segunda-feira, 11 de setembro de 2017

INCÊNDIOS

Imagem: Internet
Agora que a época dos fogos está a chegar ao fim, analise-se e discutamos tudo, agora sim.
Já muito foi dito sobre os incêndios que todos os anos queimam o nosso país, deixando-nos mais pobres. Mas, há sempre um novo ângulo pelo qual se pode dissertar (embora nos tempos que correm “piar” seja o verbo mais em voga, eu, como não sou conservador, digamos antes que, por razões de estilo, mantenho o verbo dissertar) sobre o assunto.
Aqui, proponho-me fazê-lo do ponto de vista - Segurança e Proteção Civil - a que cada um de nós tem direito enquanto cidadãos deste país - Portugal -, que tanto amamos: a nossa segurança física e a dos nossos bens e pertences.
É condição, para nos sentirmos seguros, termos a proteção destes bens. É um direito absoluto. Ora, aqui chegados pergunta-se: e a quem incumbe o dever de segurança e proteção? Em primeiro lugar, a cada um de nós individualmente e, logo a seguir, ao Estado.
Mas, o que observamos é que quer uns, quer outros, temos andado um pouco afastados destes deveres. Os cidadãos porque uns não limpam a carga energética das suas florestas (...), outros porque vão pegando fogos a torto e a direito e, o Estado por não ser capaz de pôr cobro a estas situações, prendendo e castigando severamente os incendiários (ou guardando-os se for o caso, para não reincidirem, durante o tempo mais quente do ano), e por não apagar os fogos com eficiência.
Quero, antes de continuar, louvar o esforço dos bombeiros que tão  abnegadamente se têm dedicado com afinco e dando o melhor de si, algumas vezes, infelizmente, até a sua vida, para nos salvarem e salvarem os nossos bens. A Eles o nosso reconhecimento e louvores que nunca serão de mais por tanta generosidade.
Temos no entanto que reconhecer que o país carece de uma força de intervenção altamente especializada, fisicamente bem preparada, e com os meios adequados para combater esta catástrofe que, com a regularidade cíclica do estio, nos afeta todos os anos e muitíssimo. Penso que serão necessários dois batalhões de homens e mulheres, um a Sul e outro a Norte, inseridos no exército, ou na GNR, mas parece-me que as Forças Armadas, por terem as outras duas valências, aviação e marinha, estarão mais bem posicionadas para absorver esta Força Especial, que possa estar pronta 24 horas por dia, 365/6 dias por ano, bem treinados e com disponibilidade total para poderem responder a esta e outras calamidades, prontamente, sem excitações e obedecendo de imediato ao Comandante; e, a esta Força, devem juntar-se a Força Aérea com os aviões de combate a incêndios (deixando, assim, de ser necessário contratar as empresas dedicadas a este negócio); a Marinha para as situações de cheias e em outras ações como foi visível agora; o famigerado SIRESP, para se acabar de vez com esta situação anacrónica de este sistema nunca estar operacional em situações de catástrofe; os Bombeiros voluntários, que não devem ser dispensados (de modo nenhum como é evidente), sempre que forem chamados a integrar esta Força, devem fazê-lo e submeterem- se ao respetivo Comando da Força Especial.
A esta hora, quem está a ler este artigo de opinião, interrogar-se-á: quem é este tipo para estar a opinar desta maneira? E sabe que mais, tem toda a razão! Não sou ninguém. Apenas um cidadão atento e, com alguma dificuldade, reconheço, pensante; que depois de ler o que a Unidade Militar de Emergência fez e disse acerca das nossas forças em presença no combate aos fogos, me obriga a ter o desplante de intervir, civicamente, nesta matéria, com vista a minimizar, para o futuro, este desastre: um  rombo nas finanças públicas, que, afinal de contas, são de todos nós.
Não esgoto com estas medidas a carência do que há, no domínio dos incêndios, por fazer, tal como: o cadastro do território, o emparcelamento, a ordenação florestal, o banco de terras, o aproveitamento da carga energética das florestas (biomassa). Mas, tudo isso já está discutido e escrito, pelo que me dispenso de o fazer. Não, sem contudo, antes, deixar aqui algumas notas: este nosso sistema de combate aos incêndios já deu o que tinha a dar, está demonstrado, temos que ser realistas. E quando assim é, diz o senso comum, ser bom parar para pensar. Julgo que com um pouco de humildade, devemos reconhecer a evidência e, para não irmos mais longe, olhar com olhos de ver, aqui, para os 'nossos irmãos', e aprendermos com eles, já que, o sistema deles resulta melhor do que o nosso! E, olhem, que não nos caem os parentes na lama por isso. É sempre tempo de aprender, cum raio.
Pergunto-me se, no meio de tantas ignições, não houve mão terrorista?
E, se a forma como a Comunicação Social, com toda a liberdade e o dever que tem de informar (com verdade e rigor), e, no caso, em particular, as várias estações de televisão pela força das imagens que difundiram, o fizeram da melhor maneira? A mim, pareceu-me que não. Não é com a repetição sucessiva e massiva, que se informa. Parece-me, até, que esta atitude pode induzir nos pirómanos a vontade de atearem mais fogos. Uma discussão que a Psiquiatria pode fazer, para, a todos, nos esclarecer.
Por último, vi as pessoas, quando os fogos rodearam as suas casas molharem-nas, bem como aos espaços envolventes, o que me pareceu bem; mas, sempre que via isto, pensava se não seria mais eficaz colocar (antes dos incêndios) nas cumeeiras dos telhados e nas paredes que rodeiam as habitações ou quintais, aspersores?
E com esta dica, por aqui me fico com a certeza de que unidos, com inteligência, e a vontade que não nos deixa quebrar, faremos destas cinzas uma nova floresta, amiga do ambiente e, consequentemente, do homem.



