sexta-feira, 17 de novembro de 2017

ÁFRICA, VENTOS DE PURIFICAÇÃO ?


Sopraram ventos de mudança em África.

ANGOLA
Em Angola, o homem que os angolanos colocaram, através do voto, na cadeira da presidência, tem dado bastos sinais de mudança.
Está, agora, a meio dos míticos cem dias e já varreu com as cúpulas das empresas mais significativas do país! É obra.
Esperamos que os ventos, que parecem puros, e que sopram, lá da cidade alta, venham arejar as mudanças em curso e que sirvam, em primeiro lugar, para melhorar as condições de vida do digno e martirizado povo angolano; em segundo lugar, para reforçar e melhorar as relações com os povos de todo o Mundo e, porque somos portugueses, para que acabem os mal-entendidos que têm existido entre os nossos governantes e que se estabeleçam relações em plano de igualdade, fraternidade e amizade que, aliás, sempre existiram entre os povos das duas nações, pese embora os amuos dos poderosos.

ZIMBABWE
O Zimbabwe definhou, por obra de um presidente /rei absolutista e déspota.
Que os ventos que hoje sopram de Harare, sejam bons ventos e que, também aqui, sirvam para melhorar as condições de vida deste povo sofredor que bem o merece.
Um homem com 94 anos, não tem condições físicas (...) para se governar a si próprio e, por maioria de razões, um país. E não é reconhecido (Ao que parece também no Zimbabwe) às primeiras damas, governaram um povo em nome dos seus maridos.
Por falta de notícias, não convém que nos alarguemos em comentários de que mais tarde nos possamos vir a arrepender. Atrevo-me, no entanto, a desejar que os militares façam neste país, o que os militares portugueses fizeram, em 25 de abril, de 1974, em Portugal.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

ECONOMIA DE MÃE... OGE

Imagem da net
Uma lição de vida
Enquanto crescia, ouvia a minha mãe dizer – querida mãe que não tinha a quarta classe – «que não podíamos gastar mais do que  aquilo que recebíamos, e se recebíamos dez, só podíamos gastar nove». 
Hoje, em minha casa, eu e a minha mulher, que, por acaso, ou talvez não, também ouvia dizer isto à sua mãe, seguimos este ensinamento e não nos temos dado mal. Ah, sim, claro que não nos esquecemos de o passar à filha.
Pensava (eu) que esta máxima também se aplicava a quem gere um país. Até por maioria de razões, pois o dinheiro do estado é do povo e não de quem o governa.
Porém, ao tomar conhecimento do Orçamento Geral do Estado, 2018, deste nosso país – Portugal – fiquei pasmado. Não é que tudo o que se ganhou este ano foi-se todo e, olhem, que foi muito, até sobraram mil milhões de euros de receita, acima da despesa! Não. Não sei o que isso é, mas é muito; e aqui é que começa a minha burrice, pois não é que ao invés de se aforrar metade e, vá lá, com a outra metade se alargasse o cinto… Mas não, gastou-se tudo! Sim, lá se foi tudo nesse alargar de cinto.
E se amanhã nos acontecer alguma coisa, ou pior, já aconteceu: metade do país ardeu e há mil casas e quinhentas empresas para reerguer, e com que dinheiro o vamos fazer? Vamos pedir emprestado? Mas, outra vez! Será que temos mesmo dificuldade em compreender as coisas! Como é possível, no século XXI, e com tantos estudos, não percebermos aquilo que as nossas mães e as nossas avós, dos séculos XX e XIX, a maioria delas sem a quarta classe e muitas sem saberem ler nem escrever, sabiam, percebiam e aplicavam aquela regra básica na gestão orçamental doméstica, quando tinham dinheiro, é claro! Qual é a parte da equação que os nossos governantes não entendem?
Será que estamos condenados a periodicamente (o que vem acontecendo desde, pelo menos, 1892) andarmos de mão esticada, por esse mundo fora, a pedir dinheiro emprestado?
Não. Eu não o quero, para mim, para os meus filhos e para os meus netos, basta de vergonha e de apertos de cinto.
Estou aposentado há 13 anos e desde que me reformei nunca mais fui aumentado e, pior, com a crise até me levaram algum dinheiro; mas entendo perfeitamente que perante esta catástrofe que nos atingiu tão violentamente, não me aumentem por mais um ano, e com esse dinheiro se acuda às pessoas que sofreram (sofrem) com os incêndios e, no próximo ano, então se proceda aos aumentos a que tenhamos direito. Ninguém morria por isso. E com isto se geria (a meu ver), inteligentemente, por um lado, as exigências da União Europeia no cumprimento orçamental - garças a Deus, é-nos exigido isto, o que seria se não existisse a UE? – por outro, as dos parceiros da coligação que, legitimamente querem agradar ao seu eleitorado, dando-lhes mais dinheiro.
Mas ao governo compete-lhe gerir com inteligência, sensibilidade e mestria a coisa pública, dentro destes parâmetros a que, aliás, se propôs.
Se assim não for, e parece que não o é, resta-nos esperar que a conjuntura nos ajude e os nossos governantes entendam, por uma vez, que não se pode governar a qualquer custo, e olhem, com olhos de ver, para além do umbigo.

