domingo, 12 de abril de 2015

Notícias de Lisboa/Songo

A propósito do último post deste blogue, hoje, apetece-me dizer que nem só de austeridade vive um povo: desemprego, cortes nos salários, cortes no Serviço Nacional de Saúde, cortes nas reformas e pensões, cortes na cultura, na educação, cortes nos feriados, aumentos dos transportes, da água, da eletricidade, etc. etc. etc., assim não se constrói um país. Não. Tudo isto é muito mau para uma Nação.
Um povo que através da sua resiliência de trabalho e cultura já leva quase novecentos anos de independência sem se deixar quebrar, por mais forte que seja o jugo – podemos vergar mas não quebramos – e a prova disso é que todos os dias são publicadas obras de todas as áreas do saber e do fazer.
Mas hoje apraz-me, aqui, publicitar a obra de um amigo do Songo, Fernando Paula Vicente, “ANGOLA COLONIZAÇÃO DESCOLONIZAÇÃO”, numa edição do autor e que agora está à venda também nas livrarias da FNAC.
Ainda não li o livro mas vou adquiri-lo rapidamente, como não podia deixar de ser. A capa contém a síntese da obra e independentemente de estar de acordo ou não com o que leio há porém a biografia do pioneiro do Songo: ANTÓNIO CORDEIRO DE OLIVEIRA, “que em 1919 avançou sozinho para o sertão angolano do Reino do Congo onde fundou a povoação do Songo (Uíge), hoje um concelho com 60 mil habitantes, que se veio a tornar compadre do próprio Rei, envolta na História de Portugal e de Angola ao longo do século XX.”.
Só por isto, do meu ponto de vista, vale a pena comprarmos o livro e ficarmos a saber mais um pouco desta terra – Songo – que um dia por esta ou aquela razão também foi a nossa terra.
A. Magalhães


terça-feira, 7 de abril de 2015

Notícias do Uíge

Foto do meu arquivo pessoal - 73/75






“Homem e Cidadania”

Nem só de infraestruturas: estradas, pontes, prédios, água, luz, hospitais etc. se constrói um país, não. Se tudo isto, que é muito importante para o bem-estar das pessoas, não for feito de mãos-dadas com a cultura, o país fica amputado da sua maior riqueza. Está pois de parabéns, também, nesta vertente do desenvolvimento cultural o povo angolano que, assim, enriquece o Mundo - vem isto a propósito do lançamento desta obra "homem e cidadania" do filósofo Artur Pina, que certamente iremos ler com atenção e sentido crítico.
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Uíge: Artur Pina lança livro "homem e cidadania"
Uíge- O filósofo Artur Pina colocou no mercado nesta segunda-feira, na cidade do Uíge, a sua segunda obra intitulada "o homem e a cidadania", com 127 páginas.
O livro de  Artur Pina, diplomado em filosofia em Roma, é científica e tem como finalidade educar o homem para o bem e pode também servir de base filosófica, pedagógica para os estudantes de direito.
Editada pela Mayamba, é um livro para leitores bem iniciados no tema e sobretudo para os bons pensadores desta época e relança no mundo da literatura e de pesquisa novos talentos.
Convidado a apresentar o livro, o bispo do Uíge, Dom Emílio Sumbelelo, disse que a obra divide-se em quatro capítulos antecedidos de uma introdução, seguido de uma conclusão e bibliografia.
O prelector disse que o primeiro capítulo trata da reeducação do homem, apresentando a finalidade deste como deve ser educado, a idade para a sua educação e nos segundo e terceiros capítulos, o autor procura mostrar o homem como animal, fragmento ou bárbaro, doméstico ou selvagem, social ou vestido de panos sociais.
No quarto capítulo conclui que a sociedade deve educar o homem traçando linhas mestras para a sua educação, enquadrando-o segundo o modo de educação.
Sublinhou que o conhecimento humano deve muito aos livros que permitem que uma geração mostre a outra futura o que realizou na sua época.
O Bispo classifica a obra como digna de ser lida e estudada, porque por meio dela consegue-se transmitir conhecimentos culturais de diversos povos de geração em geração, pois enquadra quatro personagens poéticas, filosóficas, históricas, teorias políticas e modernas.