sábado, 2 de setembro de 2017

" Fazenda do café no Uíge ainda faz mexer todos os dias o "velho Dias"

Imagem:Internet
Ao puxar esta "REPORTAGEM
DO DIÁRIO DE NOTICIAS - LUSA de 19 de agosto de 2007" - para este blog, faço-o lembrando-me dos velhos pioneiros d'aquém e d'além mar que, destemidamente, entraram nas matas e desbravando-as fizeram brotar daquelas terras - do Norte de Angola - estas pequenas bagas rubras que valem ouro.
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"Às primeiras horas do dia Joaquim Dias faz-se à estrada, sete quilómetros a pé, a caminho da pequena fazenda de café nos arredores da cidade do Uíge, que possuiu desde a saída dos colonos portugueses de Angola, em 1975, rotina inalterada, mesmo com 85 anos.
Conhecida como "a província" do café em Angola - que no tempo colonial chegou a ser o quarto maior exportador do mundo -, o Uíge conta atualmente com mais de 9.000 pequenos produtores registados, com plantações de alguns hectares, como é o caso da fazenda "Canjongo", do "velho Dias", como é tratado por todos.
"Gosto disto, gosto do meu trabalho. E com esta fazenda tenho alimentado e mantido a minha família estes anos", começa por contar, à conversa com a agência Lusa.
Tudo começou com a saída dos colonos portugueses que faziam a produção de café naqueles terrenos, como atesta a vizinha fazenda Alto Minho que ainda hoje mantém o nome original. Quanto a Joaquim Dias, ao ver a destruição e abandono dos cafeeiros existentes na agora sua fazenda, mexeu-se e conseguiu ficar com os 45 hectares, que ainda hoje são o seu sustento.
"Quando senti isso, com a destruição das plantas e queima para carvão, tive de ir para Luanda, para o ministro da Agricultura, e consegui a minha fazenda", recorda, sobre o ano de 1975, quando passou a cultivar o café.
Hoje são 15 hectares só de café, com 16.500 pés, que lhe garantiram, na colheita deste ano, concluída a 12 de julho, 15 sacos, cada um com entre 70 a 75 quilos. Ainda assim, menos de metade face a 2016, quando chegou aos 42 sacos.
A crise angolana, com a falta de apoios financeiros à produção, e a seca, face à falta de chuva, ajudam a explicar a "confusão na cabeça" que a colheita de 2016 provocou a Joaquim Dias, que ainda assim garante ter os pagamentos aos 10 trabalhadores em dia.
"Foram 28 dias a fazer a colheita com um grupo que veio de fora, para ajudar. Não devo nada", garante.
Vai vender a colheita de 2017 a 200 kwanzas (um euro) cada quilo, sempre para o mesmo comprador, em Luanda, que depois o revende.
"É o suficiente, chega. Mas amanhã pode aparecer alguém a dar mais. É o negócio", brinca Joaquim, que já tenta passar o negócio para o filho mais novo.
"Já registei as coisas em nome dele e tudo, para continuar com isto", diz.
Ainda assim, garante que para já tem força para manter a rotina diária de ir para a fazenda, onde colhe ainda banana, abacaxi e a partir do próximo ano também com as primeiras 1.000 plantas de cacau, para "experimentar".

No entanto, e num país tomado pelo negócio do petróleo, que agora está em crise, o café continua a ser a paixão de Joaquim: "O café tem mais vantagens que o petróleo, não vamos só confiar no petróleo, porque o café é que construiu [tempo colonial] as cidades, Luanda, Uíge e até o Huambo", remata."


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

LAS RAMBLAS

ESPANHA: Foto da Internet
Juntos pelos nossos valores. Não nos renderemos. A resistência faz-se continuando as nossas vidas como antes destes bárbaros ataques terroristas.
Aos nossos irmãos ibéricos em geral e a Barcelona em particular a nossa solidariedade; aos feridos um abraço fraterno e que se restabeleçam rapidamente; às famílias que perderam os seus familiares os nossos sentidos pêsames; e aos que partiram, que as suas almas descansem em paz.


terça-feira, 15 de agosto de 2017

MAIS UMA TRAGÉDIA

MADEIRA - Foto: Internet
Estamos solidários com os madeirenses em geral e em particular com os feridos, votos de rápidas melhoras; e de luto com as famílias atingidas por mais esta brutal tragédia, a vós, os nossos sentidos pêsames e paz aos que partiram.