Desculpem a minha irritação.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

PORTUGAL DEU UM MERGULHO NO INFERNO

E não é que o diabo andou mesmo por aí!
De tanto gritarem por ele, o satanás chegou com a primavera (...)! Raposa velha sentou-se no alto da Serra da Estrela, bem lá em cima, para poder observar todo o nosso território.
E veio porque ouvira dizer que, nesta terra lusitana o clima, especialmente no tempo quente, era uma maravilha! E, como se sabe, do quente gosta o príncipe das trevas…
Nas suas deambulações por esse mundo imenso, ouviu dizer que este cantinho a Ocidente da Europa, mesmo à beira mar plantado, era uma maravilha: tinha uma luz deslumbrante, uma história muito antiga, o mais velho estado com fronteiras defendidas da Europa, uma cultura muito rica, monumentos lindos, praias extraordinárias,  paisagens naturais, diversificadas e belas, gastronomia e que gastronomia... E vinho, ah que vinho: ele é tinto, ele é branco, ele é rosé, ele é espumante, todos eles capazes de ombrearem com os melhores que há no Mundo e, que, por isso, são de se lhe tirar o chapéu e estalar a língua, ai que bons...Que de tão bons são capazes de dar largas à imaginação de quem os bebe, chegando mesmo a verem Baco - deus do vinho na mitologia - Mas, como o demónio não quer nada com Deus, fiquemos por aqui, pelo menos por agora, porque nunca se sabe o que o satã pode vir a aprontar no futuro.
Mas não é que o maléfico do anticristo, ainda viu mais: viu gente hipócrita, gente invejosa, gente gananciosa, gente corrupta, gente maldizente e esfregou as mãos de contente; mas, ficando mais atento, lá do alto do rochedo, começou a ver que também cá há muita gente boa, a maioria!  Gente de trabalho, gente honesta, gente solidária, gente resiliente no infortúnio e torceu o nariz; vai daí, aproveitando o calor de Junho e a malvadez de um dos seus apaniguados que ateava fogo a uma moita, começou a soprar, a soprar, a soprar fogo pela boca e pelas ventas, até que o fogo varreu tudo num ápice e tudo transformou em cinzas, até as pessoas, lá para os lados de Pedrogão Grande. Um inferno aqui, nesta terra de brandos-costumes, que tal tragédia nunca se havia visto.
Convencido, o chifrudo, de que já havia dado uma lição a esta boa gente que tem a mania de fazer o bem, pensou, lá para com os seus botões, que já podia ir para sua casa. Mas, de repente, começou a ouvir um turbilhão de verborreias: políticos despojados de qualquer sensatez inventavam factos onde os não havia, jornalistas desprovidos de qualquer ética profissional e pessoal, atiravam palavras, carregadas de gasolina, para o ar ardente e, gente, muita gente a opinar disparates como se fossem as maiores sumidades sobre a matéria em causa - os fogos - e, então, o anjo rebelde decidiu sentar-se, lá no rochedo, e ver no que isto ia dar: muita bazófia, falta de coordenação, o deixa andar que o tempo resolve tudo… Mas, também viu muita solidariedade, gente muito inteligente e sábia, gente empreendedora que arregaça as mangas e deita mãos à obra e, às tantas, pensou, muito furioso: esta gentinha não aprendeu nada e, vai daí, desce para a margem norte do rio Tejo e, novamente, aproveita-se de um bando de inconscientes que tendo ouvido dizer que a chuva, finalmente, vinha a caminho, desataram a fazer queimadas para que os verdes rebentos viessem mais depressa, às primeiras pingas de água, e o seu gado beneficiasse do pasto; e, ainda, com uns e outros, filhos do dito, à solta, que iam ateando o lume, o malévolo, volta a soprar, agora com mais raiva do que antes, soprou e fez sair o lume pela boca e pelas ventas varrendo todo o Norte deste pequeno torrão lusitano, tendo mesmo chegado à Galiza e tudo arrasou: homens, mulheres, crianças, casas, animais e tudo o que era verde, tudo, tudo isto sob um turbilhão de nuvens de fogo que evoluíam a uma velocidade incontrolável e indescritível; de tal forma esta realidade era dantesca que os animais morreram de pé e o vidro derreteu (o ponto de fusão do vidro é de 1500 a 1600 graus Celsius). E, tudo, o capeta transformou em cinzas. Ficámos com um país a preto e branco.
Será que depois da casa ardida, desta vez aprendemos alguma coisa? E, será que é agora que de uma vez por todas, pomos trancas às portas, deixando o apregoado maligno ir-se embora para assim podermos ter algum descanso? Será? Vamos ver.
Mas, à cautela, vamos pôr a barba de molho, um corno do lado de fora da porta e uma cruz do lado de dentro e vamos pedir a Deus que nos ajude e nos livre do demónio, porque aos cá de baixo, olhem… É isto.

