de África em conflito; tantas vezes esquecido por todos nós e, até, a comunicação social que tão alto fala e escreve (e bem) quando os terroristas matam na Europa, muitas vezes se esquecem destes povos tão sofredores, vitimas do mesmo terrorismo.
Ah! E a fome que mata trezentos e cinquenta milhões de crianças, por ano, no mundo.
Um bom mandato, cheio de êxitos, para o bem da humanidade são os nossos votos, Senhor Secretário-Geral das Nações Unidas (deste Mundo tão desunido).