GUERA AOS DRONES!!!


Foto:Internet
Agora sim, senhores políticos, podem e devem discutir até à exaustão. Está na hora de tomarem medidas a sério se não querem que um dia destes haja uma catástrofe com um avião.
O povo quando vota. fá-lo com a intenção de vos outorgar o poder de o governar (a todo o poder político). Ora, quando há na sociedade pessoas que, consciente e irresponsavelmente, atentam contra a segurança da comunidade, torna-se evidente a necessidade de se tomarem medidas drásticas para pôr cobro a tais desmandos.
Têm acontecido, ultimamente, vários incidentes por causa desses irresponsáveis ; mas, recentemente, ocorreram dois casos, de tal modo graves, que obrigaram duas aeronaves a abortarem a aterragem e uma delas a ter de divergir para o Porto. Tal vai a desfaçatez da brincadeira!
E, já agora, um exemplo radical a quem de direito: o exército, dos EUA, foi autorizado a abater todos os DRONES que estejam a voar em locais proibidos! Por uma vez estou de acordo com o Sr. Presidente! Para grandes males, grandes remédios. De uma coisa estou certo: de incidente a incidente,  o acidente é inevitável. Agir já, para não termos de nos lamentar amanhã.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

INGLATERRA E A UNIÃO EUROPEIA


Foto retirada da Internet
Sempre foi longo e hesitante o processo de adesão da Inglaterra à então CEE; e para que isso acontecesse (em 1973), foi necessário que este embrião da EU cedesse às muitas exigências do Reino Unido. Isto fez com que a integração europeia marcasse passo durante muito tempo; depois, em 1990, mais um tropeção, a Inglaterra, mais uma vez, hesitante, ficou de fora do tratado de Schengen (só aderiu em 1999).
Mais tarde, e já depois de muitas ameaças, em 2010, O Sr. David Cameron, nas eleições, prometeu fazer um referendo sobre a permanência do Reino de Sua Majestade a Rainha Isabel II, mas não o fez, mentiu, com medo dos danos que uma saída poderia causar ao Reino! E, assim foi, de ameaça em ameaça por parte do Reino Unido e de cedência em cedência da UE, até que um dia, o velho Reino teve de cumprir: convencido – o primeiro-ministro – que o povo diria que não e, nisto, diga-se, foi acompanhado por uma larga faixa do eleitorado jovem que, no dia das eleições, ficou em casa a pensar que os pais resolveriam as coisas por si, porque isto de votar “é coisa de velhos”. Este desinteresse dos jovens pela coisa política é, entre outras, motivada pela superproteção dos pais que lhes proporcionam muito conforto e superabundância, aliada à demagogia dos políticos que tudo prometem sem medirem as consequências para ganharem votos, e fez, no caso inglês, porque deles estamos a falar, esta coisa absurda que foi o BREXIT. Afinal, a tal grande faixa de jovens não queria nem quer e disso deu testemunho nas manifestações que se seguiram e à recente votação e que em larga escala votaram, agora, no Partido Trabalhista, ou como alguns preferem dizer no Sr. Jeremy Corbyn; um pouco atrasados, é verdade, mas nunca é tarde para se emendar um erro.
Tudo isto acontece a um povo que julga de si, ser o mais sensato, inteligente e, consequentemente, superior aos restantes povos.
Mas a verdade é esta Sr.ª May: quem tudo quer, tudo perde, diz o povo cá do meu burgo!
E olhe, cá para mim, que pertenço ao submundo dos do Sul, tenho como certo que Vossas Mercês, ainda voltarão para o concerto da EU. É tudo uma questão de tempo. E quando isso acontecer, recebê-los-emos, nós europeus, de braços abertos e faremos uma festa de grande regozijo.

Um abraço e até breve queridos ilhéus 

domingo, 30 de julho de 2017

É DE GUERRA QUE FALAMOS!


ANTES DE LER A MENSAGEM, ATENTE BEM NESTAS IMAGENS

Foto da Internet

   
Há dias, ao abrir a caixa de correio eletrónico, fiquei chocado com esta foto que a minha amiga Maria de Fátima Consciência me mandou. Mas, quando li a mensagem, fiquei duplamente chocado: por não conhecer a imagem e por não saber que isto tinha acontecido.

"Esquecemos de pressa

Não, não são africanos tentando entrar na Europa... 

São Europeus tentando chegar ao norte de África durante a segunda guerra mundial..."

Decidi publicá-la, aqui, para que os como eu não saibam, fiquem a saber; e para aqueles que tantas vezes abrem a boca para dizerem asneiras; e, pior ainda, para que os que tomam medidas abjetas, xenófobas, e racistas, meditem no que, a eles, e a nós, nos pode acontecer de um dia para o outro.