E já agora, que anda toda a gente numa discussão filosófica muito interessante, de ver quem é que tem de pedir mais desculpas, pergunta-se:
- Todos achamos que o Estado falhou, verdade? Muito bem!
- Quem é o Chefe do Estado? O Presidente da República. Muito bem!
O Chefe do Estado pediu desculpa. Muito bem. E anda pelo país a confortar as pessoas e a ouvi-las. Muito bem.

O Primeiro-Ministro foi para Bruxelas pedir a Solidariedade da Europa para nos ajudar a recuperar da catástrofe. Muito bem. Que assim continue a trabalhar, para nos tirar desta situação catastrófica e claustrofóbica em que estamos metidos, por nossa culpa e a de todos os governos que é suposto nos terem Governado até este momento. Verdade?
Imagem da Internet

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

PORTUGAL CHORA!

Foto retirada da net
Chora todos os que tombaram pelo fogo que tudo varreu.

Chora por um Estado que não consegue assegurar a vida dos seus constituintes (os que formam este mesmo estado) que tem obrigação de defender – é esta a primeira das suas responsabilidades –; chora por ver os seus políticos e alguma comunicação social a entreterem-se a brincar com joguinhos de diversão política do tipo “o gato e o rato”, em cima desta tragédia que nos enluta.

Honra ao Chefe do Estado que nos representa com humanismo, sabedoria e sentido de estado.

É nestes momentos que os grandes Homens se elevam (lembremo-nos o que fez Marquês de Pombal).

Mais uma vez, os Portugueses, como sempre o fizeram nas agruras da vida coletiva, erguer-se-ão (desta vez das cinzas) e vencerão.

Viva Portugal e os portugueses.  