In: angop

quinta-feira, 2 de abril de 2015

quinta-feira, 12 de março de 2015

BOAS NOTÍCIAS DO SONGO

Songo- A direcção municipal da educação do município do Songo, a 40 quilómetros a norte da cidade do Uíge, garantiu hoje, quarta-feira, a inclusão de todas às crianças em idade escolar no sistema de ensino e aprendizagem.

Em declarações à Angop,  o director municipal do sector, Armando Jorge, disse existirem 876 professores distribuídos em toda circunscrição onde há alunos com a necessidade de docentes e que estão a cobrir a rede educacional da região.
“Temos este ano lectivo 20.197 alunos matriculados, desde o ensino primário, 1º e 2º ciclos do ensino secundário”, realçou.
Deu a conhecer que no município do Songo existem 56 escolas e mais algumas salas anexas.
Songo é um dos 16 municípios da província do Uíge, situada a 40 quilómetros a norte da cidade capital. Possui uma comuna, 13 regedorias, 81 aldeias e uma população estimada em 63.362 segundo dados provisórios do Censo/2014.
Fonte: ANGOP

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

NOTÍCIAS DO SONGO

    PLANTA DO CAFÉ


      FOTO: FOTO DIVULGAÇÃO

Uíge: Colhidos mais de seis mil toneladas de café mabuba em 2014
Uíge - Seis mil 75 toneladas de café mabuba, correspondentes a três mil 341 toneladas de café comercial, foram colhidos na província do Uíge durante o ano transacto (2014), contra as quatro mil 835 toneladas produzidos em 2013, informou hoje, quinta-feira, à Angop, o chefe local do Instituto Nacional do Café de Angola (INCA), Vasco Gonçalves António.

Segundo o responsável, os dados foram fornecidos pelas brigadas técnicas da instituição nos 16 municípios da província do Uíje. Durante a campanha, o município de Mucaba colheu mil 900 toneladas de café mabuba, contra mil 500 obtidos em 2013.
“A produção mais alta por hectare registou-se no município do Songo, com uma média de 324 quilogramas de café mabuba, seguido de Mucaba com uma média de 150 quilogramas do mesmo produto, equivalente a aproximadamente 82 quilogramas de café comercial”, avançou o responsável.
Quanto à comercialização do café, explicou, que o departamento promoveu, no mesmo, 53 mercados rurais nas aldeias Caondo e Dambi, municípios de Mucaba e Uíge, respectivamente, permitindo a arrecadação, por parte dos produtores, do valor de três milhões 180 mil kwanzas, ao preço médio de 60.00 (sessenta kwanzas o quilograma).
Segundo Vasco António, a actividade de comercialização do produto foi assegurada por 12 comerciantes formais e informais, acompanhada por técnicos da instituição.
Para o presente ano de 2015, o departamento provincial do INCA no Uíge estimou uma colheita de seis mil 100 toneladas de café mabuba, equivalentes a cerca de três mil e 300 toneladas de café comercial.
A província do Uíge já foi, após os anos 70, uma das referências mundiais na produção do café. 
Noticia: Angop - 15 Janeiro de 2015


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

CALANDULA


 10 Janeiro de 2015
Uíge: Jovens do Songo seguem em excursão às quedas de Calandula
Songo - Cerca de 200 jovens do município Songo, 40 quilómetros a norte da cidade do Uíge, seguiram hoje, sábado, da sede do município do Songo, em excursão para as quedas de Calandula, província de Malanje, para conhecerem as maravilhas que a natureza daquela região oferece.

A atividade foi promovida pela administração municipal do Songo que mobilizou 17 viaturas entre autocarros e meios ligeiros para conduzir os excursionistas ao local, cuja caravana foi encabeçada pela administradora municipal, Adelina Alexandre Pinto.
Em declarações hoje, sábado, à Angop,  momentos antes da partida, Adelina Pinto disse que a excursão serve para mostrar a beleza turística de Angola, neste caso das Quedas de Calandula, aos jovens.
Fonte: Angop
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Esta notícia faz-me recordar que, também eu, quando jovem (21 anos), fui conhecer estas quedas, na altura chamadas de ‘Duque de Bragança’; uma aventura que recordo com imensas saudades e que a foto do meu arquivo pessoal imortalizou.
Parabéns Senhora Administradora por tal iniciativa.  



sábado, 6 de dezembro de 2014

MENSAGEM DE NATAL


Acabo de montar a minha árvore de natal e o presépio e lembrei-me que estava na altura de escrever uma mensagem de natal a todos os BLOGUERES, ao mundo e, mais particularmente, ao pessoal da CART 6553 E AO SONGO/ANGOLA.
A todos um feliz natal.