Nota: ao pesquisar dei com o Boatos.org e, lá, vi que a mensagem associada às fotos é falsa.
Pensei de imediato retirar o post. Mas depois de ponderar um pouco, decidi não o fazer. Na verdade, as fotos mostram-nos Albaneses desesperados a fugirem no dia 7 de agosto de 1991. Mas de facto podia tratar-se de europeus, chineses, americanos ou ingleses... Em qualquer dos  casos devemos  ficar chocados, meditar e, por isso, o post mantem-se.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

TANCOS


Foto: Internet
Fiz o Serviço Militar Obrigatório de 1972 a 1975 e, nesse tempo, a guarda dos Quartéis e consequentemente dos PAIÓIS era feita pelos militares, homens que, in loco e por via da escala de serviço, faziam a guarda – sentinelas – às zonas mais sensíveis das respetivas Unidades Militares.
Não havia, naquele tempo, as tecnologias que hoje existem e que, por existirem, devem ser postas ao serviço dos homens e das Instituições para lhes dar um upgrade a fim de os ajudar a melhorar o desempenho das funções que, a cada um, incumbem.
Da experiência que adquiri do tempo em que fui militar, não vejo como é que alguém que não seja militar possa fazer a guarda dos Quarteis, paióis, enfim, o que se queira e que, às Forças Armadas diga respeito.
Voltando a socorrer-me das aquisições que fiz na altura em que servi a pátria na guerra colonial, sei que a escala de serviço era feita na Secretaria das Unidades Militares, pelos Amanuenses, chefiados, a maior parte das vezes, por Sargentos; este documento só entrava em vigor depois de sair na Ordem de Serviço e que era assinado pelos Comandantes das respetivas Unidades Militares. Isto é tão básico que, como ilustração, atrevo-me a contar-vos que quando dormia (no Quartel) o fazia sempre com a arma (que me fora distribuída) à cabeceira da cama e quando saía em operações, quando dormia, estava abraçado a ela e, mais, quando tinha que satisfazer as necessidades fisiológicas a pousava nos joelhos, mas sempre agarrado a ela e com o dedo na guarda do gatilho (falo da velhinha G3, claro está).
Ora, de acordo com o que atrás ficou exposto, a haver responsabilidades por eventuais falhas de segurança, elas são inevitavelmente assacadas aos Senhores Comandantes e eventualmente ao Oficial e Sargento da Guarda ou ao soldado do posto de vigia, se este não estiver lá ou estiver a dormir.
Assim, não vejo como é que o Sr. Chefe do Estado-maior do Exército ou o Sr. Ministro tenham que ser os responsáveis de uma falha, grave, desta natureza, que denota incúria e laxismo.
Só a politica baixa, fraca e sem nada que dizer, pode alvitrar a demissão destas pessoas.
São os Militares, e só eles, que têm de assegurar a guarda do material que o país lhes entrega, pois são eles a quem os portugueses incumbem a orgulhosa missão de assegurarem a defesa, em última instância, da Nação. Tenham mais brio, trabalhem e não se escudem com a falta de dinheiro; isso é uma afronta às muitas famílias, com filhos, que têm de viver com 500€ por mês.
 Tiro o meu chapéu ao Senhor General, Chefe do Estado-maior do Exército, que, sem tibiezas, com frontalidade e fazendo jus à ética Militar, soube, contra muitos, assumir a responsabilidade da falha gravíssima em que caíram aqueles Militares.

Outra coisa, senhor ministro, é a perceção. A perceção de que alguma coisa vai mal nas fileiras das Forças Armadas!
Quando as Forças Armadas andam na Comunicação Social, não é bom: elas devem ser eficientes, eficazes e discretas. Mas quando se fala das Forças Armadas pelas piores razões é muito mau. E de há uns tempos a esta parte, são já sucessivos os casos maus, muito maus e péssimos que trazem à baila as Forças Armadas: é o caso da alegada homofobia nos Pupilos do Exército, o caso da terrível morte dos Instruendos dos Comandos, o caso da alegada corrupção na Força Aérea e por último o caso de Tancos.
São muitos casos. Sintoma de que algo vai mal nas Forças Armadas e, aqui, sim, Senhor Ministro e senhores políticos, devem pôr-se em alerta, fazerem uma análise profunda e aprofundada, sem estridência e sem histerismos desnecessários e tomarem as medidas que se impõem porque o caso antevê-se gravíssimo. E sem querer ser profeta, Senhor Primeiro-Ministro e Senhor Presidente da República, Excelências, com o mais elevado respeito, se nada for feito, um dia destes a República vem abaixo e com estrondo.
PS: Também não entendo, por incapacidade minha, certamente, que, no caso de Tancos, haja uma autoridade (MP) que, alegadamente, tenha sido alertada para esta situação e não tenha alertado quem de direito para este facto!
Será que esta autoridade assumiu, ela, a guarda do local? Tendo para o efeito colocado homens especializados no terreno para apanhar os ladrões, fossem eles quais fossem e por isso manteve o segredo (o tal segredo de justiça que alegadamente tantas vezes é publicitado…)? Se assim foi, outro buraco se abre a merecer a atenção do Legislador, ou não será assim?



terça-feira, 11 de julho de 2017

EM AVEIRO FOI ASSIM

Atrasado, mas é com muito prazer que aqui estou a dar conta de mais um dia bem passado na companhia dos camaradas e famílias presentes em mais este convívio. É de realçar que todos os anos aparecem mais senhoras, o que é muito bom, sinal de que são bem recebidas, muito obrigado pela gentileza.
É sempre com emoção e muita alegria que nos revemos. A partilha de recordações e o bate papo de tantas coisas que nos aconteceram durante um ano é muito reconfortante.
AVEIRO sempre bela
Agradecer à Comissão Organizadora: Matos, Alexandrino e Neves, pela forma amistosa e diligente como nos receberam, muito obrigado.
Como sempre acontece, ficou já marcado o dia do próximo encontro - 30 de JUNHO de 2018 - o Manarte, será o nosso anfitrião e receber-nos-á em Vila Nova de Foz Côa, linda terra do Alto Douro Vinhateiro e Região classificada pela UNESCO como Património da Humanidade.
Oportunamente serão dadas mais informações.