terça-feira, 26 de setembro de 2017

É TEMPO DE ELEIÇÕES

Imagem: Internet
AUTÁRQUICAS 2017
Estamos em tempo de discutir as políticas das autarquias!
Este é o tempo de se avaliar o que foi feito nos mandatos anteriores e de se discutir os projetos que os candidatos apresentam aos eleitores.
É, pois, natural e expectável que os, muitíssimos, candidatos das forças políticas e dos movimentos de cidadãos, se apresentem e discutam, uns com os outros e com os soberanos (o povo), as ideias e os projetos que (depois de retocados com as propostas que recolhem da campanha), tencionam levar a efeito durante o seus mandatos. É para isto que servem as campanhas, ou não é?
Porém, sempre que presto atenção ao que a pantalha diz, particularmente na hora dos noticiários, hora em que é suposto os profissionais da comunicação social informarem-nos  (com verdade, rigor, isenção e, já agora, a inteligência que é suposto estes doutos terem), o que é que vemos:
As forças políticas a discutirem, folclore à parte, política nacional: o OE, os aumentos, os exageros, os casos (alguns inventados, outros que o acaso põe na ordem do dia), e assim vai a campanha!
Pergunta-se: Será que os senhores jornalistas, como intermediários entre os políticos e o povo, não serão capazes de recentrarem a questão para o que é fundamental, opondo-se à espuma dos dias, e obrigando a que os políticos falem de políticas autárquicas?
Ou teremos de concluir que não há política local?
Pensamos que há. E há assuntos com interesse e prementes a discutir sobre as cidades, vilas, aldeias e lugares; o IMI e outros impostos e taxas autárquicas, o preço da água e do saneamento (onde o há e onde  não o há), as estradas camarárias e os caminhos rurais, os transportes (onde os há e onde  não os há), a limpeza, o apoio aos sem-abrigo, isto para só referir alguns temas que pensamos que interessam aos munícipes.
Então, então, o que é que andamos a fazer? É o tempo e a hora de agirmos. Não nos instalemos no cómodo lugar do que " isso é lá com eles" e depois passarmos o tempo a queixarmo-nos dos políticos.
É tempo de arregaçarmos as mangas, afiarmos as línguas (não as viperinas) e falar e lutar pelos nossos interesses locais.
E, já agora, porque no próximo domingo, dia 1 de outubro, é dia de irmos às urnas, não nos deixemos ficar em casa e vamos lá VOTAR. É isto que distingue um povo com maturidade política de um outro que não sabe o que isso é, por estarem sujeitos a ditadores.


