terça-feira, 8 de agosto de 2017

INGLATERRA E A UNIÃO EUROPEIA


Foto retirada da Internet
Sempre foi longo e hesitante o processo de adesão da Inglaterra à então CEE; e para que isso acontecesse (em 1973), foi necessário que este embrião da EU cedesse às muitas exigências do Reino Unido. Isto fez com que a integração europeia marcasse passo durante muito tempo; depois, em 1990, mais um tropeção, a Inglaterra, mais uma vez, hesitante, ficou de fora do tratado de Schengen (só aderiu em 1999).
Mais tarde, e já depois de muitas ameaças, em 2010, O Sr. David Cameron, nas eleições, prometeu fazer um referendo sobre a permanência do Reino de Sua Majestade a Rainha Isabel II, mas não o fez, mentiu, com medo dos danos que uma saída poderia causar ao Reino! E, assim foi, de ameaça em ameaça por parte do Reino Unido e de cedência em cedência da UE, até que um dia, o velho Reino teve de cumprir: convencido – o primeiro-ministro – que o povo diria que não e, nisto, diga-se, foi acompanhado por uma larga faixa do eleitorado jovem que, no dia das eleições, ficou em casa a pensar que os pais resolveriam as coisas por si, porque isto de votar “é coisa de velhos”. Este desinteresse dos jovens pela coisa política é, entre outras, motivada pela superproteção dos pais que lhes proporcionam muito conforto e superabundância, aliada à demagogia dos políticos que tudo prometem sem medirem as consequências para ganharem votos, e fez, no caso inglês, porque deles estamos a falar, esta coisa absurda que foi o BREXIT. Afinal, a tal grande faixa de jovens não queria nem quer e disso deu testemunho nas manifestações que se seguiram e à recente votação e que em larga escala votaram, agora, no Partido Trabalhista, ou como alguns preferem dizer no Sr. Jeremy Corbyn; um pouco atrasados, é verdade, mas nunca é tarde para se emendar um erro.
Tudo isto acontece a um povo que julga de si, ser o mais sensato, inteligente e, consequentemente, superior aos restantes povos.
Mas a verdade é esta Sr.ª May: quem tudo quer, tudo perde, diz o povo cá do meu burgo!
E olhe, cá para mim, que pertenço ao submundo dos do Sul, tenho como certo que Vossas Mercês, ainda voltarão para o concerto da EU. É tudo uma questão de tempo. E quando isso acontecer, recebê-los-emos, nós europeus, de braços abertos e faremos uma festa de grande regozijo.

Um abraço e até breve queridos ilhéus 

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