Velhotes, mas muito fresquinhos ainda!  (2017)

domingo, 18 de junho de 2017

TRAGÉDIA EM PEDRÓGÃO GRANDE

 
O que um raio pode fazer!
Foto: Internet


Perante a dimensão de tal tragédia, o país fica de luto!
A nossa solidariedade, sentida, para com os familiares e rápidas melhoras aos acamados.
Um abraço fraterno a todos os que trabalham para porem fim a esta situação dificílima, muito obrigado pelo vosso esforço e a vossa abnegação.                                          
Foto: Internet




AOS QUE TOMBARAM,
 PAZ ÀS SUAS ALMAS.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

NOTÍCIAS DO SONGO


A RECUPERAÇÃO PELO TRABALHO

Ao que leio na ANGOP a “unidade penitenciária militar do Songo” põe “os reclusos a produzir mandioca, banana, abacaxis, milho, feijão, palmeiras, hortícolas…” e, ainda, desenvolvem competências na “aquicultura.”; os produtos obtidos pelo trabalho destas pessoas são para consumo no “Comando da Região Militar Norte” onde se integra também o “Hospital Militar”.
Com este trabalho, estou certo, estas pessoas que um dia atentaram contra o bem-estar de terceiros, facilmente conseguirão inserir-se na sociedade, deixando para trás a vida de delinquentes. Considero que não há nada pior para a recuperação de uma pessoa do que o ócio (não o ócio de férias/descanso que esse só faz bem, refiro-me ao ócio permanente ou de longa duração). Estão pois de parabéns, mais uma vez, os songuenses.



quinta-feira, 1 de junho de 2017

O RELÓGIO!!!


Foto:Internet
Não consigo entender o porquê de tanto ruído à volta de um “pobre” rapaz que se esfalfa a estudar e que por ter receio de chegar atrasado às aulas, alegadamente, comprou um relógio (cuja imagem se reproduz), e que o fez, graças ao seu apuradíssimo sentido de poupança, com as paupérrimas reservas da sua magra mesada.
 – Ah, mas o relógio tem isto e mais aquilo, ele (o pobrezinho do rapaz), podia assim e mais assado… 
– Claro que sim, vossas excelências têm toda a razão. Mas não é que o “pobre” do menino é d’olhão! Sim, tem um olho grande, só olha para o que é bom – o malandreco; pois se havia tantos relógios à escolha, o magano do garoto, inteligente, fez-se àquele. Os "ricos" não faziam assim, não. Esses deitavam a mão a uns… digamos assim, mais fraquinhos, afinal de contas este só custou, alegadamente, a módica quantia de €500.000,00, não é verdade? Mas este rapazola aprendeu e muito bem com o papá! Pois, não é burro, não senhor.
E nós,  falamos, falamos porque estamos ruidinhos..., não é mesmo?

Ó gentes do nosso Mundo, abram a pestana.e

terça-feira, 11 de abril de 2017

25 DE ABRIL DE 1974

Foto: 25 de Abril 1974 - Internet
Quando me preparava para escrever sobre o 25 de Abril – neste blogue – lembrei-me de que talvez não fosse má ideia ir vasculhar a história e, para isso, nada melhor do que o fazer na Universidade de Coimbra/ Centro de Documentação 25 de Abril © 2012
Ah! Sim, estarão alguns a interrogar-se, porquê vasculhar a história, se és um kota e viveste os acontecimentos?
Porque, ao fim de 43 anos, alguns de nós já esquecemos e outros ainda não sabem o que aconteceu aos nossos países com o advento desta data que marcou, indelevelmente, as nossas vidas para o futuro; para uns a Democracia, para outros a Independência, não é coisa pouca. Mas há, ainda, aqueles que sofreram com este processo e que não devem ser esquecidos – os colonos. Para todos nós, aqui fica o relato do que a História registou:

“FIM DO IMPÉRIO
O golpe de Estado do 25 de Abril de 1974, levado a efeito por militares dos três ramos das Forças Armadas, dirigidos pelo MFA, pôs fim a 41 anos de Estado Novo e a 48 anos de ditadura em Portugal. Ao 25 de Abril seguiu-se um período revolucionário que  transformou radicalmente o Estado e a Sociedade. Em apenas dois anos, Portugal sofreu a mais profunda mudança na sua história não só do ponto de vista  do sistema político, mas também nas concepções, estruturas e relações sociais e económicas. As independências dos territórios coloniais, ocorrida entre Outubro de 1974 e Novembro de 75.
  A guerra colonial constituiu a motivação dominante do MFA para conceber e preparar um golpe de estado contra o regime. O golpe de Estado obedeceu a um planeamento muito cuidadoso e a execução de grande eficácia, baseada em princípios militares muito simples (surpresa, coordenação e concentração de forças)
  O sinal utilizado pelos golpistas foi uma canção de José Afonso "Grândola, Vila Morena", transmitida pela rádio Renascença. Estava assim iniciada a revolta.".