segunda-feira, 11 de setembro de 2017

INCÊNDIOS

Imagem: Internet
Agora que a época dos fogos está a chegar ao fim, analise-se e discutamos tudo, agora sim.
Já muito foi dito sobre os incêndios que todos os anos queimam o nosso país, deixando-nos mais pobres. Mas, há sempre um novo ângulo pelo qual se pode dissertar (embora nos tempos que correm “piar” seja o verbo mais em voga, eu, como não sou conservador, digamos antes que, por razões de estilo, mantenho o verbo dissertar) sobre o assunto.
Aqui, proponho-me fazê-lo do ponto de vista - Segurança e Proteção Civil - a que cada um de nós tem direito enquanto cidadãos deste país - Portugal -, que tanto amamos: a nossa segurança física e a dos nossos bens e pertences.
É condição, para nos sentirmos seguros, termos a proteção destes bens. É um direito absoluto. Ora, aqui chegados pergunta-se: e a quem incumbe o dever de segurança e proteção? Em primeiro lugar, a cada um de nós individualmente e, logo a seguir, ao Estado.
Mas, o que observamos é que quer uns, quer outros, temos andado um pouco afastados destes deveres. Os cidadãos porque uns não limpam a carga energética das suas florestas (...), outros porque vão pegando fogos a torto e a direito e, o Estado por não ser capaz de pôr cobro a estas situações, prendendo e castigando severamente os incendiários (ou guardando-os se for o caso, para não reincidirem, durante o tempo mais quente do ano), e por não apagar os fogos com eficiência.
Quero, antes de continuar, louvar o esforço dos bombeiros que tão  abnegadamente se têm dedicado com afinco e dando o melhor de si, algumas vezes, infelizmente, até a sua vida, para nos salvarem e salvarem os nossos bens. A Eles o nosso reconhecimento e louvores que nunca serão de mais por tanta generosidade.
Temos no entanto que reconhecer que o país carece de uma força de intervenção altamente especializada, fisicamente bem preparada, e com os meios adequados para combater esta catástrofe que, com a regularidade cíclica do estio, nos afeta todos os anos e muitíssimo. Penso que serão necessários dois batalhões de homens e mulheres, um a Sul e outro a Norte, inseridos no exército, ou na GNR, mas parece-me que as Forças Armadas, por terem as outras duas valências, aviação e marinha, estarão mais bem posicionadas para absorver esta Força Especial, que possa estar pronta 24 horas por dia, 365/6 dias por ano, bem treinados e com disponibilidade total para poderem responder a esta e outras calamidades, prontamente, sem excitações e obedecendo de imediato ao Comandante; e, a esta Força, devem juntar-se a Força Aérea com os aviões de combate a incêndios (deixando, assim, de ser necessário contratar as empresas dedicadas a este negócio); a Marinha para as situações de cheias e em outras ações como foi visível agora; o famigerado SIRESP, para se acabar de vez com esta situação anacrónica de este sistema nunca estar operacional em situações de catástrofe; os Bombeiros voluntários, que não devem ser dispensados (de modo nenhum como é evidente), sempre que forem chamados a integrar esta Força, devem fazê-lo e submeterem- se ao respetivo Comando da Força Especial.
A esta hora, quem está a ler este artigo de opinião, interrogar-se-á: quem é este tipo para estar a opinar desta maneira? E sabe que mais, tem toda a razão! Não sou ninguém. Apenas um cidadão atento e, com alguma dificuldade, reconheço, pensante; que depois de ler o que a Unidade Militar de Emergência fez e disse acerca das nossas forças em presença no combate aos fogos, me obriga a ter o desplante de intervir, civicamente, nesta matéria, com vista a minimizar, para o futuro, este desastre: um  rombo nas finanças públicas, que, afinal de contas, são de todos nós.
Não esgoto com estas medidas a carência do que há, no domínio dos incêndios, por fazer, tal como: o cadastro do território, o emparcelamento, a ordenação florestal, o banco de terras, o aproveitamento da carga energética das florestas (biomassa). Mas, tudo isso já está discutido e escrito, pelo que me dispenso de o fazer. Não, sem contudo, antes, deixar aqui algumas notas: este nosso sistema de combate aos incêndios já deu o que tinha a dar, está demonstrado, temos que ser realistas. E quando assim é, diz o senso comum, ser bom parar para pensar. Julgo que com um pouco de humildade, devemos reconhecer a evidência e, para não irmos mais longe, olhar com olhos de ver, aqui, para os 'nossos irmãos', e aprendermos com eles, já que, o sistema deles resulta melhor do que o nosso! E, olhem, que não nos caem os parentes na lama por isso. É sempre tempo de aprender, cum raio.
Pergunto-me se, no meio de tantas ignições, não houve mão terrorista?
E, se a forma como a Comunicação Social, com toda a liberdade e o dever que tem de informar (com verdade e rigor), e, no caso, em particular, as várias estações de televisão pela força das imagens que difundiram, o fizeram da melhor maneira? A mim, pareceu-me que não. Não é com a repetição sucessiva e massiva, que se informa. Parece-me, até, que esta atitude pode induzir nos pirómanos a vontade de atearem mais fogos. Uma discussão que a Psiquiatria pode fazer, para, a todos, nos esclarecer.
Por último, vi as pessoas, quando os fogos rodearam as suas casas molharem-nas, bem como aos espaços envolventes, o que me pareceu bem; mas, sempre que via isto, pensava se não seria mais eficaz colocar (antes dos incêndios) nas cumeeiras dos telhados e nas paredes que rodeiam as habitações ou quintais, aspersores?
E com esta dica, por aqui me fico com a certeza de que unidos, com inteligência, e a vontade que não nos deixa quebrar, faremos destas cinzas uma nova floresta, amiga do ambiente e, consequentemente, do homem.



sábado, 2 de setembro de 2017

" Fazenda do café no Uíge ainda faz mexer todos os dias o "velho Dias"