Vasculho a “caixa das memórias" e encontro este aerograma que partilho convosco por me parecer adequado:

Aqui Songo, Dezembro de 1973
Olá mãe, que saudades dos seus beijos, dos seus abraços, da sua voz, das suas recomendações, até dos seus ralhetes. Enfim, de si, querida mãe!
Espero que este aerograma a encontre bem de saúde e, que, apesar da distância, ele, nos aproxime um pouco um do outro.
Querida mãe, sei que reclama por eu nunca lhe contar o que se passa aqui; pois bem, como estamos perto do Natal e não a quero contrariada, decidi contar-lhe uma operação que acabo de fazer.
Acabava de nascer uma linda e quente manhã de Dezembro, ah, sim, porque aqui estamos agora no verão, e o terceiro pelotão (o meu) partiu para mais uma operação de “Psico” à serra do Uíge. Esta serra está limpa de inimigos, não se preocupe, embora, nos idos de sessenta tenha sido um autêntico vespeiro de turras. Agora, os povos que nela habitam vivem em paz e a pensar no trabalho dos seus cafezais.
O pessoal da Companhia todos os meses faz a travessia desta Serra de este para oeste, com o objetivo de manter a zona livre de inimigo e de contactar com os povos residentes.
Nesta serra, o homem fez uma maravilhosa intervenção na natureza e, ao contrário do que sucede muitas vezes, transformou-a num verdadeiro éden: desbastou a mata, deixando-a, contudo, com o número suficiente de enormes árvores sob as quais plantou cafeeiros, tornando-a num paraíso digno de se juntar a tantos outros, naturais, que existem neste território. Assim, para além da fácil progressão que proporciona, é um prazer caminhar nesta Serra que se atravessa mais ou menos em dois dias, isto, dependendo do plano operacional.
Fomos largados em Nova Caipemba, a oriente do Songo, logo pela manhã. Entrámos na Serra e caminhámos até ao anoitecer: comemos, dormimos e no dia seguinte por volta das dez horas chegámos ao Povo de Santo António e, aí, o Soba do povo ao ver-nos chegar, aproximou-se para nos cumprimentar e, desta vez, fez questão de me levar a uma tabanca onde há apenas dez minutos acabara de nascer um bebé! A mãe ainda estava deitada e tinha a seu lado o menino.
A criança era quase branca e até muito rosadinha, o que me deixou intrigado. Pura ignorância minha. É que eu não sabia que as crianças, filhos de negros, nascem brancas ou quase e, que, só mais tarde a melanina em contacto com a luz solar potencia a pigmentação e escurece todo o corpo. Daí a minha admiração, que não partilhei com ninguém para não ferir suscetibilidades.
O Soba e o pai do bebé quiseram que pega-se no menino! O que fiz com o máximo cuidado e ternura. Este quadro fez-me lembrar o Natal! Talvez por ser Dezembro? – O nascimento do Menino. – Olhe querida mãe, naquele momento senti muita pena de não ter comigo algo para oferecer àquela criança, mas não tinha. Então em silêncio, com o menino ao colo, desejei-lhe as maiores felicidades para a vida que começara. Era tudo o que tinha para lhe oferecer.
Terminado os afazeres neste povo, continuámos a nossa marcha e no dia seguinte por volta das dezasseis horas já estávamos no Songo. Este trajeto é feito à sombra, quer das belíssimas árvores, quer dos cafeeiros, planta sempre bonita em qualquer altura do ano e que no período da floração então nem se fala! O branco das suas flores e o perfume por elas emanado, em contraste com o forte verde da mata e da própria planta do café, é um espetáculo paradisíaco que ninguém devia perder.
Por hoje é tudo, votos de um santo e Feliz Natal para todos aí em casa e não se preocupe que eu estou bem; muitos beijinhos querida mãe e, neste Natal, peça ao menino Jesus que me guarde.
António

Foto retirada da internet


Está escrito no firmamento

O plano da América trumpista vai ao encontro de tudo o que Putin deseja. É estranho — é até bizarro — que o invasor de um país soberano seja...