… "Quanto a Angola, considerando as previsíveis dificuldades de aproximação dos três movimentos de libertação e a amplitude da comunidade branca angolana, o Presidente da República, e de forma geral os órgãos de soberania portugueses, interrogava-se legitimamente sobre a melhor forma de levar à prática a descolonização. Com efeito, os altos interesses em jogo no território angolano quer do ponto de vista da África do Sul e dos países ocidentais, quer do ponto de vista da União Soviética e dos seus aliados faziam adivinhar o alargamento de um confronto à margem de Portugal. Na  sequência de várias decisões, Spínola encontrou-se com Mobutu na ilha do Sal, em 15 de Setembro, reunião que se revestiu de grande  sigilo, mas cujo objectivo foi a questão de Angola. As iniciativas de Spínola tiveram ainda alguma continuidade quando, em 27 de Setembro, exactamente nas vésperas da sua ruptura com o novo regime, recebeu uma delegação das «forças vivas de angola», a quem apresentou «as linhas gerais do programa de descolonização daquele território», o seu último acto oficial relativo a tal matéria. Três  dias depois, Spínola renunciaria ao cargo.
  Com Costa Gomes na Presidência da República não diminuíram as preocupações com a descolonização e, em especial, com a resolução do caso de Angola.
  O processo de negociações conheceu várias frentes, desenvolvendo-se essencialmente em torno de acções da Presidência da República, do ministro Melo Antunes, do ministro dos negócios estrangeiros e das autoridades portuguesas de Angola. Neste período, uma primeira frente de conversações desenvolveu-se em direcção à FNLA, a partir de Kinshasa, onde esteve presente uma  delegação portuguesa em 11 e 12 de Outubro, prosseguindo estas conversações, alguns dias depois, em Luanda. Ainda durante o mês de Outubro, no interior de Angola, encontraram-se delegações de Portugal e do MPLA, vindo a ser acordado um cessar-fogo.
  Entretanto, várias diligências  ao nível diplomático e político procuraram desbloquear algumas desconfianças mútuas e várias dificuldades práticas, até poder ser anunciado, os últimos dias do ano, uma cimeira dos três movimentos em Mombaça, preparatória de uma plataforma comum perante o Governo português. Efectuada esta nos primeiros dias de 1975, foi possível dar mais um passo em direcção à assinatura de um acordo global, com realização, no Algarve, de uma cimeira dos três movimentos e de Portugal, entre 10 e 15 de Janeiro. Neste último dia foi assinado o Acordo de Alvor, que definia um modelo de transferência de poderes e criava os instrumentos-base do entendimento mútuo e do esforço comum no sentido de Angola se tornar num Estado independente a partir de 11 de Novembro de 1975. Contudo, os interesses brevemente silenciados não tardaram a fazer-se ouvir, desfazendo em migalhas as esperanças de Alvor. Sem que a data da independência tivesse sido posta em causa, o edifício constitucional laboriosamente construído durante as conversações acabou rapidamente por ruir.”.

Contudo, foi com esta proclamação, lida pelo Almirante Leonel Cardoso, Governador de Angola, que, às 12:20 horas, no dia 10 de novembro de 1975, no Palácio do Governador, em Luanda, Portugal entregou Angola aos angolanos na data acordada:

"Portugal nunca pôs, nem poderia pôr, em causa a data histórica de 11 de Novembro, fixada para a independência de Angola, que não lhe compete outorgar, mas simplesmente declarar. Nestes termos, em nome do Presidente da República Portuguesa, proclamo solenemente - com efeitos a partir das 00,00 horas do dia 11 de Novembro de 1975 - a independência de Angola e a sua plena soberania, radicada no Povo Angolano, a quem pertence decidir as formas do seu exercício...". (Excerto transcrito a partir do blogue dos CAVALEIROS DO NORTE/BCAV.8423):



quarta-feira, 8 de março de 2017

ANGOLA E PORTUGAL ANDAM DE CANDEIAS ÀS AVESSAS



De quando em vez, lá sou obrigado (por razões da agenda do que se diz) a sair do meu terreno de conforto e a entrar na política superficial.