Imagem:Internet
Ao puxar esta "REPORTAGEM
DO DIÁRIO DE NOTICIAS - LUSA de 19 de agosto de 2007" - para este blog, faço-o lembrando-me dos velhos pioneiros d'aquém e d'além mar que, destemidamente, entraram nas matas e desbravando-as fizeram brotar daquelas terras - do Norte de Angola - estas pequenas bagas rubras que valem ouro.
__________________
"Às primeiras horas do dia Joaquim Dias faz-se à estrada, sete quilómetros a pé, a caminho da pequena fazenda de café nos arredores da cidade do Uíge, que possuiu desde a saída dos colonos portugueses de Angola, em 1975, rotina inalterada, mesmo com 85 anos.
Conhecida como "a província" do café em Angola - que no tempo colonial chegou a ser o quarto maior exportador do mundo -, o Uíge conta atualmente com mais de 9.000 pequenos produtores registados, com plantações de alguns hectares, como é o caso da fazenda "Canjongo", do "velho Dias", como é tratado por todos.
"Gosto disto, gosto do meu trabalho. E com esta fazenda tenho alimentado e mantido a minha família estes anos", começa por contar, à conversa com a agência Lusa.
Tudo começou com a saída dos colonos portugueses que faziam a produção de café naqueles terrenos, como atesta a vizinha fazenda Alto Minho que ainda hoje mantém o nome original. Quanto a Joaquim Dias, ao ver a destruição e abandono dos cafeeiros existentes na agora sua fazenda, mexeu-se e conseguiu ficar com os 45 hectares, que ainda hoje são o seu sustento.
"Quando senti isso, com a destruição das plantas e queima para carvão, tive de ir para Luanda, para o ministro da Agricultura, e consegui a minha fazenda", recorda, sobre o ano de 1975, quando passou a cultivar o café.
Hoje são 15 hectares só de café, com 16.500 pés, que lhe garantiram, na colheita deste ano, concluída a 12 de julho, 15 sacos, cada um com entre 70 a 75 quilos. Ainda assim, menos de metade face a 2016, quando chegou aos 42 sacos.
A crise angolana, com a falta de apoios financeiros à produção, e a seca, face à falta de chuva, ajudam a explicar a "confusão na cabeça" que a colheita de 2016 provocou a Joaquim Dias, que ainda assim garante ter os pagamentos aos 10 trabalhadores em dia.
"Foram 28 dias a fazer a colheita com um grupo que veio de fora, para ajudar. Não devo nada", garante.
Vai vender a colheita de 2017 a 200 kwanzas (um euro) cada quilo, sempre para o mesmo comprador, em Luanda, que depois o revende.
"É o suficiente, chega. Mas amanhã pode aparecer alguém a dar mais. É o negócio", brinca Joaquim, que já tenta passar o negócio para o filho mais novo.
"Já registei as coisas em nome dele e tudo, para continuar com isto", diz.
Ainda assim, garante que para já tem força para manter a rotina diária de ir para a fazenda, onde colhe ainda banana, abacaxi e a partir do próximo ano também com as primeiras 1.000 plantas de cacau, para "experimentar".

No entanto, e num país tomado pelo negócio do petróleo, que agora está em crise, o café continua a ser a paixão de Joaquim: "O café tem mais vantagens que o petróleo, não vamos só confiar no petróleo, porque o café é que construiu [tempo colonial] as cidades, Luanda, Uíge e até o Huambo", remata."


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

LAS RAMBLAS

ESPANHA: Foto da Internet
Juntos pelos nossos valores. Não nos renderemos. A resistência faz-se continuando as nossas vidas como antes destes bárbaros ataques terroristas.
Aos nossos irmãos ibéricos em geral e a Barcelona em particular a nossa solidariedade; aos feridos um abraço fraterno e que se restabeleçam rapidamente; às famílias que perderam os seus familiares os nossos sentidos pêsames; e aos que partiram, que as suas almas descansem em paz.


terça-feira, 15 de agosto de 2017

MAIS UMA TRAGÉDIA

MADEIRA - Foto: Internet
Estamos solidários com os madeirenses em geral e em particular com os feridos, votos de rápidas melhoras; e de luto com as famílias atingidas por mais esta brutal tragédia, a vós, os nossos sentidos pêsames e paz aos que partiram.

GUERA AOS DRONES!!!


Foto:Internet
Agora sim, senhores políticos, podem e devem discutir até à exaustão. Está na hora de tomarem medidas a sério se não querem que um dia destes haja uma catástrofe com um avião.
O povo quando vota. fá-lo com a intenção de vos outorgar o poder de o governar (a todo o poder político). Ora, quando há na sociedade pessoas que, consciente e irresponsavelmente, atentam contra a segurança da comunidade, torna-se evidente a necessidade de se tomarem medidas drásticas para pôr cobro a tais desmandos.
Têm acontecido, ultimamente, vários incidentes por causa desses irresponsáveis ; mas, recentemente, ocorreram dois casos, de tal modo graves, que obrigaram duas aeronaves a abortarem a aterragem e uma delas a ter de divergir para o Porto. Tal vai a desfaçatez da brincadeira!
E, já agora, um exemplo radical a quem de direito: o exército, dos EUA, foi autorizado a abater todos os DRONES que estejam a voar em locais proibidos! Por uma vez estou de acordo com o Sr. Presidente! Para grandes males, grandes remédios. De uma coisa estou certo: de incidente a incidente,  o acidente é inevitável. Agir já, para não termos de nos lamentar amanhã.