Desta feita porque as autoridades angolanas e portuguesas andam de novo de candeias às avessas. Mas, isto, por princípio, não é grave; é um pouco como quando dois irmãos se zangam e um faz queixa aos pais, e estes querem saber das razões para avaliarem da gravidade da zanga: se é daquelas quezílias que passado algum tempo passam e tudo volta ao normal, ou se é alguma coisa mais séria e a necessitar de alguns reparos para as coisas se comporem e tudo voltar à normalidade.
Ora, importa dizer que (segundo o Jornal de Angola), a queixa, desta vez, tem a ver com a divulgação pela comunicação social de um caso em que, supostamente, o Ministério Público português acusa um membro do governo de Angola de corrupção.
Quanto a isto, e a ser verdade o que li na comunicação social, estou absolutamente de acordo com esta queixa e subscrevo-a por baixo. Não é admissível que casos desta natureza sejam dados a conhecer pelos órgãos de comunicação social, antes de os interessados, deles, tomarem conhecimento pelas vias oficiais.
Este é, aliás, um problema com que o nosso país (Portugal) se defronta. É absolutamente necessário que nós (o legislador – Assembleia da República) o resolvamos com coragem e sem subterfúgios, sob pena de, a prazo, a nossa Democracia vir a ter problemas.
Já quanto ao suposto “conteúdo” é outra coisa. Importa dizer que Portugal é uma República Democrática de corpo inteiro. E sem termos a pretensão de darmos conselhos de democracia a ninguém, reafirmamos que a nossa Democracia contêm vários Órgãos de Soberania e que estes são independentes e não interferem uns com os outros. E isto está, aliás, na base do funcionamento da nossa Democracia. Assim é, e assim queremos que continue a ser.
Mas isto não obsta a que não possamos ou até mesmo devamos melhorar, aqui e ali, o funcionamento desta ou daquela situação, como, por exemplo, as supostas fugas de informação que se verificam amiudadamente no nosso sistema de justiça.
Termino como comecei, com bom senso e vontade de se preservar os superiores interesses dos nossos povos. Estas escaramuças não contêm, em si, nada de substancial que possa pôr em causa a relação amistosa destes dois irmãos.



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

UÍGE DE LUTO


Foto da net

A tragédia abateu-se sobre o povo do Uíge.
Às famílias enlutadas e aos uigenses em geral, os nossos pêsames e a nossa solidariedade.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

PUTOS SEM PAIS


As crianças são como as flores,
têm que ser cuidadas



“...  Os meus pais morreram quando eu tinha quatro anos, o meu pai na guerra civil contra a UNITA e a minha mãe, logo a seguir, de doença. Os meus irmãos desapareceram e eu fiquei sozinho no Cazenga (o meu bairro). Um dia ouvi os vizinhos dizerem que a polícia vinha buscar-me para um orfanato! Não sabia o que queria dizer essa palavra e pensei que me iam prender. Aterrorizado, fugi e acabei num outro bairro. Mais tarde, soube que era o Prenda. Extenuado, adormeci debaixo de um alpendre de uma casa. A dona acordou-me ao outro dia, de manhã bem cedinho, e perguntou-me:

– O que fazes aqui, rapaz?

– Acordei estremunhado, mas com a insistência da senhora, contei-lhe o que me tinha acontecido e a senhora generosamente acolheu-me. Acabei a engraxar sapatos no aeroporto até que um dia a mãezinha, assim passei a chamar a senhora, disse-me que tinha que ir para a escola para aprender a ler e a escrever, para ser um homem! E, quando fiz sete anos, pegou-me na mão e levou-me à escola para me inscrever. Como não tinha documentos e só sabia que me chamava Ambrósio, não pude ser inscrito! Ficou combinado que quando levasse os papéis me fariam a inscrição. Não sei como, mas uns dias depois, a mãezinha já tinha o meu Registo e disse-me que o meu nome era: Ambrósio da Silva Prenda! Voltou a levar-me à escola e, desta vez, a matrícula consumou-se.”.

O táxi já havia parado à porta do hotel, mas Ambrósio continuou a narrar a sua história de vida ao cliente.

 Passei a ir à escola de manhã e à tarde ia engraxar sapatos, o pouco dinheiro que conseguia entregava-o à mãezinha, ela era já muito velhinha e tinha grande dificuldade em andar. Fiz a sexta classe. Nessa altura, a mãezinha já estava muito doente e eu pensei que tinha de mudar de vida, necessitava de ganhar mais dinheiro para a comida e para os medicamentos da mãezinha e, assim, acabei a lavar carros! Aos quinze anos a mãezinha morreu.
Como os seus três filhos haviam morrido na guerra, fiquei com a casa e a viver sozinho. Com tanto lidar com carros, acabei por acalentar a vontade de aprender a conduzir; fui guardando algum dinheiro e quando fiz dezoito anos tinha o necessário para tirar a carta de condução. Depois, fui pedindo às pessoas que lá punham os carros, a lavar, se me davam emprego como motorista, até que, um dia, um senhor dono de um táxi me convidou para trabalhar com ele e a partir daí nunca mais fiz outra coisa, isto é, ainda consegui concluir o nono ano...”.

Esta é uma história de vida que acaba bem. Mas, a verdade é que a esmagadora maioria das crianças de ninguém, não acaba assim.

Há uma horda imensa de crianças que vagueia, sobretudo, pelas cidades à procura de sustento, sem ninguém que lhes dê teto, colo, carinho, alimento, que lhes transmita os valores da humanidade, que os leve à escola, que lhes trate um arranhão ou, simplesmente lhes dê um beijo. E, por não terem ninguém, nem direito ao registo civil têm. Vivem em pequenos grupos, procurando trabalhos que lhes renda algum dinheiro para comerem uma refeição, por eles cozinhada e, não poucas vezes, os adultos que lhes encomendam as tarefas, no fim do trabalho feito, não lhes pagam e ainda os escorraçam. Assim vivem estas crianças. Escorraçadas por todos e até pela polícia que os devia proteger; atiradas para as periferias onde, para se abrigarem do frio da noite, improvisam um teto com sacos de plástico cheio de furos e onde, inúmeras vezes, os mais novos são violados pelos mais velhos.

O que serão estas crianças quando crescerem?

Não sendo adivinho, e salvo um milagre que acontecerá em raríssimas exceções, a uma ou outra criança, isto para ser otimista, vão ser bandidos sem escrúpulos que matarão, roubarão, violarão e por aí adiante.

Depois vêm as autoridades e prendem-nos  (quando não os matam) e, agora sim, já têm instituições para os acolher. Metem-nos em prisões, na maior parte das vezes, com um número excessivo de pessoas, muitas mais do que as vagas para que esses lugares foram planeadas.
Penso que os governos, quando fazem os orçamentos de estado, deviam fazer estimativas do número de pessoas que em cada ano poderão vir a encontrar-se nestas condições, e orçamentarem as verbas necessárias para responderem humanamente a estas situações. Ao não o fazerem, criam as condições para esta calamidade que está a invadir as cidades: os extremismos e outras coisas terminadas em ismos por esse Mundo.
       
Dir-me-ão que sou pessimista, porque o mundo não é todo assim. Pois, felizmente que não é. Mas a verdade é que o mundo está cheio destas crianças e urge alterar este estado de coisas, se queremos sonhar com um mundo melhor amanhã. E queremo-lo certamente.

O cliente do táxi
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Foto: internet
A frase da foto, penso que não é inédita, desconheço o autor

sábado, 7 de janeiro de 2017

SOARES É FIXE!



MÁRIO SOARES

PAZ À SUA MEMÓRIA


AO MAIOR VULTO DA DEMOCRACIA PORTUGUESA,

OBRIGADO


Foto: internete

domingo, 1 de janeiro de 2017

TERRORISMO

O Mundo está nas nossas mãos. Façamos a PAZ.
Esta é a palavra incontornável do ano 2016 e, está aí, para durar.

Há já muitos anos que não ouvia falar tanto de terrorismo como hoje. Estive na guerra colonial em Angola e lá, sim, o terrorismo estava presente em todas as conversas, horas e lugares.
Mas, com vontade e à força, os militares fizeram o 25 de abril e acabaram com a guerra. E, com o fim da guerra, o termo “turra” deu lugar ao guerrilheiro. De então para cá quase deixámos de ouvir falar em terrorismo, só raramente e a propósito de um ou outro avião raptado é que ouvíamos tal palavra.
Hoje, não. O terrorismo é uma realidade global e, tal como no tempo das guerras coloniais, está presente em todas as conversas, horas e lugares. Ainda não chegámos ao ponto de termos a perceção permanente de que o inimigo está a olhar para nós aqui, ali, mais à frente ou acolá. Mas já não falta muito!
Vejamos: a guerra de guerrilha é um tipo de guerra, não convencional, que tem como características principais a grande mobilidade dos seus membros que se misturam com as populações – vivem no meio delas – e dissimulam-se facilmente; uma só pessoa ou pequenos grupos de homens (hoje em dia até crianças são usadas neste tipo de ações), pior ou melhor armados, conseguem combater grandes exércitos com muitos meios militares e rios de dinheiro. As grandes cidades, ocidentais – hoje em dia – são disto um exemplo: polícias e exércitos armados até aos dentes (sendo Paris, para mim, o exemplo mais chocante) e receio bem que isto se reforce e alargue a todo o Mundo se, rapidamente, nada for feito.
Mas, atenção, porque também nos diz a história que a guerra de guerrilha não se vence à força das armas. Só a alteração das políticas e o diálogo podem, na generalidade, pôr cobro a este estado de coisas. Sobram depois os casos mais isolados e pontuais, aí sim, a força resolve-os. Mas também aqui, atenção, é necessário sujar as botas no terreno, não basta atirarem-se bombas do ar, por maior e mais sofisticadas que sejam as esquadras aéreas e as tecnologias.
E para que tudo isto, o que não é pouco, faça sentido e tenha êxito, é igualmente necessário que o outro tipo de terrorismo (que abunda por aí) acabe com a venda de armas aos terroristas e os políticos deixem de fazer discursos hipócritas a acusarem-se mutuamente na ONU, porque se não existirem armas não há guerra.
Termino elogiando o Presidente da Colômbia, Juan Manuel dos Santos (é o melhor exemplo da atualidade do que acima se diz), que ao fim de 50 anos de guerra de guerrilha no seu país e, através do diálogo, acabou com a guerra.
Haja fé e esperança na boa vontade dos homens e o Mundo ‘brevemente’ ver-se-á livre deste flagelo.
Foto: Internet